TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800657-61.2022.8.18.0162
RECORRENTE: TERCIO DE OLIVEIRA BORGES
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RECORRIDO: NILZA MARIA ALVES DE MESQUITA
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. ALEGAÇÃO DE TURBAÇÃO. AUTOR NÃO SE DESINCUMBIU DE PROVAR FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO ALEGADO. DEVER DE INDENIZAR NÃO CONFIGURADO. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS em que a parte autora aduz que a requerida, sua vizinha, vem atrapalhando a construção do muro, no terreno do requerente. Afirma que a requerida tem posto vários obstáculos (como consta nas fotos em anexo), tais quais: pedras, espinhos e galhos de arvores, de modo a dificultar a passagem usual dos pedreiros para pisar no terreno lateral a casa, impedindo-os de construir o muro, adequadamente.
Sobreveio sentença (ID 13820372) que julgou improcedentes os pedidos de mérito da parte autora, por ausência de prova mínima, com fulcro no art. 487, I, do CPC.
O recorrente/autor, em suas razões (ID 13820375), aduz resumidamente, necessidade de prova pericial e ausência de fundamento legal para impedir a construção do muro. Por fim requer seja o presente recurso acolhido e provido, julgando procedentes os pedidos do Recorrente.
Contrarrazões apresentadas pela requerida, ID 13820379.
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Analisando os autos verifico que a parte autora não se desincumbiu de seu ônus de prova, na forma do artigo 373, inciso I, do CPC, não comprovando minimamente os fatos sobre os quais repousa seus pedidos.
Assim, após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Ante o exposto, conheço dos recursos e NEGO-LHES PROVIMENTO, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pelos recorrentes nas custas e honorários advocatícios, estes em 10% sobre o valor da causa, com exigibilidade suspensa pelo prazo de 5 anos, nos termos do art. 98 § 3º do CPC, em razão da concessão da justiça gratuita para ambos.
É como voto.
Teresina /PI, datado e assinado eletronicamente.
0800657-61.2022.8.18.0162
Órgão Julgador1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)EDSON ALVES DA SILVA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalDireito de Vizinhança
AutorTERCIO DE OLIVEIRA BORGES
RéuNILZA MARIA ALVES DE MESQUITA
Publicação16/09/2024