TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Câmara Especializada Cível
APELAÇÃO CÍVEL (198) No 0000562-31.2017.8.18.0068
APELANTE: BANCO BRADESCO S.A.
Advogado(s) do reclamante: WILSON SALES BELCHIOR
APELADO: MARIA DE FATIMA DIAS PEREIRA
Advogado(s) do reclamado: VITOR GUILHERME DE MELO PEREIRA
RELATOR(A): Desembargador RAIMUNDO EUFRÁSIO ALVES FILHO
EMENTA
EMENTA
PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO C/C DANOS MORAIS. TARIFA “CESTA BÁSICA”. AUSÊNCIA DE INSTRUMENTO CONTRATUAL. INCIDÊNCIA DO CDC. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. FALHA NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. REPETIÇÃO EM DOBRO. COMPENSAÇÃO DANOS MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO. OBSERVÂNCIA DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. REFORMA DA DECISÃO RECORRIDA.
I - VERIFICA-SE QUE O APELANTE NÃO JUNTOU O INSTRUMENTO CONTRATUAL QUE EMBASASSE A COBRANÇA, E DO EXAME DOS EXTRATOS BANCÁRIOS JUNTADOS NA EXORDIAL (ID 4739161 – PÁGS. 13/15), CONSTATA-SE QUE NÃO HÁ PROVAS DE QUE A APELADA USUFRUIU DE SERVIÇOS BANCÁRIOS SUJEITOS À COBRANÇA DE TARIFAS, UMA VEZ QUE DEMONSTRAM QUE A APELADA SOMENTE RECEBIA SEU BENEFÍCIO DO INSS E O SACAVA, NADA MAIS HÁ A JUSTIFICAR A COBRANÇA DAS REFERIDAS TARIFAS.
II - É CABÍVEL A APLICAÇÃO DO ART. 6º, VIII, DO CDC, RELATIVO À INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA, CONSIDERANDO-SE A CAPACIDADE, DIFICULDADE OU HIPOSSUFICIÊNCIA DE CADA PARTE, CABENDO À INSTITUIÇÃO FINANCEIRA, E NÃO À PARTE APELADA, O ENCARGO DE PROVAR A EXISTÊNCIA DO CONTRATO PACTUADO, CAPAZ DE MODIFICAR O DIREITO DO CONSUMIDOR, SEGUNDO A REGRA DO ART. 373, II, DO CPC.
III - OS DESCONTOS EFETUADOS NOS PROVENTOS DE APOSENTADORIA DA APELADA, SEM QUALQUER RESPALDO LEGAL OU SUA PRÉVIA ANUÊNCIA, RESULTAM EM MÁ-FÉ DA INSTITUIÇÃO BANCÁRIA, POIS NÃO HOUVE CONSENTIMENTO DE FATO DA APELADA, RAZÃO PELA QUAL SE EVIDENCIA A MÁ-FÉ APONTADA AO APELANTE, AINDA MAIS QUANDO SE AVERIGUA A SITUAÇÃO FÁTICO-PROBATÓRIA DOS AUTOS.
IV - NÃO HÁ DÚVIDA QUANTO À PROCEDÊNCIA DO PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL, ANTE A RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA PELA MÁ PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS, PREMISSA CONFIRMADA PELA COMPROVADA ILEGALIDADE DOS DESCONTOS EFETUADOS E OS DANOS PROVOCADOS PELA CONDUTA DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA, UMA VEZ NÃO JUNTADO O CONTRATO CONTENDO A PREVISÃO DA COBRANÇA DA ALUDIDA TARIFA.
V - ANALISANDO-SE A COMPATIBILIDADE DO VALOR DO RESSARCIMENTO COM A GRAVIDADE DA LESÃO, NO CASO EM COMENTO, REPUTA-SE RAZOÁVEL A FIXAÇÃO DO QUANTUM DE R$ 3.000,00 (TRÊS MIL REAIS) RELATIVO A INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL, UMA VEZ QUE SE MOSTRA ADEQUADO A ATENDER À DUPLA FINALIDADE DA MEDIDA E EVITAR O ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA DA APELADA.
VII - RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.
RELATÓRIO
APELAÇÃO CÍVEL n° 0000562-31.2017.8.18.0068.
Apelante : BANCO BRADESCO S/A.
Advogado : Wilson Sales Belchior (OAB/PI nº 9.016).
Apelada : MARIA DE FÁTIMA DIAS PEREIRA.
