TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800176-79.2022.8.18.0136
RECORRENTE: DANIELA DE OLIVEIRA SOUSA LEAL
Advogado(s) do reclamante: LIU GRAZIANNI CRUZ E SILVA
RECORRIDO: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
REPRESENTANTE: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Advogado(s) do reclamado: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
EMENTA
RECURSO INOMINADO. JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. RECUPERAÇÃO DE CONSUMO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO TOI. TERMO DE CONFISSÃO E PARCELAMENTO DE DÍVIDA. PARCELAMENTO LEGÍTIMO. DÍVIDA ORIUNDA DE DÉBITOS PRETÉRITOS E NÃO DE RECUPERAÇÃO DE CONSUMO. SENTENÇA MANTIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800176-79.2022.8.18.0136
Origem:
RECORRENTE: DANIELA DE OLIVEIRA SOUSA LEAL
Advogado do(a) RECORRENTE: LIU GRAZIANNI CRUZ E SILVA - PI12693-A
RECORRIDO: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
REPRESENTANTE: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Advogado do(a) RECORRIDO: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA - PI3387-A
RELATOR(A): Dra. MARIA ZILNAR COUTINHO LEAL
RELATÓRIO
Visa o recurso a reforma da sentença (ID nº. 8054231), que JULGOU IMPROCEDENTE os pedidos contidos na inicial.
Irresignado a parte autora interpôs recurso inominado (ID nº 8054233) requerendo “que a sentença do juízo a quo seja reformada para declarar a inexistência do débito de R$ 11.751,15 (onze mil e setecentos e cinquenta e um reais e quinze centavos), pois se trata de cobrança manifestamente abusiva, exorbitante e desproporcional quando se considera a média de consumo do últimos 10 meses.”
Contrarrazões apresentadas pela parte recorrida (ID 8054238).
É o relatório sucinto.
VOTO
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Cumpre observar que é aplicável o Código de Defesa do Consumidor no presente caso, tendo em vista que trata-se de relação de consumo. Contudo, não há que se falar em inversão do ônus da prova, tendo em vista que de acordo com o art. 6º, inciso VIII, do diploma consumerista, a inversão do ônus da prova só é cabível quando for verossímil as alegações autorais ou quando for o consumidor hipossuficiente.
A parte autora, ora recorrente, requereu a declaração de inexistência do débito no valor de R$ 11.751,15 (onze mil e setecentos e cinquenta e um reais e quinze centavos) oriundo de recuperação de consumo. Depreende-se dos autos que o débito foi objeto de parcelamento, conforme termo de confissão e parcelamento de dívida acostado aos autos (ID 8053659).
Em audiência a recorrente mencionou que a dívida confessada não foi por ela adquirida, mas sim por antigo morador do imóvel. No entanto, não comprovou minimamente tais fatos nem apresentou provas do período a partir do qual passou a residir no imóvel, tal como contrato de aluguel ou outro documento idôneo. Além disso, o débito parcelado é fruto de seus débitos em aberto e não de uma recuperação de consumo
Desse modo, incumbia à autora a comprovação da efetiva existência de fato constitutivo do seu direito, a teor do disposto no artigo 373, inciso I do Código de Processo Civil, ônus do qual não se desincumbiu.
A sentença apreciou com percuciência a prova dos autos, aplicando corretamente o direito. Assim, fez justiça ao caso concreto. Pois, aplicável o verbo do art. 46 da Lei 9.099/95:
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Por todos estes argumentos, considero que não há provas nos autos suficientes para que seja julgada procedente a pretensão da autora, sendo de rigor a manutenção da sentença, que julgou improcedente a ação.
Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, com o fim de manter a sentença pelos seus próprios fundamentos.
Ônus de sucumbência pela parte recorrente em custas e honorários advocatícios, estes fixados em 10% sobre o valor corrigido da causa, no entanto, fica suspensa a exigibilidade da condenação, na forma do art. 98, §3º, do CPC.
Teresina, assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 26/01/2023
0800176-79.2022.8.18.0136
Órgão Julgador3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)FRANCISCO JOAO DAMASCENO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalDireito de Imagem
AutorDANIELA DE OLIVEIRA SOUSA LEAL
RéuEQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Publicação31/01/2023