Decisão Terminativa de 2º Grau

Plano de Saúde 0750088-83.2024.8.18.0001


Decisão Terminativa

poder judiciário 
tribunal de justiça do estado do piauí
GABINETE DO 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal

PROCESSO Nº: 0750088-83.2024.8.18.0001
CLASSE: AGRAVO DE INSTRUMENTO (202)
ASSUNTO(S): [Plano de Saúde ]
AGRAVANTE: INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO MUNICIPIO DE TERESINA - IPMT
AGRAVADO: ANTONIA ALVES DOS ANJOS RIBEIRO


JuLIA Explica

DECISÃO TERMINATIVA


 

Trata-se de AGRAVO DE INSTRUMENTO interposto pelo INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DE TERESINA – IPMT em face da decisão proferida nos autos do processo de n° 0800069-75.2024.8.18.0003 que deferiu em parte a antecipação de tutela.

RELATADOS, DECIDO.

Inicialmente, cumpre asseverar que, em prestígio à celeridade e à economia processuais, é facultado ao relator proferir decisões monocraticamente quando configuradas as hipóteses do art. 932 do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015). Vejamos:

Art. 932 - Incumbe ao relator: (...)

III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; (GN).

Compulsando os autos do processo originário (0800069-75.2024.8.18.0003), observo que fora proferida sentença julgando improcedente os pedidos autorais, IN VERBIS:


Ante o exposto, diante das razões elencadas, confirmando a Antecipação de Tutela anteriormente deferida para conceder a multa de R$ 30.000,00 para a parte autora, visto o não cumprimento da liminar, ao passo que JULGO EXTINTA a obrigação de fazer, ante a ausência de interesse processual da parte autora, haja vista a mesma realizou a cirurgia através do SUS, julgo IMPROCEDENTE, o pedido alternativo de pagamento de eventuais despesas com cirurgia, com base no art. 487, inc. I, do CPC 2015, c/c art. 27, da Lei nº 12.153/09 e JULGO IMPROCEDENTE O PEDIDO DE DANOS MORAIS, ante a ausência de fundamento legal. Sem custas e honorários (arts. 54 e 55, da Lei nº 9.099/95).


A jurisprudência das Turmas Recursais se firmou no sentido de que o agravo de instrumento fica prejudicado com a superveniente prolação de sentença, pois tal situação afasta o interesse em relação à decisão sobre a antecipação de tutela, que é objeto do recurso.

Assim, resta evidente a perda do objeto quanto a toda a extensão dos pedidos formulados neste agravo de instrumento. Precedente: CARMIRENE CARNEIRO DE MORAIS versus IBFC - INSTITUTO BRASILEIRO DE FORMACAO E CAPACITACAO e DISTRITO FEDERAL (Acórdão n.1061956, 07005826020178079000, Relator: EDILSON ENEDINO DAS CHAGAS 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do DF, Data de Julgamento: 23/11/2017, Publicado no DJE 28/11/2017. Pág.: Sem Página Cadastrada.)

Desse modo, impõe-se o reconhecimento da perda superveniente do objeto restando prejudicado o presente recurso.

Diante do acima exposto, nos termos do artigo 932, III, do CPC, deixo de conhecer do presente recurso, pois verificada a perda superveniente do objeto.

Transcorrido, in albis, o prazo recursal, ARQUIVEM-SE estes autos, remetendo-os ao Juizado de origem.

Intimem-se. Cumpra-se



Teresina (PI), datado eletronicamente.

 

(TJPI - AGRAVO DE INSTRUMENTO 0750088-83.2024.8.18.0001 - Relator: MARCELO MESQUITA SILVA - 3ª Turma Recursal - Data 14/02/2025 )

Detalhes

Processo

0750088-83.2024.8.18.0001

Órgão Julgador

2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

3ª Turma Recursal

Relator(a)

MARCELO MESQUITA SILVA

Classe Judicial

AGRAVO DE INSTRUMENTO

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Plano de Saúde

Autor

INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO MUNICIPIO DE TERESINA - IPMT

Réu

ANTONIA ALVES DOS ANJOS RIBEIRO

Publicação

14/02/2025