Advogado(s) : Vitor Guilherme de Melo Pereira (OAB/PI nº 7.562) e Outros.
Relator : Des. RAIMUNDO EUFRÁSIO ALVES FILHO.
Vistos etc.,
Cuida-se, in casu, de Apelação Cível, interposta pelo BANCO BRADESCO S/A, em face de sentença proferida pelo Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Porto/PI, nos autos da Ação de Repetição de Indébito c/c Danos Morais, ajuizada por MARIA DE FÁTIMA DIAS PEREIRA, ora Apelada.
Na sentença recorrida (id 4739161 – págs. 129/132), o Magistrado de 1º Grau julgou procedente o pedido da exordial, condenando o Apelante a restituir à Apelada o valor efetivamente descontado, em dobro, e ao pagamento de danos morais, no valor de R$ 16.000,00 (dezesseis mil reais), declarando, ainda, a inexistência da relação jurídica discutida na demanda, e a cessação dos descontos no benefício previdenciário da Apelada.
Nas suas razões recursais (id 4739161 – págs. 140/155), o Apelante requer a reforma da sentença, sustentando, em suma, que os descontos relativos ao pacote denominado “CESTA BÁSICA” realizados na conta-corrente da Apelada não correspondem à cobrança indevida, mas somente a uma contraprestação cobrada com o fito de custeio de conta e manutenção dos serviços que dispõe, e em consonância com os ditames legais, uma vez que fora realizado entre as partes um negócio jurídico válido, não havendo que se falar, ainda, em indenização por danos morais, e que o valor fixado pelo Magistrado a quo ultrapassou os limites da razoabilidade.
A Apelada não apresentou contrarrazões, conforme certificado nos autos (id 4739161 – pág. 161).
Juízo de admissibilidade positivo realizado por este Relator, conforme decisão de id nº 5123753.
Constatando que o presente feito encontra-se apto para julgamento, DETERMINO a sua inclusão em pauta de julgamento do Plenário Virtual da 1ª Câmara Especializada Cível, nos moldes do disposto no art. 934, do CPC.
Cumpra-se, imediatamente.
Teresina-PI, data da assinatura eletrônica.
Des. RAIMUNDO EUFRÁSIO ALVES FILHO
RELATOR
VOTO
VOTO
I – DO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE
Juízo de admissibilidade positivo realizado por este Relator, conforme decisão id nº 5123753, razão por que reitero o conhecimento do presente Apelo.
Passo a análise do mérito recursal.
II – DO MÉRITO
Cinge-se a presente controvérsia quanto à legalidade, ou não, da cobrança da “TARIFA BANCÁRIA CESTA B. EXPRESSO 1”, pelo Banco, ora Apelante, em que a Apelada, na exordial, sustenta que não contratou, nem fora previamente informada acerca dos serviços ofertados para justificar o desconto da referida tarifa de seu benefício previdenciário que recebe na conta bancária aberta na instituição para tal finalidade.
Da análise dos autos, e em conformidade com o entendimento do Magistrado a quo, verifica-se que o Apelante não juntou o instrumento contratual que embasasse a cobrança, e do exame dos extratos bancários juntados na exordial (id 4739161 – págs. 13/15), constata-se que não há provas de que a Apelada usufruiu de serviços bancários sujeitos à cobrança de tarifas, uma vez que demonstram que a Apelada somente recebia seu benefício do INSS e o sacava, nada mais há a justificar a cobrança das referidas tarifas.
Pois bem, consubstanciado no fato de se ter como contratada a instituição bancária Apelante, e contratante a Apelada, pessoa física que se utiliza do crédito e dos serviços fornecidos como consumidor final, aplicáveis as disposições do Código de Defesa do Consumidor, segundo inteligência da Súm. nº 297, do STJ: “O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras”.
No caso, é cabível a aplicação do art. 6º, VIII, do CDC, relativo à inversão do ônus da prova, considerando-se a capacidade, dificuldade ou hipossuficiência de cada parte, cabendo à instituição financeira, e não à parte Apelada, o encargo de provar a existência do contrato pactuado, capaz de modificar o direito do consumidor, segundo a regra do art. 373, II, do CPC.
