Acórdão de 2º Grau

Obrigação de Fazer / Não Fazer 0800130-46.2020.8.18.0141


Ementa

RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL C/C OBRIGAÇÃO DE FAZER. PEDIDO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA NO IMÓVEL DO CONSUMIDOR. ZONA RURAL. ALEGAÇÃO DA CONCESSIONÁRIA SOBRE A NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE OBRAS PARA A EXTENSÃO DA REDE. AUSÊNCIA DE PROVIDÊNCIAS DA CONCESSIONÁRIA SOBRE A ELABORAÇÃO DO PROJETO E A REALIZAÇÃO DAS OBRAS NO PRAZO PREVISTO NA RESOLUÇÃO 414 DA ANEEL. DEVER DE PROVIDENCIAR AS MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA A VIABILIZAÇÃO DO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA NO IMÓVEL DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM INDENIZATÓRIO ADEQUADO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0800130-46.2020.8.18.0141 - Relator: SEBASTIAO FIRMINO LIMA FILHO - 2ª Turma Recursal - Data 08/02/2023 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800130-46.2020.8.18.0141

RECORRENTE: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A, MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA

 

RECORRIDO: SERGIO LUIZ KAEFER, JESSICA LAYANE FALCAO DA SILVA

 

RELATOR(A): 3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal


EMENTA

 

RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL C/C OBRIGAÇÃO DE FAZER. PEDIDO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA NO IMÓVEL DO CONSUMIDOR. ZONA RURAL. ALEGAÇÃO DA CONCESSIONÁRIA SOBRE A NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE OBRAS PARA A EXTENSÃO DA REDE. AUSÊNCIA DE PROVIDÊNCIAS DA CONCESSIONÁRIA SOBRE A ELABORAÇÃO DO PROJETO E A REALIZAÇÃO DAS OBRAS NO PRAZO PREVISTO NA RESOLUÇÃO 414 DA ANEEL. DEVER DE PROVIDENCIAR AS MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA A VIABILIZAÇÃO DO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA NO IMÓVEL DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM INDENIZATÓRIO ADEQUADO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.

 


RELATÓRIO

 

 

Trata-se de recurso inominado em AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL C/C OBRIGAÇÃO DE FAZER em face de EQUATORIAL ENERGIA. A parte autora alega que no dia 14/12/2019 foi solicitado à COMPANHIA ENERGÉTICA DO PIAUÍ – CEPISA/EQUATORIAL ligação energética na propriedade do requerente denominada “Sítio do Gaúcho” situada no Povoado Santa Maria, conforme protocolo 18365542, segundo o qual o serviço deveria ser executado até 23/12/2019. Considerando o fato da empresa não ter efetuado a ligação da energia no prazo estipulado, em 06/01/2020 o requerente realizou a compra de um gerador de energia no valor de R$ 7.000,00 (sete mil reais), pois os animais que possui em sua propriedade estavam sofrendo com a seca. Ainda não teria ocorrido a ligação da unidade consumidora. Requer condenação na obrigação de fazer a ligação da unidade consumidora, sob cominação de multa para o caso de inadimplemento da obrigação; e condenação ao pagamento de uma indenização a título de danos morais.

Concessão da tutela de urgência, determinando que a parte requerida promova ligação de energia elétrica na unidade consumidora requerida pelo autor.

Sobreveio sentença que: 1) Acolhe preliminar suscitada pelo réu para indeferir a concessão da Justiça Gratuita ao demandante; 2) Julga PROCEDENTE EM PARTE o pedido constante da peça inicial, para condenar a parte requerida a pagar ao autor a quantia R$ 3.000,00 (três mil reais), a título de indenização por danos morais, com juros de 1% ao mês da data da citação e correção monetária (INPC) desde o arbitramento. Resolve-se o mérito na forma do art. 487, I, do Código de Processo Civil. Ratifica a tutela de urgência.

Recurso inominado interposto pela parte ré, no qual alega necessidade de expansão da rede elétrica, requerendo reforma da sentença.

Prazo para contrarrazões decorreu sem manifestação.

É o relatório.

 

 

VOTO

 

Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso e passo à sua análise.

Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.


Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.


Ante o exposto, conheço do recurso e nego-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.

Ônus de sucumbência pelo recorrente em custas e honorários advocatícios, sendo estes em 15% sobre o valor atualizado da condenação.

Teresina, datado e assinado eletronicamente.

 

 

 

 



Teresina, 31/01/2023

Detalhes

Processo

0800130-46.2020.8.18.0141

Órgão Julgador

3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

2ª Turma Recursal

Relator(a)

SEBASTIAO FIRMINO LIMA FILHO

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Obrigação de Fazer / Não Fazer

Autor

EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A

Réu

SERGIO LUIZ KAEFER

Publicação

08/02/2023