TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 4ª Câmara Especializada Cível
APELAÇÃO CÍVEL (198) No 0805555-98.2022.8.18.0039
APELANTE: IGENESIO FRANCISCO DE OLIVEIRA, BANCO BRADESCO S.A.
Advogado(s) do reclamante: LUIS ROBERTO MOURA DE CARVALHO BRANDAO REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO LUIS ROBERTO MOURA DE CARVALHO BRANDAO, HENRY WALL GOMES FREITAS, WILSON SALES BELCHIOR
APELADO: BANCO BRADESCO S.A., IGENESIO FRANCISCO DE OLIVEIRA
Advogado(s) do reclamado: WILSON SALES BELCHIOR, HENRY WALL GOMES FREITAS, LUIS ROBERTO MOURA DE CARVALHO BRANDAO REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO LUIS ROBERTO MOURA DE CARVALHO BRANDAO
RELATOR(A): Desembargador ANTÔNIO SOARES DOS SANTOS
EMENTA
EMENTA
Direito do Consumidor. Apelações Cíveis. Ação Declaratória de Nulidade de Negócio Jurídico c/c Repetição de Indébito e Danos Morais. Contratos Bancários. Inversão do Ônus da Prova. Restituição em Dobro. Dano Moral in re ipsa. Quantum Indenizatório.
I. Caso em Exame
Apelações interpostas pelo BANCO BRADESCO S.A. e por IGENESIO FRANCISCO DE OLIVEIRA contra a sentença que julgou procedente a ação, declarando a nulidade do contrato e condenando o banco à restituição em dobro dos valores indevidamente descontados do benefício previdenciário do autor e ao pagamento de danos morais arbitrados em R$ 3.000,00.
O Banco requer a improcedência da ação, o afastamento das condenações ou, subsidiariamente, a redução do quantum indenizatório. O autor pleiteia a majoração da condenação por danos morais.
II. Questão em Discussão
3. A controvérsia consiste em analisar: (i) a regularidade do contrato bancário e os descontos efetuados; (ii) a responsabilidade do banco; (iii) a adequação do quantum indenizatório por danos morais.
III. Razões de Decidir
4. O Código de Defesa do Consumidor aplica-se às instituições financeiras, conforme a Súmula 297 do STJ. É cabível a inversão do ônus da prova em favor do consumidor hipossuficiente, não sendo exigível a produção de prova negativa pela parte autora. Ausência de documentos comprobatórios da regularidade do contrato por parte do banco.
5. Não comprovada a celebração do contrato e a transferência do valor contratado, nos termos da Súmula 18 do TJPI, resta caracterizada a nulidade da avença, com os consectários legais.
6. Configurado o desconto indevido no benefício previdenciário do autor, o banco deve restituir os valores em dobro, conforme o art. 42, parágrafo único, do CDC, dado o comportamento contrário à boa-fé objetiva.
7. O dano moral é reconhecido in re ipsa, considerando-se as circunstâncias de privação financeiras decorrentes de desconto não consentido em benefício previdenciário de valor módico, violando a dignidade do consumidor.
8. Majorado o quantum indenizatório para R$ 5.000,00, observando-se os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, com vistas à reparação do dano e ao caráter pedagógico da condenação.
9. Juros moratórios incidentes a partir do evento danoso e correção monetária a partir da data do arbitramento do valor da indenização, nos termos das Súmulas 54 e 362 do STJ.
10. Majoração dos honorários advocatícios para 12% sobre o valor da condenação, a cargo do banco, em atenção ao Tema 1.059 do STJ.
IV. Dispositivo e Tese
11. Recurso do banco desprovido. Recurso do autor provido para majorar o quantum indenizatório por danos morais.
Tese de julgamento:
Aplica-se o CDC às instituições financeiras, sendo cabível a inversão do ônus da prova em favor do consumidor hipossuficiente.
A ausência de comprovação do contrato e da transferência de valores legitima a declaração de nulidade da avença e a devolução em dobro dos valores descontados.
O dano moral em casos de desconto indevido em benefício previdenciário é configurado in re ipsa, cabendo majoração do quantum indenizatório quando demonstrada a gravidade dos efeitos do ato ilícito.
Dispositivos relevantes citados: CDC, arts. 6º, VIII, 14, e 42; CPC, arts. 373, II, e 1.012; CC, art. 398; Súmulas 18 e 26 do TJPI.
