Acórdão de 2º Grau

Práticas Abusivas 0800251-28.2025.8.18.0132


Ementa

DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE CONTRATUAL CUMULADA COM REVISIONAL, INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E REPETIÇÃO DO INDÉBITO. CONTRATO BANCÁRIO. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO INOMINADO. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME Recurso inominado interposto em Ação Declaratória de Nulidade Contratual cumulada com pedido revisional, indenização por danos morais e repetição do indébito ajuizada por Luiz Gonzaga Borges dos Santos em face do Banco Bradesco S.A., contra sentença que julgou improcedentes os pedidos iniciais. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO A questão em discussão consiste em definir se há fundamentos jurídicos e probatórios aptos a ensejar a reforma da sentença de improcedência para reconhecer a nulidade contratual, a revisão do contrato bancário, o dever de indenizar por danos morais e o direito à repetição do indébito. III. RAZÕES DE DECIDIR A sentença de primeiro grau analisou adequadamente as alegações deduzidas na inicial, apresentando fundamentação suficiente para a improcedência dos pedidos. Não restaram comprovados vícios capazes de macular a validade do contrato celebrado entre as partes. A inexistência de ilegalidade contratual afasta a pretensão revisional e, por consequência, o pedido de repetição do indébito. Ausente conduta ilícita da instituição financeira, inexiste dever de indenizar por danos morais. O art. 46 da Lei nº 9.099/1995 autoriza a confirmação da sentença pelos próprios fundamentos, servindo a súmula do julgamento como acórdão. A sucumbência recursal impõe a condenação da parte recorrente ao pagamento de honorários advocatícios, observada a suspensão da exigibilidade em razão da gratuidade de justiça. IV. DISPOSITIVO E TESE Recurso conhecido e desprovido. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0800251-28.2025.8.18.0132 - Relator: KELSON CARVALHO LOPES DA SILVA - 2ª Turma Recursal - Data 07/04/2026 )

Acórdão

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ

2ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) Nº 0800251-28.2025.8.18.0132
RECORRENTE: LUIZ GONZAGA BORGES DOS SANTOS
Advogado(s) do reclamante: VICENTE DA MATA BARBOSA PAES LANDIM
RECORRIDO: BANCO BRADESCO SA
Advogado(s) do reclamado: JOSE ALMIR DA ROCHA MENDES JUNIOR
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal



EMENTA

 

DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE CONTRATUAL CUMULADA COM REVISIONAL, INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E REPETIÇÃO DO INDÉBITO. CONTRATO BANCÁRIO. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO INOMINADO. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO DESPROVIDO.

I. CASO EM EXAME

  1. Recurso inominado interposto em Ação Declaratória de Nulidade Contratual cumulada com pedido revisional, indenização por danos morais e repetição do indébito ajuizada por Luiz Gonzaga Borges dos Santos em face do Banco Bradesco S.A., contra sentença que julgou improcedentes os pedidos iniciais.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

  1. A questão em discussão consiste em definir se há fundamentos jurídicos e probatórios aptos a ensejar a reforma da sentença de improcedência para reconhecer a nulidade contratual, a revisão do contrato bancário, o dever de indenizar por danos morais e o direito à repetição do indébito.

III. RAZÕES DE DECIDIR

  1. A sentença de primeiro grau analisou adequadamente as alegações deduzidas na inicial, apresentando fundamentação suficiente para a improcedência dos pedidos.

  2. Não restaram comprovados vícios capazes de macular a validade do contrato celebrado entre as partes.

  3. A inexistência de ilegalidade contratual afasta a pretensão revisional e, por consequência, o pedido de repetição do indébito.

  4. Ausente conduta ilícita da instituição financeira, inexiste dever de indenizar por danos morais.

  5. O art. 46 da Lei nº 9.099/1995 autoriza a confirmação da sentença pelos próprios fundamentos, servindo a súmula do julgamento como acórdão.

  6. A sucumbência recursal impõe a condenação da parte recorrente ao pagamento de honorários advocatícios, observada a suspensão da exigibilidade em razão da gratuidade de justiça.

IV. DISPOSITIVO E TESE

  1. Recurso conhecido e desprovido.


ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos em Plenário Virtual realizada de 11/02/2026 a 23/02/2026, acordam os componentes do(a) 2ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, NEGAR PROVIMENTO.


2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

Relator



RELATÓRIO

 

Trata-se de AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE CONTRATUAL C/C REVISIONAL, INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E PEDIDO DE REPETIÇÃO DO INDÉBITO ajuizada por LUIZ GONZAGA BORGES DOS SANTOS em face do BANCO BRADESCO S.A.

Sobreveio sentença de 1º grau que julgou improcedentes os pedidos iniciais (ID 27817441).

Em suas razões requer o recorrente em síntese a reforma da sentença e consequente provimento do recurso para julgar procedentes os pedidos iniciais (ID 27817443).

É o relatório. 

VOTO

 


Presentes os pressupostos de admissibilidade, há de se conhecer do recurso.

Entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.


Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.


Diante do exposto, conheço do recurso, mas para negar-lhe provimento, mantendo-se a sentença a quo em todos os seus termos.

Ônus de sucumbência pela parte recorrente em honorários advocatícios, que fixo em 10% sobre o valor corrigido da causa, contudo, suspensa a exigibilidade nos termos do art. 98, §3º do CPC.

É como voto.

Teresina-PI, datado e assinado eletronicamente.

 

 

 

 

 

2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

Relator

 

 

JuLIA Explica

 

Detalhes

Processo

0800251-28.2025.8.18.0132

Órgão Julgador

2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

2ª Turma Recursal

Relator(a)

KELSON CARVALHO LOPES DA SILVA

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Práticas Abusivas

Autor

LUIZ GONZAGA BORGES DOS SANTOS

Réu

BANCO BRADESCO SA

Publicação

07/04/2026