TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 4ª Câmara Especializada Cível
APELAÇÃO CÍVEL (198) No 0803195-15.2022.8.18.0065
APELANTE: ROSA MARIA DE SOUSA
Advogado(s) do reclamante: ANTONIO DIOLINDO FILHO, CAIO CESAR HERCULES DOS SANTOS RODRIGUES
APELADO: BANCO PAN S.A.
REPRESENTANTE: BANCO PAN S.A.
Advogado(s) do reclamado: PAULO ROBERTO JOAQUIM DOS REIS, GILVAN MELO SOUSA
RELATOR(A): Desembargador JOÃO GABRIEL FURTADO BAPTISTA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL – APELAÇÃO – AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO – NEGÓCIOS BANCÁRIOS – DANOS MORAIS PROPORCIONAIS – RECURSO IMPROVIDO. 1. O valor da condenação por danos morais deve ser fixado em observância aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, a fim de cumprir a sua função punitiva-pedagógica, sem, contudo, representar enriquecimento sem causa para aquele que suportou o dano causado. 2. Sentença mantida.
RELATÓRIO
APELAÇÃO CÍVEL (198) -0803195-15.2022.8.18.0065 Em exame apelação interposta por Rosa Maria de Sousa, tencionando reformar a sentença, pela qual fora julgada a Ação Declaratória de Inexistência Contratual C/C Repetição de Indébito C/C Danos Morais, aqui versada, proposta contra o Banco PAN S.A., ora apelado. A sentença consiste, essencialmente, em julgar parcialmente procedente a ação, condenando o apelado a ressarcir, em dobro, os valores indevidamente descontados do benefício previdenciário do apelante. Condenou, ainda, ao pagamento a título de indenização por danos morais no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais). Condenou o requerido, ainda, nas custas processuais e em honorários advocatícios em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. Inconformado, o apelante alega, em síntese, da majoração dos danos morais sofridos pela parte recorrente. Pugna pelo provimento do recurso. O banco apelado, ao responder, contesta os argumentos expendidos no recurso, requerendo o seu improvimento. Alega da inexistência de ato ilícito e não cabimento de danos morais. Sem opinativo do parquet. É o quanto basta relatar, para se passar ao voto, deferindo-se de logo, por ser o caso, a gratuidade judiciária pedida pelo apelante, para efeito de conhecimento do recurso.
Origem:
APELANTE: ROSA MARIA DE SOUSA
Advogados do(a) APELANTE: ANTONIO DIOLINDO FILHO - DF49496-A, CAIO CESAR HERCULES DOS SANTOS RODRIGUES - PI17448-A
APELADO: BANCO PAN S.A.
REPRESENTANTE: BANCO PAN S.A.
Advogados do(a) APELADO: GILVAN MELO SOUSA - CE16383-A, PAULO ROBERTO JOAQUIM DOS REIS - SP23134-A
RELATOR(A): Desembargador JOÃO GABRIEL FURTADO BAPTISTA
VOTO
Senhores julgadores, a parte apelante insurge-se contra a sentença com o intuito de majoração da indenização a título de danos morais fixada pelo d. juízo a quo. É certo que a fixação do valor indenizatório deve se pautar pelos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, a fim de se evitar, tanto o enriquecimento sem causa de uma das partes, quanto a excessiva repreensão da outra. Logo, não merece reproche a sentença ao arbitrar o valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) a título de danos morais. Inclusive, em casos semelhantes e recentemente julgados, esta egrégia 4ª Câmara Cível tem considerado razoável e proporcional a referida quantia. Pelo exposto e sendo o quanto basta asseverar, voto pelo não provimento da Apelação Cível interposta. Mantenho custas e honorários sucumbenciais fixados na origem.
Teresina, 18/09/2024
0803195-15.2022.8.18.0065
Órgão JulgadorDesembargador JOÃO GABRIEL FURTADO BAPTISTA
Órgão Julgador Colegiado4ª Câmara Especializada Cível
Relator(a)JOAO GABRIEL FURTADO BAPTISTA
Classe JudicialAPELAÇÃO CÍVEL
CompetênciaCâmaras Cíveis
Assunto PrincipalEmpréstimo consignado
AutorROSA MARIA DE SOUSA
RéuBANCO PAN S.A.
Publicação18/09/2024