Acórdão de 2º Grau

Empréstimo consignado 0800220-06.2025.8.18.0068


Ementa

Ementa: DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. CONTRATO COM IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 595 DO CÓDIGO CIVIL. DESCONTOS INDEVIDOS EM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. DANO MORAL CONFIGURADO. MAJORAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. ADEQUAÇÃO AOS PARÂMETROS DA CÂMARA. RECURSO PROVIDO. I. CASO EM EXAME Apelação Cível interposta contra sentença que, nos autos de Ação de Indenização por Dano Moral ajuizada em face de instituição financeira, reconheceu a nulidade de contrato de empréstimo consignado apresentado com irregularidade formal, determinou o cancelamento da avença, condenou o réu à restituição em dobro dos valores indevidamente descontados e fixou indenização por danos morais no valor de R$ 2.000,00. O autor recorre visando à majoração do quantum indenizatório. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO A questão em discussão consiste em definir se o valor fixado a título de indenização por danos morais, decorrentes de descontos indevidos em benefício previdenciário com base em contrato irregular, deve ser majorado. III. RAZÕES DE DECIDIR O réu apresenta contrato em desconformidade com o art. 595 do Código Civil, não comprovando validamente a contratação, o que caracteriza a prática de ato ilícito. A realização de descontos em benefício previdenciário sem prova do efetivo repasse do valor contratado evidencia má-fé e enseja reparação por dano moral. A fixação do valor da indenização por dano moral deve observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, a extensão do dano (art. 944 do CC) e o caráter compensatório e pedagógico da condenação, sem gerar enriquecimento sem causa. A 3ª Câmara Especializada Cível deste Tribunal adota, em casos análogos de descontos indevidos em proventos previdenciários por contratação não comprovada, o patamar de R$ 3.000,00 como valor adequado à compensação do abalo e à função pedagógica da medida. O montante de R$ 2.000,00 revela-se inferior aos parâmetros consolidados pela Câmara, impondo-se a majoração para R$ 3.000,00, com correção monetária pelo IPCA desde o arbitramento (art. 389, parágrafo único, do CC; Súmula 362 do STJ) e juros de mora pela taxa Selic, deduzido o IPCA (art. 406 c/c art. 389, parágrafo único, do CC), a partir da citação (art. 405 do CC). IV. DISPOSITIVO E TESE Recurso provido. Tese de julgamento: A realização de descontos em benefício previdenciário com base em contrato apresentado em desconformidade com o art. 595 do Código Civil configura ato ilícito e enseja indenização por dano moral. A indenização por dano moral decorrente de descontos indevidos deve ser fixada segundo os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, observados os parâmetros adotados pelo órgão julgador em casos análogos. Dispositivos relevantes citados: CPC, art. 1.012, caput; CC, arts. 595, 944, 389, parágrafo único, 405 e 406; Súmula 362 do STJ. Jurisprudência relevante citada: TJPI, Apelação Cível nº 0800388-64.2022.8.18.0051, Rel. Des. Agrimar Rodrigues de Araújo, 3ª Câmara Especializada Cível, j. 18.03.2025. (TJPI - APELAÇÃO CÍVEL 0800220-06.2025.8.18.0068 - Relator: FERNANDO LOPES E SILVA NETO - 3ª Câmara Especializada Cível - Data 21/04/2026 )

Acórdão

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ

3ª Câmara Especializada Cível

APELAÇÃO CÍVEL N°. 0800220-06.2025.8.18.0068

ÓRGÃO JULGADOR: 3° CÂMARA ESPECIALIZADA CÍVEL

APELANTE: DEUSDETE RODRIGUES DOS SANTOS

ADVOGADOS: JAYRO TORRES DOS SANTOS SOARES (OAB/PI N°. 20.415-A)

APELADO: FACTA FINANCEIRA S.A. CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO

ADVOGADO:  PAULO EDUARDO SILVA RAMOS (OAB/RS N°. 54.014-A)

RELATOR: Desembargador FERNANDO LOPES SILVA E NETO

 

 

EMENTA

 

Ementa: DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. CONTRATO COM IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 595 DO CÓDIGO CIVIL. DESCONTOS INDEVIDOS EM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. DANO MORAL CONFIGURADO. MAJORAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. ADEQUAÇÃO AOS PARÂMETROS DA CÂMARA. RECURSO PROVIDO.

