TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801320-52.2020.8.18.0009
RECORRENTE: RAIMUNDA DE SOUZA COELHO
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RECORRIDO: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Advogado(s) do reclamado: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C OBRIGAÇÃO DE FAZER. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. INADIMPLÊNCIA DO DEVEDOR. AUSÊNCIA DE SOLICITAÇÃO DE DESLIGAMENTO. COMPROVAÇÃO DE CONSUMO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
Senhores membros da Segunda Turma Recursal:
Trata-se de Ação Declaratória de Inexistência de Débito c/c de Obrigação de Fazer na qual a parte autora pretende que a concessionária de serviço público declare a inexistência da dívida referente a todo e qualquer débito da unidade consumidora UC n° 9676309, nos últimos 05 anos, posto a ausência de consumo da autora junto à empresa, bem como, a abstenção da inscrição do nome da autora dos cadastros de inadimplentes, ou a retirada da inscrição, caso já consumado.
Sobreveio sentença que julgou improcedentes os pedidos da ação, extinguindo-a com resolução do mérito, com fulcro no art. 485, I, do CPC (id. 3556524).
Inconformada com a sentença proferida, a parte autora interpôs o presente recurso inominado, aduzindo, em síntese, a inversão do ônus da prova e que seja declarado a inexistência do débito de energia, reformando a sentença a quo (id. 3556528).
A parte recorrida apresentou contrarrazões ao recurso pugnando pela manutenção da sentença (id. 3556532).
É a sinopse dos fatos.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após analisar os autos devidamente, constato que a sentença recorrida reconhece, corretamente, que o autor não comprovou a solicitação de desligamento da energia, nem que o imóvel estava desocupado. Por outro lado, a parte recorrida comprovou os registros de consumo da unidade, comprovando as leituras realizadas no medidor, bem como aduzindo a inexistência de pedido de desligamento da unidade consumidora pela autora (id. 3556517).
Nesse sentido, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pela parte Recorrente nas custas e horários advocatícios, estes em 15% sobre o valor corrigido da causa atualizado. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus da sucumbência, nos termos do disposto no artigo 98, §3º, do CPC.
É como voto.
Assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 24/10/2022
0801320-52.2020.8.18.0009
Órgão Julgador3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)EDISON ROGERIO LEITAO RODRIGUES
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalPráticas Abusivas
AutorRAIMUNDA DE SOUZA COELHO
RéuEQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Publicação09/11/2022