Decisão Terminativa de 2º Grau

Empréstimo consignado 0803827-44.2021.8.18.0140


Decisão Terminativa

poder judiciário 
tribunal de justiça do estado do piauí
GABINETE DO Desembargador ANTONIO LOPES DE OLIVEIRA

PROCESSO Nº: 0803827-44.2021.8.18.0140
CLASSE: APELAÇÃO CÍVEL (198)
ASSUNTO(S): [Empréstimo consignado]
APELANTE: MARIA DAS GRACAS NERIS DE OLIVEIRA
APELADO: BANCO DAYCOVAL S/A


JuLIA Explica

DECISÃO TERMINATIVA

 

EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO DO CONSUMIDOR. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. CONTRATO ASSINADO. INSUFICIÊNCIA DA PROVA DE TRANSFERÊNCIA DE VALORES. PROVA UNILATERAL. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. ÔNUS DA PROVA DO FORNECEDOR. SÚMULA 18 TJPI. NULIDADE DA RELAÇÃO JURÍDICA. DANO MORAL IN RE IPSA. REPETIÇÃO DO INDÉBITO EM DOBRO. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO DE VALORES SEM PROVA IDÔNEA DE TRANSFERÊNCIA. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ AFASTADA. RECURSO PROVIDO.


I – RELATÓRIO

Trata-se de Apelação Cível interposta por MARIA DAS GRAÇAS NERIS DE OLIVEIRA contra sentença proferida pelo Juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Teresina/PI (ID 24125108). A decisão de primeiro grau julgou improcedentes os pedidos formulados em Ação Declaratória de Inexistência de Relação Contratual c/c Repetição do Indébito e Indenização por Danos Morais (Processo nº 0803827-44.2021.8.18.0140).

A Apelante alegou, em síntese, que foi surpreendida com descontos mensais em seu benefício previdenciário referentes a um suposto contrato de empréstimo consignado (nº 77-4679497/17), o qual não reconhece ter contratado. Sustentou que, embora haja um contrato assinado, a instituição financeira não comprovou a efetiva disponibilização do valor do empréstimo em sua conta, apresentando prova unilateral e insuficiente para tal fim.

O Apelado (BANCO DAYCOVAL S.A.), em contestação (ID 24125076), defendeu a regularidade da contratação, afirmando que o empréstimo foi realizado e o valor sacado pela autora, e que a contratação foi válida. Arguiu preliminares de prescrição e ausência de interesse de agir, além de impugnar a gratuidade judiciária e requerer a condenação da autora por litigância de má-fé.

A sentença de primeiro grau (ID 24125108), proferida em 05/11/2024, julgou improcedentes os pedidos da autora, fundamentando-se na suposta comprovação da contratação e da disponibilização do valor pelo banco, e indeferiu a perícia grafotécnica. A decisão, embora tenha mantido a gratuidade judiciária, condenou a autora por litigância de má-fé ao pagamento de custas e honorários.

MARIA DAS GRAÇAS NERIS DE OLIVEIRA interpôs Apelação (ID 24125109), buscando a reforma integral da sentença. Argumenta a nulidade do contrato pela ausência de comprovação idônea da contratação e do repasse do valor, bem como a necessidade de afastar a condenação por litigância de má-fé, alegando que agiu com lealdade.

O Apelado (BANCO DAYCOVAL S.A.), em contrarrazões (ID 24125114), pugnou pela manutenção da sentença, reiterando a regularidade da contratação e insistindo na alegação de litigância de má-fé da autora.

O recurso de apelação foi recebido em seu duplo efeito, conforme decisão monocrática proferida em 05/04/2025 (ID 24148798).

É o relatório. DECIDO.


II – FUNDAMENTAÇÃO

O presente recurso comporta julgamento monocrático, nos termos do Art. 932, inciso V, do Código de Processo Civil, porquanto a sentença recorrida está em dissonância com súmula e entendimento dominante deste Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, bem como dos Tribunais Superiores.


2.1. Da Relação de Consumo e Inversão do Ônus da Prova

A relação jurídica estabelecida entre as partes é de consumo, atraindo a aplicação das normas do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990). Conforme a Súmula 297 do Superior Tribunal de Justiça, "O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras." (STJ, Súmula nº 297, CORTE ESPECIAL, julgado em 12/05/2004, DJ 09/09/2004, p. 149).

