Acórdão de 2º Grau

Práticas Abusivas 0805587-10.2022.8.18.0167


Ementa

RECURSO INOMINADO. DIREITO DO CONSUMIDOR. FATURAMENTO A MENOR. IRREGULARIDADE DO PROCEDIMENTO DE APURAÇÃO. RECUPERAÇÃO DE CONSUMO. IRREGULARIDADE. LAUDO TÉCNICO PRODUZIDO DE FORMA UNILATERAL E QUE NÃO COMPROVA A EFETIVA ADULTERAÇÃO DO MEDIDOR PELO AUTOR A DEMONSTRAR A CULPA EXCLUSIVA DESTE. NÃO CABIMENTO DA COBRANÇA RELATIVA À RECUPERAÇÃO DE CONSUMO NO CASO DOS AUTOS. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0805587-10.2022.8.18.0167 - Relator: REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR - 3ª Turma Recursal - Data 12/12/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0805587-10.2022.8.18.0167

RECORRENTE: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A

Advogado(s) do reclamante: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA

RECORRIDO: VALTER ANTONIO DA SILVA

Advogado(s) do reclamado: BRUNO ATILA MARTINS MUNIZ, MARCELO BOMFIM VERAS

RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal



JuLIA Explica

EMENTA


 

RECURSO INOMINADO. DIREITO DO CONSUMIDOR. FATURAMENTO A MENOR. IRREGULARIDADE DO PROCEDIMENTO DE APURAÇÃO. RECUPERAÇÃO DE CONSUMO. IRREGULARIDADE. LAUDO TÉCNICO PRODUZIDO DE FORMA UNILATERAL E QUE NÃO COMPROVA A EFETIVA ADULTERAÇÃO DO MEDIDOR PELO AUTOR A DEMONSTRAR A CULPA EXCLUSIVA DESTE. NÃO CABIMENTO DA COBRANÇA RELATIVA À RECUPERAÇÃO DE CONSUMO NO CASO DOS AUTOS. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.

 


RELATÓRIO


 


Trata-se de AÇÃO DE NULIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO C/C DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO COM PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA ajuizada por VALTER ANTONIO DA SILVA em face de EQUATORIAL PIAUÍ., em que a parte autora, ora recorrida, alega, em suma, ser titular da unidade consumidora nº 4602676 e que no mês de 26 de Outubro de 2021 houve inspeção da ré em seu imóvel, após o que recebeu cobrança no valor de R$ 12.216,56 (doze mil, duzentos e dezesseis reais e cinquenta e seis centavos), referente à recuperação de consumo dos meses de 03/2018 a 05/2018 em razão de supostas irregularidades no medidor de energia elétrica, e que afirma não ter feito. Por essas razões ingressou em juízo, buscando a abstenção de suspensão de serviço e inclusão de seu nome no cadastro de inadimplentes; declaração de inexistência de débito; indenização por danos morais; inversão do ônus probatório; e gratuidade judicial.

Sobreveio sentença que julgou PARCIALMENTE PROCEDENTE os pedidos autorais, em síntese, nos seguintes termos:

“ Em face de todo o exposto e nos termos do Enunciado 162 do Fonaje, julgo parcialmente procedente a ação, o que faço para excluir o pleito de indenização por dano moral. De outra parte, declaro a inexistência do débito objeto desta lide e seus posteriores acréscimos, inerentes ao Termo de Ocorrência e Inspeção nº 140992/2021. Abstenha-se o réu de suspender o fornecimento de energia elétrica em razão do débito aqui desconstituído. Considerando a inexistência de prova material da hipossuficiência apenas alegada pela parte autora, indefiro o pretendido benefício de gratuidade judicial, eis que tal comprovação é uma exigência de índole constitucional, como preceitua o art. 5º, LXXIV, da Carta Magna. Em decorrência, determino a extinção do feito com o consequente arquivamento dos autos, transitado em julgado.

P.R.I.C. Sem custas e honorários (art. 55, da Lei 9.099/95)”. 

Inconformada com a sentença proferida, a parte requerida interpôs o presente recurso inominado aduzindo, em síntese: seja o recurso acolhido e provido para modificar a sentença de primeira instância, julgando improcedente todos os pleitos autorais. Por fim, requer o conhecimento e provimento do recurso, a fim de reformar a sentença.

Sem contrarrazões nos autos.

É sucinto o relatório.

 


VOTO


 

Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso e passo a análise do mérito.

Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão:

Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

Diante do exposto, conheço do recurso, mas para negar-lhe provimento, mantendo-se a sentença a quo em todos os seus termos.

Condeno a parte recorrente ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, os quais arbitro em 15% do valor corrigido da causa.

É o voto.



Teresina/PI, datado e assinado eletronicamente.

Detalhes

Processo

0805587-10.2022.8.18.0167

Órgão Julgador

2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

3ª Turma Recursal

Relator(a)

REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Práticas Abusivas

Autor

EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A

Réu

VALTER ANTONIO DA SILVA

Publicação

12/12/2024