I. CASO EM EXAME

Apelação Cível interposta contra sentença que, nos autos de Ação de Indenização por Dano Moral ajuizada em face de instituição financeira, reconheceu a nulidade de contrato de empréstimo consignado apresentado com irregularidade formal, determinou o cancelamento da avença, condenou o réu à restituição em dobro dos valores indevidamente descontados e fixou indenização por danos morais no valor de R$ 2.000,00. O autor recorre visando à majoração do quantum indenizatório.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

A questão em discussão consiste em definir se o valor fixado a título de indenização por danos morais, decorrentes de descontos indevidos em benefício previdenciário com base em contrato irregular, deve ser majorado.

III. RAZÕES DE DECIDIR

O réu apresenta contrato em desconformidade com o art. 595 do Código Civil, não comprovando validamente a contratação, o que caracteriza a prática de ato ilícito.

A realização de descontos em benefício previdenciário sem prova do efetivo repasse do valor contratado evidencia má-fé e enseja reparação por dano moral.

A fixação do valor da indenização por dano moral deve observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, a extensão do dano (art. 944 do CC) e o caráter compensatório e pedagógico da condenação, sem gerar enriquecimento sem causa.

A 3ª Câmara Especializada Cível deste Tribunal adota, em casos análogos de descontos indevidos em proventos previdenciários por contratação não comprovada, o patamar de R$ 3.000,00 como valor adequado à compensação do abalo e à função pedagógica da medida.

O montante de R$ 2.000,00 revela-se inferior aos parâmetros consolidados pela Câmara, impondo-se a majoração para R$ 3.000,00, com correção monetária pelo IPCA desde o arbitramento (art. 389, parágrafo único, do CC; Súmula 362 do STJ) e juros de mora pela taxa Selic, deduzido o IPCA (art. 406 c/c art. 389, parágrafo único, do CC), a partir da citação (art. 405 do CC).

IV. DISPOSITIVO E TESE

Recurso provido.

Tese de julgamento:

A realização de descontos em benefício previdenciário com base em contrato apresentado em desconformidade com o art. 595 do Código Civil configura ato ilícito e enseja indenização por dano moral.

A indenização por dano moral decorrente de descontos indevidos deve ser fixada segundo os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, observados os parâmetros adotados pelo órgão julgador em casos análogos.

Dispositivos relevantes citados: CPC, art. 1.012, caput; CC, arts. 595, 944, 389, parágrafo único, 405 e 406; Súmula 362 do STJ.

Jurisprudência relevante citada: TJPI, Apelação Cível nº 0800388-64.2022.8.18.0051, Rel. Des. Agrimar Rodrigues de Araújo, 3ª Câmara Especializada Cível, j. 18.03.2025.

 

ACÓRDÃO

 

Vistos, relatados e discutidos estes autos em Plenário Virtual realizada de 20/03/2026 a 27/03/2026, acordam os componentes do(a) 3ª Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, por unanimidade, conhecer e dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.

 

RELATÓRIO

  

Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta por DEUSDETE RODRIGUES DOS SANTOS contra sentença proferida nos autos da Ação de Indenização por Dano Moral ( Processo nº 0800220-06.2025.8.18.0068) ajuizada em face do FACTA FINANCEIRA S.A. CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO.

A sentença acolheu parcialmente os pedidos formulados na exordial, determinando o cancelamento de relação jurídica válida entre as partes no tocante ao contrato de empréstimo consignado questionado na demanda. Condenou ainda a instituição bancária à restituição em dobro dos valores indevidamente descontados do benefício previdenciário do autor, devidamente atualizados e acrescidos de juros legais, além do pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 2.000,00 (dois reais). Fixou-se, outrossim, verba honorária sucumbencial em 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação, com incidência de correção monetária desde a prolação da sentença.

Em suas razões recursais , o apelante, ora representado por seu sucessor legal, alega que a indenização fixada a título de danos morais se revela irrisória diante da gravidade da lesão suportada, consubstanciada na realização de descontos indevidos em verba de natureza alimentar. Ao final, requer o provimento do recurso para que seja majorado o quantum indenizatório fixado na sentença.

Devidamente intimado, o apelado não apresentou suas contrarrazões de recurso.

É o que importa relatar.

Inclua-se o recurso em pauta de julgamento.

 

VOTO DO RELATOR

   

I – DO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE

 

Preenchidos os pressupostos processuais exigíveis à espécie, RECEBO a Apelação Cível nos efeitos devolutivo e suspensivo, nos termos do artigo 1012, caput, do Código de Processo Civil, ante a ausência das hipóteses previstas no artigo 1.012, § 1º, incisos I a VI, do Código de Processo Civil.

Dispensado parecer do Ministério Público Superior.