A hipossuficiência da consumidora, especialmente em se tratando de pessoa idosa, é evidente. Dessa forma, impõe-se a inversão do ônus da prova em seu favor, conforme o Art. 6º, VIII, do CDC. A Súmula 26 do TJPI corrobora esse entendimento, ao dispor que: "Nas causas que envolvem contratos bancários, aplica-se a inversão do ônus da prova em favor do consumidor (CDC, art, 6º, VIII) desde que comprovada sua hipossuficiência em relação à instituição financeira, entretanto, não dispensa que o consumidor prove a existência de indícios mínimos do fato constitutivo de seu direito, de forma voluntária ou por determinação do juízo." (TJPI, Súmula nº 26, Tribunal Pleno, Redação alterada na 141ª Sessão Ordinária Administrativa em 15/07/2024).

No caso, a Apelante apresentou indícios mínimos de seu direito ao alegar desconhecimento da efetiva disponibilização do crédito e a falha na comprovação da sua origem, o que transfere ao Banco Apelado o ônus de comprovar a regularidade da contratação e, crucialmente, a efetiva disponibilização do crédito decorrente de um negócio jurídico válido.


2.2. Da Nulidade da Relação Jurídica por Ausência de Comprovação da Contratação Válida

Embora haja contrato devidamente assinado pela Apelante (ID 24125078), a controvérsia central reside na ausência de comprovação idônea da efetiva disponibilização do valor do empréstimo consignado. O documento de ID 24125081, intitulado "AVISO DE RECEBIMENTO", não comprova a transferência de fato, tampouco traz informações de LOG de operação eletrônica, além de ter característica de prova produzida unilateralmente. Um aviso de recebimento, mesmo que realizado, não prova que ele decorreu de um empréstimo válido e consentido pela autora. A ausência de um comprovante idôneo de transferência ou de um log eletrônico de operação que ateste a efetiva disponibilização do valor ao mutuário configura falha substancial na consumação do negócio jurídico, ensejando sua nulidade.

A Súmula 18 do TJPI é categórica ao dispor que: "A ausência de comprovação pela instituição financeira da transferência do valor do contrato para conta bancária de titularidade do mutuário ensejará a declaração de nulidade da avença e seus consectários legais e pode ser comprovada pela juntada aos autos de documentos idôneos, voluntariamente pelas partes ou por determinação do juízo." (TJPI, Súmula nº 18, Tribunal Pleno, Redação alterada na 141ª Sessão Ordinária Administrativa em 15/07/2024).

Nesse sentido, a jurisprudência deste Tribunal já se manifestou em caso análogo:

"APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS POR ATO ILÍCITO E REPETIÇÃO DE INDÉBITO, COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA. JUNTADA DE CONTRATO SEM ASSINATURA. NÃO COMPROVAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA/DEPÓSITO DA QUANTIA SUPOSTAMENTE CONTRATADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 18 DO TJ/PI. DANO MORAL CONFIGURADO. DEVOLUÇÃO DE VALORES EM DOBRO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO." (TJPI, Apelação Cível: 0800826-69.2021.8.18.0037, Relator: Haroldo Oliveira Rehem, 1ª Câmara Especializada Cível, Julgamento: 12/05/2025).

Assim, diante da ausência de comprovação idônea da efetiva disponibilização do valor do empréstimo ao Apelante, impõe-se a declaração de nulidade da relação jurídica.


2.3. Do Dano Moral

A realização de descontos indevidos em benefício previdenciário, que constitui verba de natureza alimentar, causa inegável abalo à dignidade e à subsistência da consumidora, especialmente quando se trata de pessoa idosa. Tal situação extrapola o mero aborrecimento e configura dano moral in re ipsa, ou seja, que se presume pela própria ocorrência do fato, independentemente de prova do efetivo prejuízo.

A jurisprudência deste Tribunal é pacífica nesse sentido:

"Caracterizada a prática de ato ilícito pelo Banco recorrido e a má-fé em realizar descontos na conta do benefício previdenciário da Apelante, sem a comprovação do repasse do valor supostamente contratado, merece prosperar o pleito indenizatório e de repetição do indébito." (TJPI, Apelação Cível: 0800543-90.2019.8.18.0045, Relator: Hilo de Almeida Sousa, 4ª Câmara Especializada Cível, Julgamento: 29/07/2022).

"O desconto indevido em aposentadoria enseja dano moral presumido, sendo devida indenização em valor compatível com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade." (TJPI, Apelação Cível 0800646-90.2022.8.18.0078, 1ª Câmara Especializada Cível, Relator: HILO DE ALMEIDA SOUSA, Data de Julgamento: 30/06/2025).

