
poder judiciário
tribunal de justiça do estado do piauí
GABINETE DO Desembargador RICARDO GENTIL EULÁLIO DANTAS
PROCESSO Nº: 0754219-36.2026.8.18.0000
CLASSE: AGRAVO DE INSTRUMENTO (202)
ASSUNTO(S): [Obrigação de Fazer / Não Fazer, Nomeação]
AGRAVANTE: MARIA INES DOS SANTOS ARAUJO
AGRAVADO: CATIANA ARAUJO DE PINHO
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo interposto por MARIA INÊS DOS SANTOS ARAÚJO, contra a decisão proferida nos autos da ação de curatela c/c de interdição (processo nº 0801425-34.2024.8.18.0059), originário da Vara Única da Comarca de Luís Correia, proposta contra CATIANA ARAÚJO DE PINHO, ora agravado.
É o relatório. Passo a decidir.
FUNDAMENTAÇÃO
O agravo de instrumento, nos termos dos artigos 1.015 a 1.020, do Código de Processo Civil, é o recurso cabível contra decisões interlocutórias que versarem sobre as hipóteses previstas nos incisos de I a XIII do art. 1.015. Nesse sentido, a matéria do recurso deve ser cuidadosamente analisada para que se verifique o seu cabimento adequado. Nisto consiste um de seus requisitos intrínsecos.
Porém, antes mesmo de adentrar à análise dos pressupostos intrínsecos do cabimento do recurso, é imprescindível a verificação da existência de seus elementos extrínsecos. Elementos extrínsecos, ou objetivos, relacionam-se à tempestividade, ao preparo e à recorribilidade do ato.
E, no que se refere ao primeiro pressuposto indicado, evidencia-se que este não fora atendido.
Isso porque o Agravo de Instrumento, nos termos do art. 1.003, §5º, CPC/2015, deve ser interposto no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados em dobro para apenas para União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, a teor do que dispõe o art. 183, do CPC.
Dito isto, aponta-se que a parte agravante tomou ciência da decisão agravada em 06/03/2025, com termo final para manifestação em 27/03/2025, conforme consulta a aba Expedientes do Sistema Pje de 1 º Grau.
Entretanto, conforme protocolo, o recurso sub examine fora interposto apenas no dia 23/03/2026, após o prazo recursal.
Dessa forma, fica reconhecida a intempestividade do presente recurso. E, nos termos do art. 932, inciso III, do CPC, dispõe que incumbe ao relator “não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida”.
Diante do exposto, NEGO CONHECIMENTO AO RECURSO, eis que manifestamente inadmissível em razão de sua intempestividade, com fulcro no art. 932, III, do Código de Processo Civil, c/c o art. 91, VI, do RITJ/PI.
Intime-se. Publique-se. Cumpra-se.
Transcorrido in albis o prazo recursal, arquivem-se os autos dando-se baixa na distribuição.
Teresina-PI, data registrada no sistema.
Desembargador RICARDO GENTIL EULÁLIO DANTAS
Relator
0754219-36.2026.8.18.0000
Órgão JulgadorDesembargador RICARDO GENTIL EULÁLIO DANTAS
Órgão Julgador Colegiado3ª Câmara Especializada Cível
Relator(a)RICARDO GENTIL EULALIO DANTAS
Classe JudicialAGRAVO DE INSTRUMENTO
CompetênciaCâmaras Cíveis
Assunto PrincipalNomeação
AutorMARIA INES DOS SANTOS ARAUJO
RéuCATIANA ARAUJO DE PINHO
Publicação26/03/2026