Acórdão de 2º Grau

Defeito, nulidade ou anulação 0000659-05.2016.8.18.0088


Ementa

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - APELAÇÃO CÍVEL - CONTRATOS BANCÁRIOS – HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS DEVIDOS – BASE DE CÁLCULO SOBRE O VALOR DA CONDENAÇÃO - RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1. Merece reparo o acórdão que se mostrara equivocado quanto a determinação da base de cálculo para a condenação em honorários advocatícios sucumbenciais, impondo-se a sua correção. 2. Embargos conhecidos e providos. (TJPI - APELAÇÃO CÍVEL 0000659-05.2016.8.18.0088 - Relator: RAIMUNDO NONATO DA COSTA ALENCAR - 4ª Câmara Especializada Cível - Data 16/11/2021 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 4ª Câmara Especializada Cível

APELAÇÃO CÍVEL (198) No 0000659-05.2016.8.18.0088

APELANTE: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A.

Advogado(s) do reclamante: WILSON SALES BELCHIOR

APELADO: JOSE LUIS DE SOUSA

Advogado(s) do reclamado: IGOR MARTINS IGREJA, ANA PIERINA CUNHA SOUSA

RELATOR(A): Desembargador RAIMUNDO NONATO DA COSTA ALENCAR

 


EMENTA


 

 

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - APELAÇÃO CÍVEL - CONTRATOS BANCÁRIOS – HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS DEVIDOS – BASE DE CÁLCULO SOBRE O VALOR DA CONDENAÇÃO - RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.

1. Merece reparo o acórdão que se mostrara equivocado quanto a determinação da base de cálculo para a condenação em honorários advocatícios sucumbenciais, impondo-se a sua correção.

2. Embargos conhecidos e providos.

 


RELATÓRIO


 

APELAÇÃO CÍVEL (198) -0000659-05.2016.8.18.0088
Origem: 
APELANTE: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A.
 
Advogado do(a) APELANTE: WILSON SALES BELCHIOR - CE17314-A

APELADO: JOSE LUIS DE SOUSA

Advogado do(a) APELADO: ANA PIERINA CUNHA SOUSA - MA16495-A

RELATOR(A): Desembargador RAIMUNDO NONATO DA COSTA ALENCAR

 


BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A., inconformado com o desfecho do julgamento da apelação versada nestes autos, nos quais contende com JOSE LUIS DE SOUSA, ora embargado, vem interpor os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, fulcrando-os no artigo 1.022, do Código de Processo Civil, a fim de que seja sanada omissão que entende existente no acórdão respectivo.

Para tanto, alega o embargante, em suma, que a decisão recorrida incorrera no citado vício, na medida em que, considerou como base para o cálculo dos honorários de sucumbência o valor da causa e não o valor da condenação. Pede, assim, a procedência dos embargos.

Ressalta, por fim, o intento dos aclaratórios em prequestionar a matéria indicada, para interposição de recursos perante as cortes superiores.

O embargado, devidamente intimado, apresentou contrarrazões nas quais propugnou pela manutenção do decidido e aplicação da multa contra o embargante por interposição de recurso manifestamente protelatório, conforme o disposto no art. 1.026, §2° do CPC.

É o quanto basta relatar, a fim de se passar ao voto.

 


VOTO


 

 

O SENHOR DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO DA COSTA ALENCAR (votando): Senhores julgadores, oportuno transcrever-se o trecho da decisão em que se dá a alegada omissão, in verbis:

EX POSITIS e sendo o quanto basta asseverar, VOTO para que seja DENEGADO provimento à apelação, mantendo-se incólume a decisão hostilizada, mercê dos seus próprios e jurídicos fundamentos. Quanto ao recurso adesivo, VOTO para que lhe seja dado parcial provimento, a fim de modificar a sentença para condenar o apelante, em honorários de sucumbência no importe de 10% (dez por cento) sobre o valor da causa.

O art. 85, §2°, do CPC estipula uma ordem de preferência relativa aos critérios para a definição dos honorários advocatícios sucumbenciais. Prioriza-se o valor da condenação e o proveito econômico obtido e, não sendo possível mensurar este, o valor da causa. Nessa perspectiva, percebe-se o notório equívoco da decisão objurgada, ao estipular como base para o cálculo dos honorários de sucumbência o valor da causa e não o valor da condenação.

Logo, faz-se imprescindível, realmente, não só sanar a omissão denunciada neste recuso, como se definir, de forma clara e definitiva, a base para o cálculo dos honorários de sucumbência no qual fora condenado o embargante.

EX POSITIS e sendo o quanto se me afigura necessário asseverar, VOTO pelo provimento dos EMBARGOS, a fim de, retificando-se o julgado, seja determinada: a manutenção da condenação dos honorários sucumbenciais no importe de 10%(dez por cento) sobre o valor da condenação, cf. o art. 85, §2° do CPC.

 

 



Teresina, 16/11/2021

Detalhes

Processo

0000659-05.2016.8.18.0088

Órgão Julgador

Desembargador JOÃO GABRIEL FURTADO BAPTISTA

Órgão Julgador Colegiado

4ª Câmara Especializada Cível

Relator(a)

RAIMUNDO NONATO DA COSTA ALENCAR

Classe Judicial

APELAÇÃO CÍVEL

Competência

Câmaras Cíveis

Assunto Principal

Defeito, nulidade ou anulação

Autor

BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A.

Réu

JOSE LUIS DE SOUSA

Publicação

16/11/2021