Considerando a natureza da verba (proventos de aposentadoria), a idade da Apelante, o caráter pedagógico da medida e a gravidade da conduta, fixo o quantum indenizatório em R$ 5.000,00 (cinco mil reais), valor que se mostra adequado e em consonância com os parâmetros adotados por esta Corte em casos semelhantes. "O valor da indenização por danos morais é fixado em R$ 5.000,00 (cinco mil reais), quantia que se revela suficiente para compensar os prejuízos sofridos sem caracterizar enriquecimento sem causa." (TJPI, Apelação Cível: 0800079-79.2023.8.18.0060, Relator: Agrimar Rodrigues de Araújo, 3ª Câmara Especializada Cível, Julgamento: 04/06/2026).


2.4. Da Repetição do Indébito

Declarada a nulidade da relação jurídica e a ilegalidade dos descontos, a restituição dos valores indevidamente pagos é medida que se impõe. O Art. 42, parágrafo único, do CDC prevê a devolução em dobro, "salvo hipótese de engano justificável". (Lei nº 8.078/1990 - Código de Defesa do Consumidor, Art. 42, parágrafo único).

O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do EAREsp 676608/RS, pacificou o entendimento de que a restituição em dobro do indébito independe da natureza do elemento volitivo (dolo ou culpa) do fornecedor que realizou a cobrança indevida, bastando que a conduta seja contrária à boa-fé objetiva e que o engano não seja justificável:

"A restituição em dobro do indébito (parágrafo único do artigo 42 do CDC) independe da natureza do elemento volitivo do fornecedor que realizou a cobrança indevida, revelando-se cabível quando a referida cobrança contrariar a boa-fé objetiva." (STJ, EAREsp: 676608 RS 2014/0169433-2, Relator: Ministro OG FERNANDES, S2 - SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 21/10/2020, DJe 26/10/2020).

No caso, a conduta do Banco Apelado em efetuar descontos sem comprovar a efetiva disponibilização do valor, e sem a devida origem do débito, configura, no mínimo, culpa grave, não havendo que se falar em engano justificável. Portanto, os valores descontados do benefício previdenciário da Apelante devem ser restituídos em dobro, a serem apurados em liquidação de sentença.


2.5. Da Impossibilidade de Compensação de Valores

A sentença de primeiro grau, ao julgar improcedente o pedido autoral, considerou a suposta comprovação da disponibilização do valor à Apelante. Contudo, uma reanálise aprofundada da prova apresentada pelo Banco Apelado, especificamente o documento de ID 24125081, que se revela uma tela sistêmica unilateral ("AVISO DE RECEBIMENTO"), revela sua insuficiência para comprovar a efetiva disponibilização de valores.

Conforme entendimento consolidado na jurisprudência, telas sistêmicas produzidas unilateralmente pela instituição financeira, quando impugnadas pela parte contrária, são insuficientes para comprovar a efetiva disponibilização de valores ou a validade de um negócio jurídico. Tais documentos são de fácil manipulação e não se prestam, por si sós, a formar prova robusta do crédito alegado.

Nesse sentido, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais já se manifestou:

"Telas sistêmicas da empresa fornecedora dos serviços, impugnadas pela parte autora, são provas unilaterais e de fácil manipulação por quem as produz, razão pela qual não podem ser consideradas, por si sós, hábeis à comprovação da existência do negócio jurídico questionado" (TJ-MG - Apelação Cível: 51398492120228130024, Relator: Des.(a) Aparecida Grossi, Data de Julgamento: 21/08/2024, 17ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 22/08/2024).

Portanto, a ausência de um comprovante idôneo de transferência ou saque, que não se limite a uma tela sistêmica unilateral, impede a formação de um crédito líquido e certo em favor do Banco. Não havendo prova robusta da efetiva disponibilização dos valores à Apelante, a compensação torna-se inviável, sob pena de chancelar um enriquecimento sem causa do Banco, que não demonstrou ter transferido o valor de forma legítima e comprovável.


2.6. Da Litigância de Má-Fé

A sentença de primeiro grau condenou a Apelante por litigância de má-fé sob o fundamento de que ela teria "alterado a verdade dos fatos" ao negar a contratação do empréstimo. Contudo, a litigância de má-fé exige a comprovação de dolo específico da parte em alterar a verdade dos fatos ou usar o processo para fim ilegal, o que não se verifica no presente caso. A alegação da Apelante de que não contratou o empréstimo encontra respaldo na ausência de prova da contratação válida por parte do Banco. O mero exercício do direito de ação, buscando a declaração de nulidade de uma relação jurídica que se revela sem comprovação de sua origem, não configura, por si só, dolo específico ou alteração da verdade dos fatos.

