TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800486-66.2018.8.18.0123
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RECORRENTE: IVONETE ARAUJO LIMA, IVONETE ARAUJO LIMA, IVANIA DE ARAUJO LIMA GOMES
RECORRIDO: MARIA DA CONCEICAO PINTO DE OLIVEIRA
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. AUTORA AGREDIDA MORALMENTE PELAS RÉS. ÁUDIOS COMPROVANDO A AGRESSÃO. AUTORA SE DESINCUMBIU DO ÔNUS DE PROVAR OS FATOS CONSTITUTIVOS DE SEU DIREITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DAS REQUERIDAS. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM INDENIZATÓRIO ADEQUADO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800486-66.2018.8.18.0123
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RECORRENTE: IVONETE ARAUJO LIMA, IVONETE ARAUJO LIMA, IVANIA DE ARAUJO LIMA GOMES
Advogado do(a) RECORRENTE: IVONETE ARAUJO LIMA - PI17002-A
Advogado do(a) RECORRENTE: IVONETE ARAUJO LIMA - PI17002-A
RECORRIDO: MARIA DA CONCEICAO PINTO DE OLIVEIRA
RELATOR(A): MARIA ZILNAR COUTINHO LEAL
Trata-se de AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS em que a parte autora alega ter sido ofendida pelas requeridas em sua residência. Aduz ainda que as rés agrediram com palavras de baixo calão a autora. Em virtude do fato pleiteia a reparação pelos danos morais sofridos.
Sobreveio sentença (ID nº 473459) que julgou PROCEDENTE a pretensão autoral, extinguindo o processo com resolução de mérito, nos termos do art. 487, I do CPC, para CONDENAR o réu a pagar, a título de danos morais, quantia de R$ 3.000,00 (TRÊS MIL REAIS), com atualização monetária a partir da sentença. Julgou igualmente IMPROCEDENTE a pretensão contraposta. Deferiu a gratuidade da justiça a ambas as partes.
Em suas razões aduz o recorrente (ID nº 473464), em síntese que não há que se falar em indenização por danos morais por parte das recorrentes, quando a própria recorrida Maria da Conceição, com sua conduta de não respeitar a memória da mãe das recorrentes IVONETE E IVANIA, e ao desabonar a moral das recorrentes em prol de interesses escusos do irmão desafeto das recorrentes, contribuiu para a geração do dano, que em último caso, se for considerado como danos morais que seja por danos morais recíprocos, e que incida compensação de culpas nos termos do Art. 945 do Código Civil. Por fim, requerendo o provimento do recurso para julgar improcedente o pedido inicial.
Contrarrazões da recorrida (ID nº 473578) pugnando pela manutenção da sentença.
É o relatório sucinto.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto.
Compulsando os autos, constato a comprovação pela autora que de fato foi lesionada, pois, conforme depoimento da autora e da testemunha, restou comprovado nos autos que as rés agrediram moralmente a autora, tendo desincumbindo-se de seu ônus de provar o fato constitutivo de seu direito.
No que toca ao valor da indenização, é entendimento do Superior Tribunal de Justiça que há a possibilidade de majorar ou reduzir, quando irrisório ou absurdo, o valor das verbas fixadas a título de dano moral, por se tratar de matéria de direito e não de reexame fático-probatório. No caso em questão entendo que o valor fixado atende aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, devendo ser mantido.
Desse modo, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto do art. 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, voto pelo conhecimento do recurso, para negar-lhe provimento, mantendo-se a sentença a quo por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pelas partes recorrentes nos honorários advocatícios, estes em 20 % sobre o valor da condenação atualizado, no entanto, suspensa a exigibilidade da condenação pelo prazo de 05 anos, nos termos do art. 98, §3º, do CPC.
Teresina (PI), datado e assinado eletronicamente.
Dra. Maria Zilnar Coutinho Leal
Juíza Relatora
Teresina, 08/09/2022
0800486-66.2018.8.18.0123
Órgão Julgador3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)MARIA ZILNAR COUTINHO LEAL
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalDireito de Imagem
AutorIVONETE ARAUJO LIMA
RéuMARIA DA CONCEICAO PINTO DE OLIVEIRA
Publicação12/09/2022