Acórdão de 2º Grau

Empréstimo consignado 0800021-48.2024.8.18.0155


Ementa

RECURSO INOMINADO. RELAÇÃO DE CONSUMO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO CONTRATUAL C/C PEDIDO DE REPETIÇÃO DO INDÉBITO E INDENIZAÇÃO. EMPRÉSTIMO PESSOAL. CARTÃO DE BANCO E SENHA. ALEGAÇÃO DE FRAUDE. CONTRATAÇÃO DE EMPRÉSTIMO EM CAIXA ELETRÔNICO. UTILIZAÇÃO DO CARTÃO MAGNÉTICO E SENHA PESSOAL E INTRANSFERÍVEL. EXTRATOS APRESENTADOS PELO RÉU. AUSÊNCIA DE FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE DA DEMANDADA. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0800021-48.2024.8.18.0155 - Relator: REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR - 3ª Turma Recursal - Data 09/12/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800021-48.2024.8.18.0155

RECORRENTE: JOSE ALEXANDRINO DE SOUSA

Advogado(s) do reclamante: ANGELINA DE BRITO SILVA

RECORRIDO: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A

Advogado(s) do reclamado: FREDERICO NUNES MENDES DE CARVALHO FILHO REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO FREDERICO NUNES MENDES DE CARVALHO FILHO

RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal

 


JuLIA Explica

EMENTA


 

 

RECURSO INOMINADO. RELAÇÃO DE CONSUMO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO CONTRATUAL C/C PEDIDO DE REPETIÇÃO DO INDÉBITO E INDENIZAÇÃO. EMPRÉSTIMO PESSOAL. CARTÃO DE BANCO E SENHA. ALEGAÇÃO DE FRAUDE. CONTRATAÇÃO DE EMPRÉSTIMO EM CAIXA ELETRÔNICO. UTILIZAÇÃO DO CARTÃO MAGNÉTICO E SENHA PESSOAL E INTRANSFERÍVEL. EXTRATOS APRESENTADOS PELO RÉU. AUSÊNCIA DE FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE DA DEMANDADA. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.

 

 


RELATÓRIO


 

 

Trata-se de ação judicial na qual a parte autora alega, de forma resumida, sofrer com descontos em seu benefício previdenciário oriundos de um contrato de empréstimo consignado firmado com a requerida de forma supostamente irregular. Afirma desconhecer o referido contrato de n° 012342239693. Por essa razão, pleiteia a condenação da requerida ao pagamento do indébito de forma dobrada; condenação da requerida em indenização por danos morais; seja declarado inexistente a relação jurídica entabulada pelas partes.

Em sede de contestação, a requeria, em suma, alegou que o referido empréstimo fora realizado na modalidade “boca de caixa”, exigindo cartão e senha/biometria do autor. Ademais, afirma que o contrato n° 012342239693 trata-se de um refinanciamento de outros dois contrato, de n° 362740819 e 414574024.

Por fim, a requerida juntou aos autos cópia do extrato bancário, comprovando o saque realizado pelo autor na “boca do caixa” a título de empréstimo pessoal.

Em sede de audiência, fora perguntado ao autor se mais alguém, além dele próprio, utilizava ou fazia movimentação em sua conta bancária, a essa pergunta ele respondeu que não; também lhe fora perguntado se o mesmo havia perdido seus documentos pessoais e o cartão bancária, a essa pergunta também respondeu que não.

Sobreveio sentença que julgou improcedente os pedidos autorais, nos termos o artigo 487, I, do CPC, fundamentando na regularidade da contratação e na consciência inequívoca do autor ao realizar o empréstimo na modalidade “boca de caixa”.

Inconformada, a parte autora protocolou o presente recurso inominado, alegando, em síntese, invalidade de contrato pessoal/eletrônico – recorrente analfabeto; ausência de TED; danos morais; da prova do dano material – cabimento da repetição do indébito; Por fim, requer a condenação da requerida ao pagamento de danos materiais e morais, e a confirmação da justiça gratuita.

Contrarrazões apresentadas pugnando pela manutenção da sentença.

É o relatório.

 

 

 

 


VOTO


 

 


Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.

Entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.


Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.


Diante do exposto, conheço do recurso, mas para negar-lhe provimento, mantendo-se a sentença a quo em todos os seus termos.

Ônus de sucumbência pela parte Recorrente nas custas e honorários advocatícios, estes em 10% sobre o valor atualizado da causa. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus da sucumbência, nos termos do disposto no artigo 98, §3º, do CPC.

É como voto.


Teresina, datado e assinado eletronicamente.

 

 



Teresina, 04/12/2024

Detalhes

Processo

0800021-48.2024.8.18.0155

Órgão Julgador

2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

3ª Turma Recursal

Relator(a)

REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Empréstimo consignado

Autor

JOSE ALEXANDRINO DE SOUSA

Réu

BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A

Publicação

09/12/2024