TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800167-64.2023.8.18.0013
RECORRENTE: ERLANE DA SILVA BACELAR
Advogado(s) do reclamante: VINICIUS FEITOSA FARIAS, GABRIEL COSTA DE ARAUJO
RECORRIDO: BANCO DO BRASIL SA
REPRESENTANTE: BANCO DO BRASIL SA
Advogado(s) do reclamado: WILSON SALES BELCHIOR REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO WILSON SALES BELCHIOR
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. RELAÇÃO DE CONSUMO. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO COM SEGURO PRESTAMISTA. VENDA CASADA CONFIGURADA. CONTRATO DE ADESÃO. AUSÊNCIA DE LIBERDADE CONTRATUAL. IMPOSIÇÃO DO SEGURO PARA CONTRATAÇÃO DO EMPRÉSTIMO. SEGURO EMBUTIDO NO EMPRÉSTIMO. NÃO HOUVE A POSSIBILIDADE DE ADESÃO AO SEGURO DE FORMA APARTADA AO CONTRATO PRINCIPAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO DO CONSUMIDOR. CONDUTA ABUSIVA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO CABÍVEL. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. RECURSO DO RÉU. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RELATÓRIO
Trata-se de Ação Judicial na qual a parte autora argumentou que sofreu cobrança indevida de seguro após firmar contrato de financiamento bancário, a qual entendeu indevida, uma vez que teria ocorrida a seu ver venda casada.
Sobreveio sentença que julgou parcialmente procedente a demanda, excluindo os danos morais e condenando o réu a restituir a parte autora o valor a título de seguro prestamista, na forma do art. 42 do CDC, no valor de R$ 2.250,32 (dois mil e duzentos e cinquenta reais e trinta e dois centavos), já em dobro, com atualização monetária pela tabela prática do TJPI contada a partir da data da assinatura do contrato (Súmula 43/STJ), e juros de mora de 1% ao mês (CC/02, art. 406 e CTN, art. 161, § 1º), contados a partir da citação (CC/02, art. 405), cuja importância será apurada por meros cálculos aritméticos, na forma do art. 509, §2º do CPC.
A parte requerida, inconformada com a sentença proferida, interpôs o presente recurso inominado alegando, em síntese, que o seguro era facultativo e que não seria cabível a repetição de indébito, assim como não houve má-fé por parte do banco. Contrarrazões nos autos.
É o relatório sucinto.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Ante o exposto, conheço do recurso e nego-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pelo recorrente, o qual condeno no pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais no percentual de 15% sobre o valor da condenação.
É como voto.
Teresina – PI, assinado e datado eletronicamente.
Dr. João Henrique Sousa Gomes
Juiz Relator
Teresina, 01/10/2024
0800167-64.2023.8.18.0013
Órgão Julgador2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)JOAO HENRIQUE SOUSA GOMES
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalCláusulas Abusivas
AutorERLANE DA SILVA BACELAR
RéuBANCO DO BRASIL SA
Publicação07/10/2024