TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0000350-77.2018.8.18.0099
RECORRENTE: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A.
REPRESENTANTE: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A.
Advogado(s) do reclamante: LOURENCO GOMES GADELHA DE MOURA
RECORRIDO: RAIMUNDO NONATO DE SOUSA MATOS
Advogado(s) do reclamado: DOUGLAS LIMA DE FREITAS
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. RECURSO INOMINADO. RELAÇÃO DE CONSUMO. ALEGAÇÃO DE FRAUDE. CONTRATO COLACIONADO AOS AUTOS. COMPENSAÇÃO FIXADA EM SENTENÇA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 18 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ. DEVOLUÇÃO SIMPLES DOS VALORES INDEVIDAMENTE DESCONTADOS. COMPENSAÇÃO. DANO MORAL CONFIGURADO. QUANTUM INDENIZATÓRIO PROPORCIONAL E RAZOÁVEL. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0000350-77.2018.8.18.0099
Origem:
RECORRENTE: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A.
REPRESENTANTE: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A.
Advogado do(a) RECORRENTE: LOURENCO GOMES GADELHA DE MOURA - PE21233-A
RECORRIDO: RAIMUNDO NONATO DE SOUSA MATOS
Advogado do(a) RECORRIDO: DOUGLAS LIMA DE FREITAS - PI11935-A
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Trata-se de ação em que a parte autora alega que vem sofrendo descontos indevidos em seu benefício previdenciário apesar de não ter realizado nenhum contrato de empréstimo com o requerido.
Sobreveio a sentença que julgou parcialmente procedente os pedidos, pelo que, declaro nulo o empréstimo, cancelando em definitivo a consignação do empréstimo aqui questionado, contrato número 36583440. Condenou a BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A. à devolução simples dos valores indevidamente descontados, a partir de setembro de 2013. Condenou ainda a BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A. a pagar a autora a importância de R$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos reais) a título de danos morais. E compensação com o quantum depositado pelo banco promovido em sua conta de titularidade da parte autora, R$ 1.911,54,00 reais para que não exista enriquecimento sem causa. (ID 6842589, pp. 15/18).
O recorrente sustenta, em suma os motivos para a reforma da sentença, como a inexistência de dano moral, a necessidade de redução do valor da condenação, a ausência de cabimento de repetição de indébito. Por fim, requer a reforma da sentença para julgar improcedentes os pedidos iniciais (ID 6842589 e 6842590).
A parte recorrida apresentou contrarrazões pugnando pela manutenção (ID 6842590, pp. 17/36).
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, há de se conhecer do recurso.
A r. sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
Ônus de sucumbência pela recorrente nas custas e honorários advocatícios, sendo estes em 10% sobre o valor da condenação atualizado.
É como voto
Teresina, datado e assinado eletronicamente
DRA. GLÁUCIA MENDES DE MACÊDO
JUÍZA RELATORA
0000350-77.2018.8.18.0099
Órgão Julgador3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)GLAUCIA MENDES DE MACEDO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalContratos Bancários
AutorBANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A.
RéuRAIMUNDO NONATO DE SOUSA MATOS
Publicação15/12/2022