TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0000001-21.2005.8.18.0167
RECORRENTE: ITAJACI TEIXEIRA DIAS
Advogado(s) do reclamante: LILIAN ERICA LIMA RIBEIRO
RECORRIDO: COMPANHIA EXCELSIOR DE SEGUROS
Advogado(s) do reclamado: CLAUDIO MANOEL DO MONTE FEITOSA, LARISSA ALVES DE SOUZA RODRIGUES
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS PESSOAIS – COMPLEMENTAÇÃO DO VALOR DE SEGURO DPVAT. ACIDENTE CAUSADO POR VEÍCULO AUTOMOTOR. PRESENTE LAUDO DE EXAME DE CORPO DE DELITO. LESÕES FÍSICAS IRREVERSÍVEIS. INVALIDEZ CONFIGURADA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
1. O recorrente alega que a decisão atacada ignorou argumentos consistentes da defesa, desconsiderando que autos não possuem meios para identificar a real incapacidade do recorrido. Necessidade de perícia médica feita por um “expert” para apuração da incapacidade.
2. Recorrido aduz que não foi pago o valor devido a título de Seguro DPVAT por invalidez permanente sofrida. Pleiteia a diferença entre os valores pagos e os valores totais devidos.
3. Sentença julgou procedente em parte o pedido inicial condenando a recorrente ao pagamento de R$ 7.000,00 (sete mil reais) descontados os valores já liquidados a título de invalidez.
4. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
Vistos, etc.
Visa o recurso a reforma da sentença, que condenou a recorrente ao valor de 7.000,00 (sete mil reais) descontados os valores já pagos de 1.339,00 (mil trezentos e trinta e nove reais) a título de Seguro DPVAT por invalidez permanente sofrida.
O autor foi vítima de acidente automobilístico que o incapacitou para o trabalho, causando-lhe deformidades permanentes de acordo com laudo do exame de corpo de delito feito pelo instituto médico legal. Por isso, a recorrente pagou a recorrida os valores mostrados acima. Ocorre que por todo o exposto, considerando os pressupostos gerais, as provas dos autos e o parecer do Ministério Público verificou-se a indenização não foi a adequada, tendo a sentença condenado a recorrente ao valor já descrito acima.
Razões do recorrente, da incompetência do juizado especial cível e necessidade de produção de prova pericial. Da quitação ampla e geral – extinção do feito. Do valor indenizável referente ao seguro obrigatório (DPVAT) para casos de invalidez. Dos motivos e da reforma da sentença. Da regulamentação das operações de seguro pelo CNSP. Da inaplicabilidade do salário-mínimo nas indenizações.
O Recorrido não apresentou contrarrazões.
É o relatório sucinto.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, passo à análise do recurso.
Após a análise dos autos, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Diante do exposto, conheço do recurso para negar-lhe provimento, mantendo a sentença pelos seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pela recorrente nas custas e honorários advocatícios, estes em 15% sobre o valor da causa, com exigibilidade suspensa pelo prazo de 5 anos, nos termos do art. 98 § 3º do CPC, em razão da concessão da justiça gratuita.
É como voto.
Teresina, datado e assinado eletronicamente.
Édison Rogério Leitão Rodrigues
Juiz-relator
Teresina, 09/08/2022
0000001-21.2005.8.18.0167
Órgão Julgador3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)EDISON ROGERIO LEITAO RODRIGUES
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalAcidente de Trânsito
AutorITAJACI TEIXEIRA DIAS
RéuCOMPANHIA EXCELSIOR DE SEGUROS
Publicação08/09/2022