TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Câmara de Direito Público
APELAÇÃO CÍVEL (198) No 0800405-32.2019.8.18.0140
APELANTE: FUNDACAO PIAUI PREVIDENCIA, ESTADO DO PIAUI
APELADO: LUIZ FRANCISCO CARVALHO VALADARES, LUIZ FRANCISCO VALADARES FILHO, IZABEL DE HOLANDA CARVALHO VALADARES
REPRESENTANTE: ESTADO DO PIAUI
Advogado(s) do reclamado: ARIEL ROCHA SOARES, MANOEL FERNANDES VALADARES
RELATOR(A): Desembargador HAROLDO OLIVEIRA REHEM
EMENTA
EMENTA
AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL – ANTECIPAÇÃO DE TUTELA CONCEDIDA EM SENTENÇA - RECEBIMENTO NO EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO - DECISÃO MANTIDA - AGRAVO IMPROVIDO.
Nos termos do artigo 1.012 do CPC, o recurso de Apelação será recebido em ambos os efeitos, sendo excepcionalmente recebido no efeito meramente devolutivo quando interposta contra a sentença que antecipa os efeitos da tutela, para fins de execução provisória quanto a obrigação de fazer. Não demonstrado risco de lesão grave ou de difícil reparação, deve-se resguardar a decisão que recebe o recurso de apelação no efeito meramente devolutivo.
RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO
RELATÓRIO
APELAÇÃO CÍVEL (198) -0800405-32.2019.8.18.0140
Origem:
APELANTE: FUNDACAO PIAUI PREVIDENCIA, ESTADO DO PIAUI
APELADO: L. F. C. V., LUIZ FRANCISCO VALADARES FILHO, IZABEL DE HOLANDA CARVALHO VALADARES
REPRESENTANTE: ESTADO DO PIAUI
Advogado do(a) APELADO: MANOEL FERNANDES VALADARES - PI16186-A
Advogado do(a) APELADO: MANOEL FERNANDES VALADARES - PI16186-A
Advogado do(a) APELADO: MANOEL FERNANDES VALADARES - PI16186-A
RELATOR(A): Desembargador HAROLDO OLIVEIRA REHEM
RELATÓRIO
Cuida-se de Agravo Interno interposto pela FUNDAÇÃO PIAUÍ PREVIDÊNCIA contra decisão exarada nos autos da Apelação Cível (Proc nº 0800405-32.2019.8.18.0140), impetrada pela FUNDAÇÃO PIAUÍ PREVIDÊNCIA contra LUIZ FRANCISCO VALADARES FILHO e Outros, ora agravados.
Na decisão agravada, este Relator recebeu a Apelação Cível está presente a probabilidade do direito apta a justificar a concessão de efeito suspensivo ao apelo apenas no efeito devolutivo.
Nas razões recursais, o agravante alega que na Apelação “está presente a probabilidade do direito apta a justificar a concessão de efeito suspensivo ao apelo.”
Requer, ao final, reconsideração da decisão vergastada, cassando ou reformando a decisão monocrática atacada.
Os agravados, nas suas contrarrazões, pugnam pela manutenção da decisão agravada.
É o relatório.
VOTO
VOTO DO RELATOR
O DESEMBARGADOR HAROLDO OLIVEIRA REHEM (Votando): Eminentes julgadores, este Agravo Interno merece ser conhecido, uma vez que se encontra com seus pressupostos de admissibilidade.
Registre-se que o inconformismo do agravante é em razão de decisão que recebeu a Apelação Cível, 0800405-32.2019.8.18.0140, apenas no efeito devolutivo.
Via de regra, nos termos do artigo 1.012 do CPC, o recurso de apelação será recebido em ambos os efeitos, sendo excepcionalmente recebido no efeito meramente devolutivo quanto interposta contra a sentença que antecipa os efeitos da tutela ou a confirma, vejamos:
Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo.
§ 1º Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos imediatamente após a sua publicação a sentença que:
I - homologa divisão ou demarcação de terras;
II - condena a pagar alimentos;
III - extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do executado;
IV - julga procedente o pedido de instituição de arbitragem;
V - confirma, concede ou revoga tutela provisória;
VI - decreta a interdição.
In casu, houve a concessão antecipada da tutela na sentença, razão pela qual não merece reforma a decisão que recebeu a apelação no efeito meramente devolutivo.
Neste sentido a jurisprudência, in verbis:
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSO CIVIL. EFEITO DE RECURSO. APELAÇÃO NO EFEITO DEVOLUTIVO. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA NO BOJO DA SENTENÇA. 1. A apelação - em regra geral - será recebida em ambos os efeitos, conforme o caput do art. 520 do CPC/73 (art. 1.012 do NCPC). Entretanto, será excepcionalmente recebida somente no efeito devolutivo quando interposta de sentença que: "antecipar os efeitos da tutela".
2. Na hipótese dos autos, em se tratando de sentença que deferiu a antecipação dos efeitos da tutela, a apelação deverá ser recebida tão só no efeito devolutivo. Insta ressaltar, ainda, que não ficou demonstrado risco de lesão grave e de difícil reparação, tampouco fundamentação relevante para justificar a concessão de efeito suspensivo em caráter excepcional.
3. Agravo Regimental não provido.
(AG 0023997-61.2011.4.01.0000/MG, Relator DESEMBARGADOR FEDERA FRANCISCO NEVES DA CUNHA, Segunda Turma, e-DJF1 17/03/2017).
DIANTE O EXPOSTO, e sem a necessidade de quaisquer outras assertivas VOTO pelo IMPROVIMENTO deste AGRAVO INTERNO, a fim de manter a decisão vergastada em todos os seus termos.
É o voto.
Teresina, 16/12/2022
0800405-32.2019.8.18.0140
Órgão JulgadorDesembargador HAROLDO OLIVEIRA REHEM
Órgão Julgador Colegiado1ª Câmara de Direito Público
Relator(a)HAROLDO OLIVEIRA REHEM
Classe JudicialAPELAÇÃO CÍVEL
CompetênciaCâmaras de Direito Público
Assunto PrincipalPensão
AutorFUNDACAO PIAUI PREVIDENCIA
RéuLUIZ FRANCISCO CARVALHO VALADARES
Publicação16/12/2022