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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ 3ª Turma Recursal |
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RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) Nº 0800315-37.2025.8.18.0003
EMENTA
JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. RECURSO INOMINADO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. REGIME DE PLANTÕES ADICIONAIS, INCLUINDO SEGUNDO TURNO E SUBSTITUIÇÕES. REMUNERAÇÃO FIXADA POR ATO ADMINISTRATIVO. PAGAMENTO INFERIOR AO VENCIMENTO ORDINÁRIO. ILEGALIDADE. VIOLAÇÃO À IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS (ART. 37, XV, CF/88). DIREITO À EQUIPARAÇÃO REMUNERATÓRIA INTEGRAL ENTRE AS JORNADAS. REFLEXOS DEVIDOS EM ADICIONAL DE INSALUBRIDADE E GRATIFICAÇÃO DE PLANTONISTA. ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ÔNUS DA PROVA DA ENTIDADE RÉ QUANTO AOS REGISTROS FUNCIONAIS E ESCALAS. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos em Plenário Virtual realizada de 27/02/2026 a 06/03/2026, acordam os componentes do(a) 3ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, NEGAR PROVIMENTO.
2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal Relator
RELATÓRIO
Trata-se de Recurso Inominado interposto pela FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE – FMS contra sentença que julgou PROCEDENTE a Ação de Cobrança movida por DAVI NAASSON OLIVEIRA DE ARAUJO. O autor, servidor público municipal (Auxiliar Operacional Administrativo), alega que realiza jornadas excedentes ("segundo turno/substituição") remuneradas em apenas 2/3 do vencimento ordinário por força da Portaria Municipal nº 1.173/2011. Pleiteia a nulidade do ato, a equiparação salarial integral e o pagamento proporcional de Adicional de Insalubridade e Gratificação de Plantão sobre as horas extras. O juízo de primeiro grau declarou a nulidade da referida Portaria por vício de competência e violação à irredutibilidade de vencimentos, condenando a FMS ao pagamento de R$ 39.221,09, referente às diferenças salariais e reflexos no período de 2021 a 2025. Em suas razões recursais, a FMS defende a legalidade da Portaria, sustenta a natureza facultativa dos plantões e alega falta de prova documental das escalas, além de invocar a vedação ao "efeito cascata" na remuneração. Contrarrazões apresentadas pelo improvimento do recurso. É o sucinto relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso e passo a análise do mérito. Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão: Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão. Ressalte-se que, nos termos do art. 27 da Lei nº 12.153/2009, aplica-se subsidiariamente aos Juizados Especiais da Fazenda Pública o disposto no CPC, na Lei nº 9.099/95 e na Lei nº 10.259/2001, suprindo eventuais omissões procedimentais e assegurando a adequada condução do feito. Diante do exposto, conheço do recurso, mas para negar-lhe provimento, mantendo-se a sentença a quo em todos os seus termos. Condeno a parte recorrente em honorários advocatícios, os quais arbitro em 15% do valor da causa. É o voto. Teresina/PI, datado e assinado eletronicamente.
2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal Relator
Teresina, 20/03/2026
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0800315-37.2025.8.18.0003
Órgão Julgador2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalGratificações de Atividade
AutorDAVI NAASSON OLIVEIRA DE ARAUJO
RéuFUNDACAO MUNICIPAL DE SAUDE
Publicação20/03/2026