TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
APELAÇÃO CÍVEL (198) No 0801316-95.2019.8.18.0026
APELANTE: FRANCIELI NUNES DA SILVA VIEIRA
Advogado(s) do reclamante: LETICIA LEITE CAVALCANTE DE MACEDO, LAYSE AMANDA OLIVEIRA NEVES
APELADO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI, FUNDACAO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI FUESPI, ESTADO DO PIAUI, FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
REPRESENTANTE: ESTADO DO PIAUI
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. PROFESSORA UNIVERSITÁRIA. REMOÇÃO DEFINITIVA. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. LEI Nº 13/1994. ATO DISCRICIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICO FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
APELAÇÃO CÍVEL (198) -0801316-95.2019.8.18.0026
Origem:
APELANTE: FRANCIELI NUNES DA SILVA VIEIRA
Advogados do(a) APELANTE: LAYSE AMANDA OLIVEIRA NEVES - PI9984-A, LETICIA LEITE CAVALCANTE DE MACEDO - PI12579-A
APELADO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI, FUNDACAO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI FUESPI, ESTADO DO PIAUI, FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
REPRESENTANTE: ESTADO DO PIAUI
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Apelação cível em que a parte autora objetiva a remoção definitiva para o campus em Campo Maior-PI. A autora fundamenta o pedido na ocorrência de violência doméstica, argumentando que a transferência é necessária para sua segurança. Em face disso, requer a remoção definitiva independente de haverem vagas.
Razões do recorrente alegando, em síntese, das normas constitucionais de proteção à mulher e a família, do direito de remoção definitiva. Por fim, requer a reforma da sentença pela procedência dos pedidos autorais.
Com contrarrazões da parte recorrida.
É o relatório sucinto.
VOTO
Presente os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto nos arts. 27 da Lei n. 12.153/2009 e 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Lei n. 12.153/2009:
“Art. 27. Aplica-se subsidiariamente o disposto nas Leis nos 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, 9.099, de 26 de setembro de 1995, e 10.259, de 12 de julho de 2001.”
Por tais fundamentos, NEGO PROVIMENTO ao recurso, mantendo a sentença de primeiro grau por seus próprios fundamentos.
Ônus de sucumbência pelo recorrente, o qual condeno no pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais no percentual de 10% sobre o valor corrigido da causa atualizado. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus de sucumbência, nos termos do artigo 98, §3º, do CPC, em razão da justiça gratuita concedida.
Teresina (PI), datado e assinado eletronicamente.
Teresina, 17/12/2024
0801316-95.2019.8.18.0026
Órgão Julgador2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)ELVANICE PEREIRA DE SOUSA
Classe JudicialAPELAÇÃO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalAbuso de Poder
AutorFRANCIELI NUNES DA SILVA VIEIRA
RéuUNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI
Publicação07/01/2025