A condenação por litigância de má-fé exige a comprovação de dolo e prejuízo à parte contrária, o que não restou demonstrado nos autos, uma vez que a pretensão da Apelante se mostra legítima. A mera propositura de ações, mesmo que em volume, não configura, por si só, litigância predatória, especialmente quando o direito invocado é legítimo e a parte é hipossuficiente, buscando o acesso à justiça.

Nesse sentido, a jurisprudência do TJPI é clara: "A condenação às penalidades previstas nos arts. 79 a 81 do CPC, exige-se prova cabal da má-fé do autor, porém, não ficou demonstrada neste caso que a parte Apelante agiu com culpa grave ou dolo. IV – Recurso conhecido e parcialmente provido." (TJPI, Apelação Cível: 0801568-72.2022.8.18.0033, Relator: Dioclécio Sousa da Silva, 1ª Câmara Especializada Cível, Julgamento: 20/02/2025).

Portanto, rejeito o pedido do Apelado de condenação da Apelante por litigância de má-fé e reformo a sentença neste ponto.


2.7. Do Termo Inicial dos Juros de Mora

Para o dano moral, a Súmula 362 do STJ estabelece que a correção monetária incide a partir do arbitramento, e os juros de mora a partir da citação: "A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do arbitramento." (STJ, Súmula 362, Segunda Seção, julgado em 23/10/2008, DJe 24/11/2008).

Para o dano material (repetição de indébito), os juros de mora incidem a partir da citação, conforme Art. 405 do Código Civil. A correção monetária, por sua vez, incide a partir do efetivo prejuízo (cada desconto), conforme Súmula 43 do STJ: "Incide correção monetária sobre dívida por ato ilícito a partir da data do efetivo prejuízo." (STJ, Súmula 43, Segunda Seção, julgado em 14/05/1992, DJ 27/05/1992). "Contam-se os juros de mora desde a citação inicial." (Lei nº 10.406/2002 - Código Civil, Art. 405).


III – DISPOSITIVO

Diante do exposto, com fundamento no Art. 932, inciso V, alínea “a”, do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015) e em consonância com as Súmulas 18 e 26 do TJPI, bem como as Súmulas 43, 54, 297 e 362 do STJ, e o Art. 42, parágrafo único, do CDC, CONHEÇO do recurso de Apelação e a ele DOU PROVIMENTO para REFORMAR INTEGRALMENTE a sentença de primeiro grau e julgar PROCEDENTES os pedidos autorais.

Assim, CONDENO o BANCO DAYCOVAL S.A. a:

1. DECLARAR a nulidade da relação jurídica referente ao empréstimo consignado nº 77-4679497/17, celebrado entre MARIA DAS GRAÇAS NERIS DE OLIVEIRA e BANCO DAYCOVAL S.A., em razão da ausência de comprovação idônea da efetiva disponibilização do valor do empréstimo.

2. RESTITUIR em dobro todos os valores indevidamente descontados do benefício previdenciário da Apelante, a serem apurados em liquidação de sentença, com correção monetária pelo índice do TJPI a partir de cada desconto e juros de mora de 1% ao mês a partir da citação.

3. PAGAR indenização por danos morais no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), com correção monetária pelo INPC a partir da data da sentença (05/11/2024 - Súmula 362 STJ) e juros de mora de 1% ao mês a partir da citação (Súmula 54 STJ).

4. REFORMAR a sentença para AFASTAR a condenação da Apelante por litigância de má-fé.

5. ARCAR com as custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação (material + moral), nos termos do Art. 85, § 2º, do CPC.

 

Publique-se. Intimem-se.

 

CUMPRA-SE.

 

TERESINA-PI, 16 de setembro de 2025.

 

Desembargador ANTONIO LOPES DE OLIVEIRA

Relator

(TJPI - APELAÇÃO CÍVEL 0803827-44.2021.8.18.0140 - Relator: ANTONIO LOPES DE OLIVEIRA - 1ª Câmara Especializada Cível - Data 16/09/2025 )

Detalhes

Processo

0803827-44.2021.8.18.0140

Órgão Julgador

Desembargador ANTONIO LOPES DE OLIVEIRA

Órgão Julgador Colegiado

1ª Câmara Especializada Cível

Relator(a)

ANTONIO LOPES DE OLIVEIRA

Classe Judicial

APELAÇÃO CÍVEL

Competência

Câmaras Cíveis

Assunto Principal

Empréstimo consignado

Autor

MARIA DAS GRACAS NERIS DE OLIVEIRA

Réu

BANCO DAYCOVAL S/A

Publicação

16/09/2025