Jurisprudência relevante citada: STJ, EREsp 1.413.542/RS, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 21/10/2020; TJ-SP, AC 10011143020238260590, Relator Rodolfo Pellizari, julgado em 01/11/2023.
RELATÓRIO
APELAÇÃO CÍVEL (198) -0805555-98.2022.8.18.0039
Origem:
APELANTE: IGENESIO FRANCISCO DE OLIVEIRA
Advogados do(a) APELANTE: HENRY WALL GOMES FREITAS - PI4344-A, LUIS ROBERTO MOURA DE CARVALHO BRANDAO - PI15522-A
APELADO: BANCO BRADESCO S.A.
Advogado do(a) APELADO: WILSON SALES BELCHIOR - PI9016-A
RELATOR(A): Desembargador 21ª Cadeira
Trata-se de DUAS APELAÇÕES CÍVEIS interpostas pelo BANCO BRADESCO S.A. e por IGENESIO FRANCISCO DE OLIVEIRA, contra sentença proferida nos autos da AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE NEGÓCIO JURÍDICO CC REPETIÇÃO DE INDÉBITO CC COM DANOS MORAIS E PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA.
Na sentença recorrida, o juízo a quo julgou procedente a ação, determinando a nulidade do contrato mencionado, condenando a empresa ré à restituição em dobro dos valores indevidamente descontados do benefício previdenciário do 1ª apelante/autor e condenando o Banco do pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais).
Na 1º Apelação, o BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A. Requer-se que o presente recurso seja recebido nos efeitos devolutivo e suspensivo, bem como se espera que seja provido, visando à reforma da sentença recorrida, com o julgamento de improcedência da demanda, o afastamento da condenação em repetição de indébito, a exclusão ou a redução da multa imposta para o cumprimento da obrigação de fazer determinada na sentença, e o afastamento da condenação por danos morais, conforme as razões expostas.
Subsidiariamente, na hipótese de não se entender pela improcedência da demanda, requer-se, respeitosamente, que Vossa Excelência, ao menos, reduza o quantum indenizatório, observando os preceitos da proporcionalidade e da razoabilidade.
Em 2ª Apelação, IGENESIO FRANCISCO DE OLIVEIRA, pede a modificação parcial da sentença do juízo a quo, majorando a condenação do banco em danos morais.
O 1ª Apelado, IGENESIO FRANCISCO DE OLIVEIRA, Apresentou contrarrazões, argumentando que os fundamentos expostos nas razões de apelação não merecem acolhimento, uma vez que carecem de suporte jurídico sólido e não se sustentam diante da análise dos autos. Ressalta-se que o recurso interposto revela-se ardiloso, inconsistente e desprovido de fundamentação robusta, trazendo alegações evasivas que se contrapõem ao entendimento pacífico deste Egrégio Tribunal de Justiça, bem como do Excelso Superior Tribunal de Justiça, de forma inequívoca e cristalina. Assim, resta evidenciado que o recurso tem como único objetivo o caráter manifestamente protelatório, comprometendo a celeridade e a eficiência da prestação jurisdicional.
O 2° apelado, BANCO BRADESCO S.A., requer seja negado provimento ao recurso de apelação interposto pelo 2ª Apelante/autor, uma vez que, segundo afirma, não restou demonstrado o abalo emocional sofrido.
Foi proferido juízo de admissibilidade recursal, com o recebimento do apelo nos efeitos suspensivo e devolutivo, nos termos do artigo 1.012, caput, e 1.013 do Código de Processo Civil.
Autos não encaminhados ao Ministério Público Superior, por não se tratar de hipótese que justifique sua intervenção, nos termos do Ofício-Circular nº 174/2021 (SEI nº 21.0.000043084-3).
É o relatório.
Inclua-se o feito em pauta de julgamento.
VOTO
Inicialmente, cumpre destacar que o Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras, nos termos do entendimento consubstanciado no enunciado da Súmula N.º 297 do Superior Tribunal de Justiça, in verbis: “O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras”.
Assim, imperioso observar que a legislação consumerista consagra, dentre os direitos básicos que devem ser assegurados ao consumidor, a possibilidade de inversão do ônus da prova em seu favor.