Com efeito, em relação aos descontos do pacote de serviços bancários, o Apelante não logrou êxito em comprovar a sua legitimidade, tendo em vista que não juntou aos autos o contrato específico, com a anuência da Apelada, para prestar tais serviços, ocorrendo clara violação do direito à informação, pois não houve o fornecimento adequado e claro acerca dos tipos de serviços que lhe seriam cobrados junto a abertura de conta-corrente, violando, desta forma, o art. 52, do CDC.
Competia ao Apelante, de maneira clara e objetiva, explanar a modalidade de serviço que estava oferecendo ao consumidor, alertando, principalmente, sobre os benefícios e desvantagens da operação celebrada, em especial a forma de pagamento, conforme determina o art. 6º, do CDC, ainda mais quando havia a possibilidade de abertura somente de conta-salário, que lhe serviria para a finalidade de receber seu benefício previdenciário.
Assim, como a cobrança por serviços bancários prioritários para pessoas físicas ficou limitada às hipóteses taxativamente previstas em norma padronizadora expedida pela autoridade monetária, resta imprescindível a anuência prévia, mediante instrumento específico, tal como dispõe a Resolução nº 3.919, do BCB.
Logo, os descontos efetuados nos proventos de aposentadoria da Apelada, sem qualquer respaldo legal ou sua prévia anuência, resultam em má-fé da instituição bancária, pois não houve consentimento de fato da Apelada, razão pela qual se evidencia a má-fé apontada ao Apelante, ainda mais quando se averigua a situação fático-probatória dos autos.
Quanto ao tema, reitere-se que nos contratos bancários, tem-se a aplicação do microssistema de defesa do consumidor, tanto que: "A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça tem mitigado os rigores da teoria finalista, de modo a estender a incidência das regras consumeristas para a parte que, embora sem deter a condição de destinatária final, apresente-se em situação de vulnerabilidade" (AgInt no AREsp 1332688/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, terceira turma, julgado em 20/05/2019, DJe 23/05/2019).”
Ademais, quanto à exigibilidade das tarifas, comunga-se do entendimento emanado no STJ, de que a cobrança por quaisquer serviços bancários pressupõe prévia pactuação entre as partes, citando-se, in litteris:
"AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. APLICAÇÃO DO CDC. SÚMULAS 283 DO STF, 7 E 83 DO STJ. TARIFAS E TAXAS BANCÁRIAS. SÚMULA 284 DO STF. CONFORMIDADE DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. AGRAVO NÃO PROVIDO.
(...).
5. ’É necessária a expressa previsão contratual das tarifas e demais encargos bancários para que possam ser cobrados pela instituição financeira. Não juntados aos autos os contratos, deve a instituição financeira suportar o ônus da prova, afastando-se as respectivas cobranças. (AgInt no REsp 1414764/PR, Rel. Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 21/02/2017, DJe 13/03/2017)’.
6. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1537969/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 29/10/2019, DJe 08/11/2019)."
Nesse sentido, segue o entendimento da jurisprudência deste e.TJPI, citando-se o seguinte precedente, in verbis:
“APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTA CORRENTE. COBRANÇA DE “TARIFA BANCARIA CESTA B.EXPRESSO1”. AUSÊNCIA DE PROVA DA CONTRATAÇÃO. RESTITUIÇÃO DE VALORES E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1.O apelado comprova os alegados descontos havidos no seu benefício previdenciário referentes à cobrança da “TARIFA BANCÁRIA CESTA B. EXPRESSO 1”. Por outro lado, o banco apelante não juntou a cópia do suposto contrato autorizando a cobrança da indigitada tarifa, evidenciando irregularidade nos descontos realizados no benefício previdenciário do apelante. 2. Assim, impõe-se a condenação do banco fornecedor do serviço ao pagamento de indenização por danos morais, que se constituem in re ipsa, e a devolução em dobro da quantia que fora indevidamente descontada (repetição do indébito – art. 42, parágrafo único, do CDC). 3. No que se refere ao quatum indenizatório relativo aos danos morais, entende-se que o montante de R$ 3.000,00 (três mil reais) é razoável e compatível com o caso em exame. 4. Recurso conhecido e improvido. Custas e honorários advocatícios majorados para 15% sobre o valor da condenação. (TJPI; AC 0800205-76.2020.8.18.0047; Rel. Des. HILO DE ALMEIDA SOUSA, 4ª Câmara Especializada Cível, Julg. 05/11/2021).”
Portanto, não há como afastar a responsabilidade do Apelante, a quem competia diligenciar em relação à contratação efetuada, ante o risco inerente às atividades econômicas por ele desempenhadas, sendo ônus da instituição financeira a comprovação da legalidade dos descontos efetuados através da apresentação do contrato, o que não ocorreu na hipótese dos autos.
