TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801431-24.2022.8.18.0152
RECORRENTE: PERICLES DE OLIVEIRA TEIXEIRA
Advogado(s) do reclamante: ITALLO BRUNO FEITOSA DA SILVA, PRISCYLLA DE BARROS BARRETO
RECORRIDO: APPLE COMPUTER BRASIL LTDA
Advogado(s) do reclamado: FABIO RIVELLI REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO FABIO RIVELLI
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. DIREITO DO CONSUMIDOR. RELAÇÃO DE CONSUMO. COMPRA DE APARELHO APPLE IPHONE 12 – 256 GB. VENDA SEM ADAPTADOR DE ENERGIA USB-C DE 20W E FONE DE OUVIDO. VENDA CASADA. NÃO CONFIGURADA. DEVER DE INFORMAÇÃO DEVIDAMENTE RESPEITADO. IMPROCEDÊNCIA DA DEMANDA. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se de Ação Judicial, na qual a parte autora aduziu que adquiriu um aparelho celular da empresa Apple. Daí o acionamento, postulando: indenização por danos morais. Afirma, ainda, que durante a venda não lhe foi informado que os novos aparelhos eram comercializados apenas com o cabo, sem seu adaptador para plugar na tomada. Ao abrir a embalagem se surpreendeu ao ver que o aparelho não estava acompanhado do carregador para cabo USB-C de 20W, bem como também o fone de ouvido, obrigando o autor a comprar itens novos da mesma marca.
Sobreveio sentença que julgou improcedentes os pedidos formulados nesta ação, declarando a extinção do processo, com exame de mérito, nos termos do artigo 487, inciso I, do Código de Processo Civil. (ID 17425608).
A parte autora/recorrente alega em suas razões, em síntese, existência de elementos que comprovam a venda casada indireta/dissimulada – art. 39, I, CDC – entendimento do superior tribunal de justiça, do ganho ambiental – ausência de comprovação e medidas práticas, efeito contrário, necessidade de produção de novos carregadores, dever de informação, não é excludente de ilicitude da prática abusiva de venda casada indireta, dos danos morais. (ID 17425612).
Contrarrazões pela manutenção da sentença (ID 17425620).
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Ante o exposto, voto para conhecer do recurso e negar-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pela recorrente nas custas e honorários advocatícios, estes em 10% sobre o valor da causa, porém com exigibilidade suspensa pelo prazo de 05(cinco) anos, nos termos do art.98, §3° do CPC.
Teresina, assinado e datado eletronicamente.
0801431-24.2022.8.18.0152
Órgão Julgador1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)EDSON ALVES DA SILVA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalVendas casadas
AutorPERICLES DE OLIVEIRA TEIXEIRA
RéuAPPLE COMPUTER BRASIL LTDA
Publicação16/10/2024