TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800912-33.2023.8.18.0146
RECORRENTE: RAFAEL SELINO DE SOUSA
Advogado(s) do reclamante: JANAINA GONCALVES DE GOIS FERREIRA
RECORRIDO: SIMPALA LANCADORA E ADMINISTRADORA DE CONSORCIOS LTDA
Advogado(s) do reclamado: DIEGO RODRIGUEZ VIANNA
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONSÓRCIO. AÇÃO DE ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO. CONTRATO ASSINADO. ALEGAÇÃO DE FINANCIAMENTO. AUSÊNCIA DE PROVAS DO DIREITO DO AUTOR. DANO MATERIAL E MORAL NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800912-33.2023.8.18.0146 Trata-se de Ação Judicial na qual a parte autora aduz que fora ofertado um financiamento de uma moto, pela funcionária da empresa requerida chamada Iza, com entrega do veículo no prazo de até 90 (noventa) dias, assinando o contrato. Em ato contínuo, pagou a entrada no valor de R$550,00 (quinhentos e cinquenta reais) e nos meses seguintes parcelas no valor de R$422,25 (quatrocentos e vinte e dois reais e vinte e cinco centavos). Ao questionar a requerida sobre a entrega do bem, descobriu que, de fato, tratava-se de um consórcio. Foi apresentada contestação expondo que o contrato de consórcio foi firmado entre as partes inequivocamente, anexando o contrato devidamente assinado pela parte requerente. Embora desconheça a pessoa chamada Iza que assinou o contrato como representante da empresa requerida. Sobreveio sentença que julgou, com resolução do mérito, improcedentes os pedidos da parte autora por ausência de amparo legal. Inconformada com a sentença proferida, a parte requerente interpôs o presente recurso aduzindo, em síntese, vício de consentimento e que a parte requerida ao mesmo tempo que ver validade no contrato assinado entre as partes, impugna a assinatura da pessoa chamada Iza, caracterizando o contrato como fraudulento. Contrarrazões nos autos. É o relatório sucinto.
Origem:
RECORRENTE: RAFAEL SELINO DE SOUSA
Advogado do(a) RECORRENTE: JANAINA GONCALVES DE GOIS FERREIRA - CE20994-A
RECORRIDO: SIMPALA LANCADORA E ADMINISTRADORA DE CONSORCIOS LTDA
Advogado do(a) RECORRIDO: DIEGO RODRIGUEZ VIANNA - RS51750-A
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. Após a análise dos autos, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão. Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão. Diante do exposto, nego provimento ao recurso, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos. Condeno a parte recorrente no pagamento de custas processuais e honorários advocatícios de 15% do valor da causa atualizado. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus da sucumbência, nos termos do disposto no artigo 98, §3º, do CPC. É como voto. Teresina – PI, assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 17/10/2024
0800912-33.2023.8.18.0146
Órgão Julgador2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)JOAO HENRIQUE SOUSA GOMES
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalRescisão do contrato e devolução do dinheiro
AutorRAFAEL SELINO DE SOUSA
RéuSIMPALA LANCADORA E ADMINISTRADORA DE CONSORCIOS LTDA
Publicação17/10/2024