A medida visa facilitar a defesa dos direitos, quando se tratar de consumidor hipossuficiente e for constatada a verossimilhança de suas alegações, consoante se extrai da leitura do inciso VIII do Art. 6º do Código de Defesa do Consumidor:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
[…]
VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
No caso dos autos, em se tratando de relação jurídica estabelecida entre instituição financeira e consumidor hipossuficiente, entende-se como perfeitamente cabível a inversão do ônus da prova, a fim de que seja reconhecida a responsabilidade do Banco pela comprovação da regularidade na contratação do bem/serviço por ele ofertado ao cliente. A matéria se encontra sumulada neste Egrégio Tribunal de Justiça do Estado Piauí, in verbis:
“TJPI/SÚMULA Nº 26 – “Nas causas que envolvem contratos bancários, aplica-se a inversão do ônus da prova em favor do consumidor (CDC, art, 6º, VIII) desde que comprovada sua hipossuficiência em relação à instituição financeira, entretanto, não dispensa que o consumidor prove a existência de indícios mínimos do fato constitutivo de seu direito, de forma voluntária ou por determinação do juízo”.
Com efeito, inviável impor à parte autora a produção de prova negativa, no sentido de não celebrado contrato nem ter recebido a integralidade dos valores. Nesse caso, cumpre à parte ré provar a celebração do contrato e a transferência do valor contatado à parte autora, por se tratar de fato modificativo e/ou extintivo do direito do autor (Art. 373, II, do CPC).
A exigência em questão, a propósito, se mostra em consonância com a jurisprudência consolidada deste Tribunal de Justiça, nos termos do entendimento consubstanciado em sua Súmula N.º 18:
SÚMULA Nº 18 – A ausência de comprovação pela instituição financeira da transferência do valor do contrato para a conta bancária do consumidor/mutuário, garantidos o contraditório e a ampla defesa, ensejará a declaração de nulidade da avença, com os consectários legais.
Neste caso, o Banco/1º apelante não juntou contrato nem documento válido, com código de autenticação que faça referência ao Sistema de Pagamentos Brasileiro, indicando a disponibilização de valores à parte apelante. Assim, não ficou comprovada a celebração do contrato nem a disponibilização do numerário a legitimar os descontos realizados na conta bancária da parte apelante. O Banco 1º apelante juntou apenas faturas (ids. 19226635,19226636 e 19226637), que não demonstram o saque do valor supostamente contratado, nem a utilização do cartão.
Por conseguinte, impende-se reconhecer a nulidade da avença, com a produção de todas as consequências legais.
Acrescente-se que é desnecessária a comprovação de culpa na conduta da instituição financeira, tendo em vista que esta responde objetivamente pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, conforme o disposto no Art. 14 do Código de Defesa do Consumidor:
Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
Verifica-se, outrossim, que o Banco ao efetuar descontos nos proventos de aposentadoria do 2° apelante agiu com má-fé, vez que inexiste consentimento válido.
Desse modo, a restituição em dobro dos valores indevidamente descontados é medida que se impõe, nos termos do art. 42, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor, que assim dispõe:
Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
Nesse contexto, o Superior Tribunal de Justiça vem adotando o entendimento de que “a repetição em dobro, prevista no parágrafo único do art. 42 do CDC, é cabível quando a cobrança indevida consubstanciar conduta contrária à boa-fé objetiva, ou seja, deve ocorrer independentemente da natureza do elemento volitivo” (EREsp 1.413.542/RS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, Rel. p/ acórdão Ministro HERMAN BENJAMIN, CORTE ESPECIAL, julgado em 21/10/2020, DJe de 30/03/2021).
Assim, acertada a condenação do banco/1º apelante na devolução em dobro dos valores descontados indevidamente.
Quanto a majoração dos danos morais, objeto da 2º Apelação, a fim de que se faça justiça isonômica, não se pode considerar o desgaste emocional da aposentada como mero aborrecimento, ou dissabor do cotidiano, ante a peculiaridade de se tratar de beneficiário de valor módico, o que exige tratamento diferenciado.
É que a privação do uso de determinada importância, subtraída do parco benefício previdenciário, recebido mensalmente para o sustento do aposentado, gera ofensa a sua honra e viola seus direitos da personalidade, na medida em que a indisponibilidade do numerário, por ato executivo e não consentido, praticado pelo Banco, reduz ainda mais suas condições de sobrevivência, não se classificando como mero aborrecimento.