 

II – DO MÉRITO RECURSAL

 

A controvérsia gira em torno da contratação de empréstimo consignado, cujo contrato foi apresentado com irregularidades. Diante disso, o magistrado a quo reconheceu a nulidade do negócio jurídico e determinou, além do cancelamento da avença, a restituição em dobro dos valores descontados, bem como fixou indenização moral no valor de R$ 2.000,00 (dois reais).

Compulsando os autos, verifica-se de fato que a parte ré, ora apelada, quando do oferecimento da contestação, apresentou um contrato em desconformidade com o artigo 595 do Código Civil.

Caracterizada a prática de ato ilícito pelo recorrido e a má-fé em realizar descontos na conta do benefício previdenciário da apelante sem a prova do repasse do valor supostamente contratado, merece prosperar o pleito de indenização por danos morais.

A fixação do quantum devido em relação aos danos morais, à falta de critério objetivo, deve ser feita mediante prudente arbítrio do juiz, que deve se valer da equidade e de critérios da razoabilidade e proporcionalidade, observando-se a extensão do dano de que trata o artigo 944 do Código Civil, atentando, ainda, para o caráter pedagógico e punitivo da indenização, de forma que ofereça compensação pela dor sofrida, sem que se torne causa de indevido enriquecimento para a ofendida.

No que tange à quantificação dos danos morais, entendo assistir razão parcial ao recorrente. A indenização por dano imaterial deve ser fixada de modo a cumprir simultaneamente os objetivos compensatório e pedagógico, sem implicar enriquecimento sem causa do ofendido, nem tampouco esvaziar o sentido sancionador da medida.

Nesse sentido, o precedente vinculante da 3ª Câmara Especializada Cível deste Tribunal, em casos de natureza análoga – notadamente quando caracterizada a contratação não autorizada de empréstimos consignados com descontos indevidos em proventos previdenciários –, tem firmado entendimento no sentido de que o valor adequado da indenização por dano moral é o montante de R$ 3.000,00 (três mil reais), como forma de compensar o abalo experimentado pela parte autora e, de modo concomitante, desestimular a reiteração da conduta ilícita por parte das instituições financeiras. 

APELAÇÕES CÍVEIS. CONSUMIDOR. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO, REPETIÇÃO DE INDÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. COBRANÇA DE “CESTA BRADESCO EXPRESSO 05”. INEXISTE COMPROVANTE DE CONTRATAÇÃO. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. CABÍVEL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CABÍVEL. MAJORAÇÃO DO QUANTUM. TERMO INICIAL DOS ENCARGOS. REFORMADO. RECURSOS CONHECIDOS, PROVIDO APENAS O INTERPOSTO PELA PARTE AUTORA. NÃO PROVIDO O RECURSO DO BANCO RÉU. 1. Nos termos do art. 14, caput, do CDC, o fornecedor de serviços responde objetivamente pela reparação dos danos causados aos consumidores decorrentes da má-prestação do serviço. Ademais, o § 3º do referido dispositivo legal prevê hipótese de inversão do ônus da prova ope legis (a qual dispensa os requisitos do art. 6º, VIII, do CDC), assinalando que o fornecedor só não será responsabilizado quando provar: i) que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste; e, ii) a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. 2. O Banco Apelante não acostou prova que demonstrasse a autorização da parte Autora, ora Apelada, a permitir a cobrança da “CESTA BRADESCO EXPRESSO 05”, na forma como determina o art. 1º, da Resolução n.º 3.919/2010 – Banco Central do Brasil. Inteligência do art. 39, inciso III, do CDC. 3. Com efeito, impõe-se o cancelamento dos descontos decorrentes da cobrança da tarifa em comento. Ademais, deve ocorrer a condenação do Banco Apelante à restituição, em dobro, das parcelas indevidamente descontadas, na forma do art. 42, parágrafo único, do CDC, assim como ao pagamento de indenização por danos morais, que se constituem in re ipsa na hipótese. Precedentes do TJPI. 4. Danos morais devidos e majorados para o patamar de R$ 3.000,00 (três mil reais), valor que não destoa dos parâmetros adotados por esta 3ª Câmara Especializada Cível. 5. A alteração dos índices de correção monetária e juros de mora, por se tratar de consectários legais da condenação principal, possuem natureza de ordem pública, cognoscível de ofício, motivo pelo qual não prospera a alegação de ocorrência de reformatio in pejus. Precedentes do STJ. 6. Apelações Cíveis conhecidas. Provida apenas à interposta pela parte Autora, ora primeira Apelante. Não provida a Apelação Cível interposta pelo Banco Réu, ora segundo Apelante. (TJPI - APELAÇÃO CÍVEL 0800388-64.2022.8.18.0051 - Relator: AGRIMAR RODRIGUES DE ARAUJO - 3ª Câmara Especializada Cível - Data 18/03/2025). 

