TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801942-41.2024.8.18.0026
RECORRENTE: ANTONIO ARAUJO LOIOLA
Advogado(s) do reclamante: ARTEMILTON RODRIGUES DE MEDEIROS FILHO
RECORRIDO: BANCO DO BRASIL SA, F A SILVA CONFECCOES
Advogado(s) do reclamado: KARINA DE ALMEIDA BATISTUCI
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE RESTITUIÇÃO DE VALOR c/c INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA COM CARTÃO E SENHA PESSOAL E INTRANSFERÍVEL. ALEGAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA EQUIVOCADA APÓS LONGO PERÍODO. AUSÊNCIA DE QUALQUER INDÍCIO DE IRREGULARIDADE. ÔNUS QUE INCUMBIA A PARTE AUTORA. INTELIGÊNCIA DO ART. 373, I, DO CPC. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0801942-41.2024.8.18.0026
RECORRENTE: ANTONIO ARAUJO LOIOLA
Advogado do(a) RECORRENTE: ARTEMILTON RODRIGUES DE MEDEIROS FILHO - PI19417-A
RECORRIDO: BANCO DO BRASIL SA, F A SILVA CONFECCOES
Advogado do(a) RECORRIDO: KARINA DE ALMEIDA BATISTUCI - PI7197-A
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Trata-se de ação na qual a parte autora busca indenização por dano material e moral em razão de alegado enriquecimento indevido dos requeridos após erro em movimentação bancária.
A sentença julgou improcedentes os pedidos contidos na inicial, pondo-se fim ao presente processo com resolução do seu mérito, com fundamento no art. 487, I, do Código de Processo Civil.
A parte autora interpôs recurso inominado alegando: da necessidade de reforma da sentença – revelia do recebedor da quantia e F A SILVA CONFECÇÕES. Por fim, requerendo o provimento do recurso reformando a sentença para julgar procedentes os pedidos iniciais.
Contrarrazões apresentadas pelo recorrido pugnando pela manutenção da sentença.
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
A parte autora alega que realizou transferência bancária e somente após alguns dias notou o equívoco quanto ao destinatário. Em virtude disto, pleiteia a restituição do valor, bem como a reparação pelos danos morais.
Ocorre que, compulsando os autos, constata-se que a transferência fora realizada em 03 de janeiro de 2024 e a única comprovação de reclamação juntada aos autos data de 06 de fevereiro de 2024, ou seja, mais de um mês depois.
Evidente, portanto, que a narrativa do autor apresenta lacunas, não havendo sequer a menção da suposta conta que o autor tentou efetivar a transferência ou qualquer comprovação de que houve tentativa de contato com a beneficiária da transação. Portanto, não existe verossimilhança das alegações do autor.
Dessa forma, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
"Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão."
Diante do exposto, voto pelo conhecimento para negar-lhe provimento ao recurso, mantendo a sentença em todos os seus termos.
Ônus de sucumbência pela parte recorrente nas custas processuais e nos honorários advocatícios, estes fixados em 20% sobre o valor corrigido da causa. No entanto, fica suspensa a exigibilidade da condenação, nos termos do art. 98, §3º, do CPC.
Teresina, datado e assinado eletronicamente.
MARIA DO SOCORRO ROCHA CIPRIANO
Juíza de Direito Titular da 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Teresina, 28/02/2025
0801942-41.2024.8.18.0026
Órgão Julgador3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)MARIA DO SOCORRO ROCHA CIPRIANO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalCompra e Venda
AutorANTONIO ARAUJO LOIOLA
RéuBANCO DO BRASIL SA
Publicação06/03/2025