TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800156-42.2022.8.18.0119
RECORRENTE: BANCO BRADESCO S.A., RITA DE CASSIA DE SIQUEIRA CURY ARAUJO, JOSE ALMIR DA ROCHA MENDES JUNIOR
RECORRIDO: JULIAO DA ROCHA CESAR, UEUDES BATISTA LEMOS, MONALIZA COSTA COELHO
REPRESENTANTE: BANCO BRADESCO S.A E AS EMPRESAS DE SEU CONGLOMERADO
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. DIREITO DO CONSUMIDOR. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. ALEGAÇÃO DE FRAUDE. AUSÊNCIA DE PROVA DA CONTRATAÇÃO. ILEGALIDADE COMPROVADA. RESTITUIÇÃO EM DOBRO DO INDÉBITO DEVIDA. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM INDENIZATÓRIO SUFICIENTE. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800156-42.2022.8.18.0119
RECORRENTE: BANCO BRADESCO S.A., RITA DE CASSIA DE SIQUEIRA CURY ARAUJO, JOSE ALMIR DA ROCHA MENDES JUNIOR
Advogados do(a) RECORRENTE: JOSE ALMIR DA ROCHA MENDES JUNIOR - PI2338-A, RITA DE CASSIA DE SIQUEIRA CURY ARAUJO - PI5914-A
RECORRIDO: JULIAO DA ROCHA CESAR, UEUDES BATISTA LEMOS, MONALIZA COSTA COELHO
REPRESENTANTE: BANCO BRADESCO S.A E AS EMPRESAS DE SEU CONGLOMERADO
Advogados do(a) RECORRIDO: MONALIZA COSTA COELHO - DF37461-A, UEUDES BATISTA LEMOS - PI19762-A
RELATOR(A): RAIMUNDO JOSÉ DE MACAU FURTADO
Vistos.
Trata-se de Ação Judicial na qual a parte autora afirma que tomou conhecimento de dois contratos de empréstimos perante o réu, efetuado por esta instituição financeira, sem que o mesmo houvesse solicitado.
Sobreveio sentença que julgou parcialmente procedente os pedidos contidos na inicial, declarou a inexistência contratual e determinou que a instituição bancária devolva à parte autora o valor de R$ 23.342,96, a título de repetição em dobro das importâncias descontadas indevidamente no benefício deste referente aos contratos de nº 0123363485903 e 0123363139831, condenou ainda o réu a pagar ao autor o valor de R$ 6.000,00, a título de danos morais. (ID 7769472).
Inconformada com a sentença proferida, a parte requerida interpôs o presente recurso inominado aduzindo, em síntese, que os contratos são regulares, que a autora não provou fato constitutivo de seu direito, não existe dano material, por não ter a recorrida sofrido prejuízo, haja vista que a contratação dos empréstimos foram todas legítimas, não havendo dano moral, bem como questiona o quantum indenizatório (ID 7769476).
A parte recorrida apresentou contrarrazões ao recurso (ID 7769480).
É o sucinto relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Ante o exposto, voto para conhecer do recurso e negar-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Condeno a parte recorrente no pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, estes últimos arbitrados em 15% do valor da condenação.
Assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 14/04/2023
0800156-42.2022.8.18.0119
Órgão Julgador1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)RAIMUNDO JOSE DE MACAU FURTADO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalEmpréstimo consignado
AutorBANCO BRADESCO S.A.
RéuJULIAO DA ROCHA CESAR
Publicação17/04/2023