Acórdão de 2º Grau

Empréstimo consignado 0800343-77.2024.8.18.0152


Ementa

DIREITO DO CONSUMIDOR. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE CONTRATUAL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. REFINANCIAMENTO. COMPROVAÇÃO DE REPASSE DE VALORES. VALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.I. CASO EM EXAME: Recurso inominado interposto por consumidor que nega a contratação de empréstimo consignado, alegando fraude e ausência de repasse. Sentença de improcedência baseada em prova de depósito decorrente de quebra de sigilo bancário. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO: (i) Validade do contrato de refinanciamento; (ii) Comprovação da disponibilização do crédito ("troco") em favor do consumidor. III. RAZÕES DE DECIDIR: A quebra de sigilo bancário demonstrou o efetivo crédito de valor na conta do autor na mesma data da operação contratual, confirmando a tese de refinanciamento com liberação de troco. A comprovação da transferência do numerário para a conta do consumidor atende aos requisitos da Súmula 18 do TJPI, afastando a alegação de inexistência ou nulidade do negócio jurídico. O efetivo proveito econômico pelo consumidor valida a contratação e impede a repetição de indébito ou indenização por danos morais. IV. DISPOSITIVO E TESE: Recurso conhecido e não provido. Sentença mantida pelos próprios fundamentos (art. 46, Lei 9.099/95). Tese de julgamento: "Comprovada a disponibilização do valor do empréstimo (ou do 'troco' em caso de refinanciamento) na conta bancária do consumidor, reputa-se válido o contrato de empréstimo consignado, afastando-se a alegação de fraude." Legislação relevante citada: Lei nº 9.099/95, art. 46; CPC, art. 373, II. Jurisprudência relevante citada: Súmula 18 do TJPI. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0800343-77.2024.8.18.0152 - Relator: HAYDEE LIMA DE CASTELO BRANCO - 1ª Turma Recursal - Data 12/04/2026 )

Acórdão

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ

1ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) Nº 0800343-77.2024.8.18.0152
RECORRENTE: OSVALDO TOMAS DE CARVALHO
Advogado(s) do reclamante: JOSE ALEXANDRE BEZERRA MAIA
RECORRIDO: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A
Advogado(s) do reclamado: ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

 

 

EMENTA

 

DIREITO DO CONSUMIDOR. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE CONTRATUAL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. REFINANCIAMENTO. COMPROVAÇÃO DE REPASSE DE VALORES. VALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME:  

Recurso inominado interposto por consumidor que nega a contratação de empréstimo consignado, alegando fraude e ausência de repasse. Sentença de improcedência baseada em prova de depósito decorrente de quebra de sigilo bancário. 
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO:  

(i) Validade do contrato de refinanciamento; (ii) Comprovação da disponibilização do crédito ("troco") em favor do consumidor. 
III. RAZÕES DE DECIDIR: 

  1. A quebra de sigilo bancário demonstrou o efetivo crédito de valor na conta do autor na mesma data da operação contratual, confirmando a tese de refinanciamento com liberação de troco. 

  1. A comprovação da transferência do numerário para a conta do consumidor atende aos requisitos da Súmula 18 do TJPI, afastando a alegação de inexistência ou nulidade do negócio jurídico. 

  1. O efetivo proveito econômico pelo consumidor valida a contratação e impede a repetição de indébito ou indenização por danos morais. 

IV. DISPOSITIVO E TESE: 

  1. Recurso conhecido e não provido. Sentença mantida pelos próprios fundamentos (art. 46, Lei 9.099/95). 
    Tese de julgamento: "Comprovada a disponibilização do valor do empréstimo (ou do 'troco' em caso de refinanciamento) na conta bancária do consumidor, reputa-se válido o contrato de empréstimo consignado, afastando-se a alegação de fraude." 
    Legislação relevante citada: Lei nº 9.099/95, art. 46; CPC, art. 373, II. 
    Jurisprudência relevante citada: Súmula 18 do TJPI. 

 

 

 

 

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos em Plenário Virtual realizada de 23/03/2026 a 30/03/2026, acordam os componentes do(a) 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, NEGAR PROVIMENTO.

 

2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

Relator

 

 

RELATÓRIO

 

 

 

Trata-se de Recurso Inominado interposto por OSVALDO TOMAS DE CARVALHO contra sentença. que julgou improcedentes os pedidos formulados na ação declaratória de nulidade contratual c/c repetição de indébito e indenização por danos morais proposta em face do BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A. 

A sentença recorrida fundamentou-se, em síntese, na comprovação da existência de relação jurídica válida, consistente em operação de refinanciamento de empréstimo consignado, tendo a quebra de sigilo bancário demonstrado o efetivo crédito de valor residual ("troco") em favor da parte autora. 

Em suas razões recursais, o recorrente alega, em síntese, que o banco apresentou documento falso e que não há prova do vínculo entre o valor depositado e o contrato questionado. Requer a reforma da sentença para declarar a nulidade da avença, com as reparações materiais e morais pertinentes, além da condenação por litigância de má-fé. 

Contrarrazões apresentadas. 

É o relatório. 

JuLIA Explica

 

 

 

VOTO

 

Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. 

Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão. 

“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.  

Ante o exposto, conheço do recurso e nego-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos. 

Ônus de sucumbência pelo recorrente, o qual condeno no pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais no percentual de 10% sobre o valor da causa atualizado. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus de sucumbência, nos termos do artigo 98, §3º, do CPC, em razão da justiça gratuita concedida. 

É como voto. 

Teresina (PI), assinado e datado eletronicamente. 

 

 

 

 

2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

Relator

 

 

JuLIA Explica

 

Detalhes

Processo

0800343-77.2024.8.18.0152

Órgão Julgador

2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

1ª Turma Recursal

Relator(a)

HAYDEE LIMA DE CASTELO BRANCO

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Empréstimo consignado

Autor

OSVALDO TOMAS DE CARVALHO

Réu

BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A

Publicação

12/04/2026