TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0802642-88.2024.8.18.0164
RECORRENTE: DEUTSCHE LUFTHANSA AG
Advogado(s) do reclamante: HELVIO SANTOS SANTANA
RECORRIDO: RAPHAEL MARINHO DE ANDRADE
Advogado(s) do reclamado: LAYRSON MENEZES MARQUES, RENATA PAZ SAMPAIO PINHEIRO, IANCA LAVINE BESERRA LIMA
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO CÍVEL. JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. TRANSPORTE AÉREO INTERNACIONAL. EXTRAVIO TEMPORÁRIO DE BAGAGEM. PRELIMINARES DE NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, ILEGITIMIDADE ATIVA E CONEXÃO. AFASTAMENTO. SENTENÇA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. LEGITIMIDADE DO PASSAGEIRO PARA PLEITEAR DANOS MATERIAIS. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA COMPANHIA AÉREA. CONVENÇÃO DE MONTREAL. DIÁLOGO DAS FONTES COM O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. COMPROVAÇÃO DOS GASTOS SUPORTADOS DURANTE O PERÍODO DE EXTRAVIO. NEXO CAUSAL EVIDENCIADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS CONFIGURADA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0802642-88.2024.8.18.0164
Origem:
RECORRENTE: DEUTSCHE LUFTHANSA AG
Advogado do(a) RECORRENTE: HELVIO SANTOS SANTANA - SP353041-A
RECORRIDO: RAPHAEL MARINHO DE ANDRADE
Advogados do(a) RECORRIDO: IANCA LAVINE BESERRA LIMA - PI18390-A, LAYRSON MENEZES MARQUES - PI22156, RENATA PAZ SAMPAIO PINHEIRO - PI9913-A
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Dispensa-se o relatório, conforme Enunciado 92 do FONAJE.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Inicialmente, as preliminares suscitadas não merecem acolhimento.
Inexiste nulidade por negativa de prestação jurisdicional, pois a sentença enfrentou de forma suficiente as questões essenciais ao deslinde da controvérsia, sendo desnecessária a análise pormenorizada de todos os argumentos deduzidos pelas partes. Também não prospera a alegação de ilegitimidade ativa, uma vez que o autor, na condição de passageiro, suportou diretamente os prejuízos decorrentes do extravio temporário da bagagem, possuindo legitimidade para pleitear a reparação dos danos materiais. Por fim, não há falar em conexão obrigatória das demandas, inexistindo risco de decisões conflitantes ou de duplicidade indenizatória.
Diante da análise dos autos, a sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”
Ante o exposto, conheço do recurso e nego-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pelo recorrente, o qual condeno no pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais no percentual de 10% sobre o valor corrigido da condenação atualizado.
É como voto.
Teresina(PI), assinado e datado eletronicamente.
Thiago Brandão de Almeida
Juiz Relator
Teresina, 13/02/2026
0802642-88.2024.8.18.0164
Órgão Julgador1ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)THIAGO BRANDAO DE ALMEIDA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalIndenização por Dano Material
AutorDEUTSCHE LUFTHANSA AG
RéuRAPHAEL MARINHO DE ANDRADE
Publicação19/02/2026