TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800528-46.2023.8.18.0057
RECORRENTE: ESTADO DO PIAUI
RECORRIDO: MARGARETE MARIA DE MORAIS SOUSA
Advogado(s) do reclamante: EGILDA ROSA CASTELO BRANCO ROCHA
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA. CONSTITUCIONAL. RECURSO INOMINADO EM AÇÃO DE COBRANÇA. ABONO DE PERMANÊNCIA. RECONHECIMENTO DO DIREITO DE PERCEPÇÃO DO SERVIDOR. DESNECESSIDADE DE REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800528-46.2023.8.18.0057
RECORRENTE: ESTADO DO PIAUI
RECORRIDO: MARGARETE MARIA DE MORAIS SOUSA
Advogado(s) do reclamante: EGILDA ROSA CASTELO BRANCO ROCHA
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Trata-se de recurso que visa a reforma total da sentença que julgou procedente o pedido da inicial, para condenar o ESTADO DO PIAUÍ ao pagamento à requerente da quantia de R$ 18.711,60 (dezoito mil, setecentos e onze reais e sessenta centavos), acrescida de juros e correção monetária, a título de abono de permanência devido no período compreendido entre dezembro/2018 e maio/2021.Sobre o pagamento incidirão juros de mora pelo índice de remuneração da caderneta de poupança e correção monetária pelo IPCA-E (STJ. 1ª Seção. REsp 1.495.146-MG, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 22/02/2018 (recurso repetitivo) (Info 620).
Em suas razões, alega o recorrente/requerido, em suma: Lei Complementar Estadual Nº 40/14; pagamento a partir da data do requerimento, abono de permanência, não preenchimento dos requisitos, impossibilidade de o Poder Judiciário substituir-se à Administração Pública, a violação aos artigos 167,II e 169,§2º da CF 88.
Contrarrazões da parte recorrida.
É o relatório sucinto.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, passo à análise do recurso.
Após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto dos arts. 27 da Lei n. 12.153/2009 e 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Lei nº 12.153/2009:
Art. 27. Aplica-se subsidiariamente o disposto nas Leis nos 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, 9.099, de 26 de setembro de 1995, e 10.259, de 12 de julho de 2001.
Lei nº 9.099/1995:
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, conheço do recurso, mas para negar-lhe provimento, mantendo-se a sentença a quo por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pela parte recorrente nos honorários advocatícios, estes em 15% sobre o valor da condenação atualizado.
Teresina, datado eletronicamente.
0800528-46.2023.8.18.0057
Órgão Julgador2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)ELVANICE PEREIRA DE SOUSA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalAbono de Permanência
AutorESTADO DO PIAUI
RéuMARGARETE MARIA DE MORAIS SOUSA
Publicação07/01/2025