TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800670-54.2021.8.18.0143
RECORRENTE: MAURO DA SILVA FROTA
Advogado(s) do reclamante: WELLERSON CERQUEIRA ALVES GOMES
RECORRIDO: TIM CELULAR S.A.
Advogado(s) do reclamado: CHRISTIANNE GOMES DA ROCHA
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. RELAÇÃO DE CONSUMO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SERVIÇOS DE TELEFONIA. ALEGAÇÃO DE FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS DOS FATOS ALEGADOS NA PETIÇÃO INICIAL. RESPONSABILIZAÇÃO AFASTADA. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS em que a parte autora aduz ser titular do acesso n° (86) 99988-3969 junto a empresa ré, o qual estava cadastrado na modalidade pré-paga e, no dia 11/03/2021, foi migrado para o plano Tim Controle Smart 2.0, após solicitação do autor. Afirma que, sete dias após a contratação do novo plano, verificou que o acesso estava fora de área. Alega que tentou solucionar a lide junto a ré, mas não logrou êxito. Requer, desta forma, o restabelecimento do acesso, indenização pelos danos morais sofridos e a inversão do ônus da prova.
Sobreveio sentença (ID 14727921) que julgou improcedente a presente ação, rejeitando os pedidos do (a) autor(a), nos termos do art. 487, I, do CPC.
O recorrente/autor pleiteia, em síntese, que a respeitável sentença recorrida seja reformada, em virtude da total falta de provas juntadas pela parte Recorrida, e que consequentemente seja reconhecida a procedência de todos os pedidos exarados em sede de inicial, determinando a condenação do ora recorrido ao pagamento de uma justa indenização por danos morais (ID 14727924).
Contrarrazões apresentadas pela requerida, ID 14727926.
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Em que pese a existência da regra de inversão do ônus da prova, esta não se dá de forma automática e absoluta, ou seja, a regra é a de que ao autor incumbe a prova dos atos constitutivos de seu direito.
Analisando os autos verifico que a parte autora não se desincumbiu de seu ônus de prova, na forma do artigo 373, inciso I, do CPC, sendo a improcedência, medida que se impõem.
Assim, após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Ante o exposto, conheço dos recursos e NEGO-LHES PROVIMENTO, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pelos recorrentes nas custas e honorários advocatícios, estes em 10% sobre o valor da causa, com exigibilidade suspensa pelo prazo de 5 anos, nos termos do art. 98 § 3º do CPC, em razão da concessão da justiça gratuita para ambos.
É como voto.
Teresina /PI, datado e assinado eletronicamente.
0800670-54.2021.8.18.0143
Órgão Julgador1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)EDSON ALVES DA SILVA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalPráticas Abusivas
AutorMAURO DA SILVA FROTA
RéuTIM CELULAR S.A.
Publicação16/09/2024