TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801840-95.2021.8.18.0164
RECORRENTE: BANCO ITAU S/A
Advogado(s) do reclamante: JOSE ALMIR DA ROCHA MENDES JUNIOR REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO JOSE ALMIR DA ROCHA MENDES JUNIOR, RITA DE CASSIA DE SIQUEIRA CURY ARAUJO, ENY ANGE SOLEDADE BITTENCOURT DE ARAUJO
RECORRIDO: SANDRO HELANO SOARES SANTIAGO
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO INDENIZATÓRIA COM PEDIDO DE LIMINAR. Fraude. FRAUDE VERIFICADA. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. Danos morais. Ocorrentes. Sentença MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se de ação na qual a parte autora sustenta que fora surpreendido com um contrato de empréstimo realizado com o requerido sem o seu consentimento, sendo o valor do referido empréstimo depositado em conta do autor na instituição requerida. Alega, ainda, que não possui conta junto ao requerido, desconhecendo qualquer conta a ele atribuída, bem como afirma nunca ter firmado ou consentido que fosse realizado empréstimo em seu nome com o requerido.
Por essa razão, pleiteia a anulação definitiva do contrato fraudulento, extinguindo-lhe toda e qualquer eficácia; seja condenado o requerido ao pagamento dobrado da totalidade da dívida.
Apresentadas contrarrazões, o requerido alegou, em suma, boa-fé na solução do problema; inexistência de dano material; ausência de dano moral. Por fim, requereu a improcedência total dos pedidos do autor.
A sentença de 1º grau julgou parcialmente procedente os pedidos iniciai, nos termos do art. 487, I do CPC, declarando nulo o contrato de empréstimo discutido e, consequentemente, declarando inexistente qualquer débito vinculado ao autor em face do contrato vergastado; condenar o requerido ao pagamento de indenização por danos morais.
Inconformada, a parte ré protocolou o presente Recurso Inominado em face da sentença a quo para requerendo, em síntese, o provimento do recurso a fim de aquela ser reformada, julgando-se totalmente improcedentes os pedidos iniciais.
É o relatório sucinto.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, passo à análise do recurso.
A sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
Ônus de sucumbência pela parte recorrente em custas e honorários advocatícios, estes fixados em 20% do valor atualizado da condenação.
Teresina, datado e assinado eletronicamente.
0801840-95.2021.8.18.0164
Órgão Julgador2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalEmpréstimo consignado
AutorBANCO ITAU S/A
RéuSANDRO HELANO SOARES SANTIAGO
Publicação09/12/2024