Ementa: DIREITO CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE CONTRATUAL C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONTRATO INEXISTENTE. DESCONTOS INDEVIDOS. DANO MORAL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PARCIAL PROVIMENTO DO RECURSO. I. CASO EM EXAME 1. Apelação interposta contra sentença que julgou procedentes os pedidos da ação, para declarar a inexistência da relação jurídica, condenar o réu a restituir em dobro os descontos efetuados e condenar o réu a pagar indenização por dano moral de R$ 6.000,00 (seis mil reais). II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. Há três questões em discussão: (i) examinar a existência da contratação; (ii) analisar a ocorrência de dano material ou moral, bem como a quantificação das indenizações fixadas pelo juízo sentenciante. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. Existência/validade da contratação: O réu não comprovou a existência de contrato, não apresentando documentos hábeis a demonstrar a validade da relação jurídica questionada. Inteligência das Súmulas nºs 18 e 26 do TJPI. 4. Repetição do indébito: Em conformidade com o entendimento do STJ (EAREsp nº 676.608/RS) e desta Câmara, a restituição dos descontos deve ocorrer em dobro. 5. Dano moral: O desconto indevido em benefício previdenciário configura dano moral. O valor da indenização foi minorado para R$ 3.000,00, observando-se os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. 6. Honorários de sucumbência: Em razão do provimento parcial do recurso, descabe a majoração dos honorários advocatícios. Inteligência do artigo 85, § 11, do CPC, e o Tema nº 1.059 do STJ. IV. DISPOSITIVO E TESE 7. Recurso parcialmente provido, com determinação de ofício. Tese de julgamento: 1. A falta de comprovação da existência de contrato válido enseja a declaração de inexistência da relação jurídica e a restituição em dobro dos valores descontados indevidamente. 2. O dano moral decorrente de descontos indevidos é presumido, sendo cabível indenização a ser fixada com base na razoabilidade e proporcionalidade. (TJPI - APELAÇÃO CÍVEL 0803452-26.2023.8.18.0026 - Relator: LUCICLEIDE PEREIRA BELO - 3ª Câmara Especializada Cível - Data 20/03/2025).

Diante disso, reputo que a indenização moral arbitrada na sentença deve ser majorada para o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais), quantia mais compatível com os princípios da proporcionalidade, razoabilidade e efetividade da tutela jurisdicional, sem, contudo, desbordar para o enriquecimento injustificado.

 

III – DISPOSITIVO


Pelo exposto, CONHEÇO do recurso, para, no mérito, DAR-PROVIMENTO, reformando a sentença, para majorar o quantum indenizatório para o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais), incidindo-se a correção monetária pelo IPCA (art. 389, parágrafo único, do CC), contada a partir do arbitramento (Súmula 362 do STJ) e Juros legais pela taxa Selic, deduzido o IPCA (art. 406 c/c art. 389, parágrafo único, do CC), contados da data da citação (art. 405 do CC)., mantendo-se os demais termos da sentença.

Sem inversão ou majoração uma vez que a parte apelante não foi sucumbente na origem.

Dispensado parecer do Ministério Público Superior.

É o voto.

DECISÃO

 

Acordam os componentes da Egrégia 3ª Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, à unanimidade, conhecer e dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.

Participaram do julgamento os(as) Excelentíssimos(as) Senhores(as) Desembargadores(as): AGRIMAR RODRIGUES DE ARAUJO, FERNANDO LOPES E SILVA NETO e LUCICLEIDE PEREIRA BELO.

Acompanhou a sessão, o(a) Excelentíssimo(a) Senhor(a) Procurador(a) de Justiça, MARTHA CELINA DE OLIVEIRA NUNES. 

SALA DAS SESSÕES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ, em Teresina, data registrada no sistema.

 

 

JuLIA Explica

 

Detalhes

Processo

0800220-06.2025.8.18.0068

Órgão Julgador

Desembargador FERNANDO LOPES E SILVA NETO

Órgão Julgador Colegiado

3ª Câmara Especializada Cível

Relator(a)

FERNANDO LOPES E SILVA NETO

Classe Judicial

APELAÇÃO CÍVEL

Competência

Câmaras Cíveis

Assunto Principal

Empréstimo consignado

Autor

DEUSDETE RODRIGUES DOS SANTOS

Réu

FACTA FINANCEIRA S.A. CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO

Publicação

21/04/2026