Ademais, vislumbra-se que o consumidor também não detinha conhecimento das peculiaridades da forma pela qual a contratação se operaria, motivo pelo qual a ineficiência de informações pelo prestador do serviço ocasiona uma obrigação de reparar os danos que eventualmente causar ao consumidor pela falha na prestação de seus serviços, respondendo independentemente de culpa.
Dessa forma, o Apelante responde independentemente de culpa, reparando os danos que eventualmente causar pela falha na prestação de seus serviços.
Nessa vereda, acrescenta-se a necessidade de restituição, em dobro, dos valores descontados indevidamente pela instituição financeira, nos termos do art. 42, do CDC, in verbis:
“Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.”
Noutro giro, não há dúvida quanto à procedência do pedido de indenização por dano moral, ante a responsabilidade objetiva da instituição financeira pela má prestação dos serviços, premissa confirmada pela comprovada ilegalidade dos descontos efetuados e os danos provocados pela conduta da instituição financeira, uma vez não juntado o contrato contendo a previsão da cobrança da aludida tarifa.
Com efeito, mais do que um mero aborrecimento, evidente o constrangimento e angústia, pois a Apelada teve seus proventos reduzidos por falha da qual o Apelante não pode se eximir, tratando-se, no caso, de dano moral in re ipsa.
Induvidosamente, ao se valorar o dano moral, deve-se arbitrar uma quantia que, de acordo com o prudente arbítrio, seja compatível com a reprovabilidade da conduta ilícita, a intensidade e duração do sofrimento experimentado pela vítima, a capacidade econômica do causador do dano, as condições sociais do ofendido, e outras circunstâncias mais que se fizerem presentes.
Isso porque, o objetivo da indenização não é o locupletamento da vítima, mas a penalização ao causador do abalo moral, e prevenção para que não reitere os atos que deram razão ao pedido indenizatório, bem como alcançar ao lesado reparação pelo seu sofrimento.
Assim, na fixação do valor da indenização por danos morais, tais como as condições pessoais e econômicas das partes, deve o arbitramento operar-se com moderação e razoabilidade, atento à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso, de forma a não haver o enriquecimento indevido do ofendido e, também, de modo que sirva para desestimular o ofensor a repetir o ato ilícito.
Dessa forma, analisando-se a compatibilidade do valor do ressarcimento com a gravidade da lesão, no caso em comento, reputa-se razoável a fixação do quantum de R$ 3.000,00 (três mil reais) relativo a indenização por dano moral, uma vez que se mostra adequado a atender à dupla finalidade da medida e evitar o enriquecimento sem causa da Apelada.
Ademais, em se tratando de compensação por danos morais relativa a responsabilidade civil contratual, a correção monetária deve incidir desde a data do arbitramento judicial do quantum reparatório (data da sentença a quo, consoante o Enunciado nº 362, da Súmula do STJ) e os juros de mora devem ser contabilizados na ordem de 1% (um por cento) ao mês a partir da citação (arts. 405 e 406, do CC, e art. 161, § 1º, do CTN), porque se trata de mora ex persona, portanto, dependente de interpelação.
III – DO DISPOSITIVO
Ante o exposto, CONHEÇO da APELAÇÃO CÍVEL, por atender aos requisitos legais de sua admissibilidade, e, no mérito, DOU-LHE parcial PROVIMENTO para REFORMAR a SENTENÇA RECORRIDA, exclusivamente para minorar em R$ 3.000,00 (três mil reais) o pagamento a título de compensação por danos morais à Apelada.
É como VOTO.
Teresina-PI, data da assinatura eletrônica.
Des. RAIMUNDO EUFRÁSIO ALVES FILHO
RELATOR
Teresina, 08/06/2022
0000562-31.2017.8.18.0068
Órgão JulgadorDesembargador DIOCLÉCIO SOUSA DA SILVA
Órgão Julgador Colegiado1ª Câmara Especializada Cível
Relator(a)RAIMUNDO EUFRASIO ALVES FILHO
Classe JudicialAPELAÇÃO CÍVEL
CompetênciaCâmaras Cíveis
Assunto PrincipalContratos Bancários
AutorBANCO BRADESCO S.A.
RéuMARIA DE FATIMA DIAS PEREIRA
Publicação10/06/2022