Acórdão de 2º Grau

Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes 0800065-22.2023.8.18.0149


Ementa

RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. COBRANÇA DE PARCELA APÓS QUITAÇÃO DE EMPRÉSTIMO. RENEGOCIAÇÃO NÃO COMPROVADA. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0800065-22.2023.8.18.0149 - Relator: SEBASTIAO FIRMINO LIMA FILHO - 2ª Turma Recursal - Data 10/09/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800065-22.2023.8.18.0149

RECORRENTE: DIVINO ANTONIO GUEDES DE CARVALHO

Advogado(s) do reclamante: FREDERICO THOMPSON GONCALVES DIAS

RECORRIDO: BANCO ITAU CONSIGNADO S/A
REPRESENTANTE: BANCO ITAU S/A

Advogado(s) do reclamado: NELSON MONTEIRO DE CARVALHO NETO

RELATOR(A): 3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

 


EMENTA


 

 

RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. COBRANÇA DE PARCELA APÓS QUITAÇÃO DE EMPRÉSTIMO. RENEGOCIAÇÃO NÃO COMPROVADA. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.  

 

 


RELATÓRIO 


Trata-se de ação na qual a parte autora sustenta que após quitado o empréstimo que realizou o banco réu continuou realizando descontos em seus proventos de aposentadoria. Requer, com base nisso, a condenação da instituição financeira ao pagamento de indenização por danos morais, a repetição em dobro do que foi descontado indevidamente e, ainda, a suspensão dos descontos.

A sentença de 1º grau julgou procedente o pedido inicial, com fulcro no art. 487, I do CPC, ID 13049602.

O réu, ora recorrente, apresentou Recurso Inominado, em suas razões sustenta o recorrente em síntese: inexistência de dano moral ou material, legalidade das cobranças. Por fim, requer o provimento do recurso para julgar improcedentes os pedidos iniciais.

Contrarrazões ID 13049608.

 

É o relatório.

 


VOTO


 

Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. 

In casu, para demonstrar a contratação o réu apresenta telas sistêmicas, que não se prestam a comprovar as referidas negociações, cabendo frisar que não há que se exigir do consumidor a produção de prova negativa, não se podendo olvidar, ainda, que o ônus da prova restou invertido.

Ademais, é importante destacar que o pagamento do empréstimo se dava mediante descontos diretos no contracheque. Note-se que o recorrente não prova, sequer alega, que o contrato apresentado pela autora foi renegociado.

Em suma, o conjunto probatório apresentado não se revela capaz de infirmar as alegações autorais e demonstrar a regularidade das contratações.

Assim, conforme análise dos autos, entendo que a sentença se manifestou sobre todas as razões do recurso e merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão. 

 

Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.  

 

Diante do exposto, nego provimento ao recurso.

Ônus de sucumbência pela parte recorrente vencida, estes em 15% sobre o valor da condenação atualizado.

 



Teresina, 09/09/2024

Detalhes

Processo

0800065-22.2023.8.18.0149

Órgão Julgador

3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

2ª Turma Recursal

Relator(a)

SEBASTIAO FIRMINO LIMA FILHO

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes

Autor

BANCO ITAU CONSIGNADO S/A

Réu

DIVINO ANTONIO GUEDES DE CARVALHO

Publicação

10/09/2024