TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0802040-36.2022.8.18.0013
RECORRENTE: ANTONIO GONCALVES PEREIRA NETO
Advogado(s) do reclamante: JOSE FELIPE MOURA LACERDA
RECORRIDO: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Advogado(s) do reclamado: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER – TROCA DE TITULARIDADE E RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS. TROCA DE TITULARIDADE DE UNIDADE CONSUMIDORA DE ENERGIA ELÉTRICA. DÉBITO ANTERIOR DE ANTIGO LOCATÁRIO. CONTRATO E PERÍODO DE LOCAÇÃO NÃO COMPROVADOS. ÔNUS DA PROVA DO AUTOR - ART. 373, I, DO CPC. AUTOR NÃO SE DESINCUMBIU DO ÔNUS DE COMPROVAR OS FATOS ALEGADOS A SEU FAVOR. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0802040-36.2022.8.18.0013 Trata-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER – TROCA DE TITULARIDADE E RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS ajuizada pela parte autora que alega que seu imóvel foi locado por um terceiro do ano de 2009 até 2016, aduz que o contrato foi verbal e que a inquilina deixou débitos pendentes. Por fim, requer à troca de titularidade da unidade consumidora e o parcelamento da dívida Após instrução processual, sobreveio sentença que julgou improcedente o pedido autoral, nos termos do art. 487, I do CPC. Inconformado, o recorrente interpôs Recurso Inominado alegando que a sentença merece reforma; alegando a possibilidade de troca de titularidade bem como reconhecer a dívida do Recorrente do ano de 2017 até a data atual e como é de praxe da Recorrida, fazer a negociação do débito. Contrarrazões requerendo a manutenção da sentença. É o relatório sucinto.
Origem:
RECORRENTE: ANTONIO GONCALVES PEREIRA NETO
Advogado do(a) RECORRENTE: JOSE FELIPE MOURA LACERDA - PI19489-A
RECORRIDO: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Advogado do(a) RECORRIDO: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA - PI3387-A
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. Após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão. “Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso, mantendo a sentença a quo em todos os seus termos. Condenação da Recorrente em custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado. A exigibilidade dos honorários de sucumbência deve ser suspensa, nos moldes do art. 98, §3º, CPC. É como voto. Teresina – PI, assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 28/08/2024
0802040-36.2022.8.18.0013
Órgão Julgador2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)ELVANICE PEREIRA DE SOUSA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalAgência e Distribuição
AutorANTONIO GONCALVES PEREIRA NETO
RéuEQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Publicação31/08/2024