Assim, como o Banco/2º apelado não comprovou a celebração de contrato com o 2º Apelante, não há necessidade da prova do dano moral, pois este ocorre in re ipsa, ou seja, de forma automática, por força dos fatos verificados. Nesse sentido:
APELAÇÃO CÍVEL. Indenização. Responsabilidade civil. Dano material e moral. Desconto indevido em benefício previdenciário da autora. Sentença de procedência. Condenação da ré a restituir em dobro os valores descontados. Danos morais arbitrados em R$5.000,00. Insurgência da autora. Descabimento. Dano moral in re ipsa. Quantum indenizatório que se mostra suficiente e adequado a compensar os prejuízos experimentados pela autora, sem causar-lhe locupletamento ilícito. Montante fixado acima do patamar em casos análogos. RECURSO DESPROVIDO.
(TJ-SP - AC: 10011143020238260590 São Vicente, Relator: Rodolfo Pellizari, Data de Julgamento: 01/11/2023, 6ª Câmara de Direito Privado, Data de Publicação: 01/11/2023)
Diante disso, resultam suficientemente evidenciados os requisitos que ensejam a reparação por danos morais.
Em relação ao quantum indenizatório, conquanto inexistam parâmetros legais para a sua fixação, não se trata de tarefa puramente discricionária, vez que doutrina e jurisprudência estabelecem algumas diretrizes a serem observadas. Nesse sentido, tem-se que o julgador deve pautar-se por critérios de razoabilidade e proporcionalidade, observando, ainda, a dupla natureza desta condenação: punir o causador do prejuízo e garantir o ressarcimento da vítima.
Nesse sentido, doutrina e jurisprudência têm entendido que a indenização por danos morais, além de servir para compensar a vítima pelos danos causados, deve possuir o caráter pedagógico, funcionando como advertência para que o causador do dano não reincida na conduta ilícita.
O arbitramento do valor, por sua vez, deverá levar em conta todas as circunstâncias do caso e atender aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Logo, a condenação por dano moral não deve ser tão ínfima que não sirva de repreensão, mas tampouco demasiada que possa proporcionar enriquecimento sem causa, sob pena de se haver desvirtuada a natureza do instituto do dano moral.
Diante destas ponderações e atentando-se aos valores que normalmente são impostos por esta Corte, entende-se como legítima a majoração da verba indenizatória em R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
Por fim, uma vez reconhecida a nulidade/inexistência do contrato discutido na lide, a responsabilidade imputada à instituição financeira possui natureza extracontratual.
Assim, relativamente à indenização pelos danos materiais, a correção monetária incide a partir da data do efetivo prejuízo, nos termos da Súmula n.º 43 do Superior Tribunal de Justiça, ao passo que os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, conforme o Art. 398 do Código Civil e a Súmula n.º 54 do Superior Tribunal de Justiça. Sendo assim, juros e correção monetária devem ser calculados a partir da data de incidência de cada desconto indevido.
Sobre o valor fixado para a reparação pelos danos morais, por seu turno, deverá incidir juros de mora contados a partir do evento danoso (Art. 398 do Código Civil e Súmula n.º 54 do STJ), além de correção monetária, desde a data do arbitramento do valor da indenização, no caso, a da sessão de julgamento deste Acórdão (Súmula n.º 362 do STJ), nos termos da Tabela de Correção adotada na Justiça Federal (Provimento Conjunto n.° 06/2009 do TJPI).
Ante ao exposto, CONHEÇO dos recursos interpostos para, NEGAR PROVIMENTO AO APELO DO BANCO e DAR PROVIMENTO À APELAÇÃO DA PARTE AUTORA, reformando parcialmente a sentença vergastada para majorar a condenação em danos morais para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), com base nos argumentos expostos acima.
Majoro os honorários advocatícios para 12% sobre o valor da condenação, a serem pagos pela instituição financeira, em atenção ao Tema 1.059 do STJ.
Deixo de condenar a parte autora em honorários advocatícios.
É como voto.
Teresina/PI, data da assinatura digital.
Desembargador ANTÔNIO SOARES
Relator
Teresina, 04/02/2025
0805555-98.2022.8.18.0039
Órgão JulgadorDesembargador ANTÔNIO SOARES DOS SANTOS
Órgão Julgador Colegiado4ª Câmara Especializada Cível
Relator(a)ANTONIO SOARES DOS SANTOS
Classe JudicialAPELAÇÃO CÍVEL
CompetênciaCâmaras Cíveis
Assunto PrincipalPráticas Abusivas
AutorIGENESIO FRANCISCO DE OLIVEIRA
RéuBANCO BRADESCO S.A.
Publicação04/02/2025