TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0803976-70.2021.8.18.0033
RECORRENTE: MARCOS ANTONIO DE SOUSA BARROSO
Advogado(s) do reclamante: YAGO KELVIN FEITOZA SILVA
RECORRIDO: ESTADO DO PIAUI, FUNDACAO PIAUI PREVIDENCIA
REPRESENTANTE: ESTADO DO PIAUI
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
PROCESSO CIVIL. ADMINISTRATIVO. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE COBRANÇA DE ATRASADOS COM TUTELA DE URGÊNCIA. SERVIDOR ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DO TERÇO DE FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO. ALEGAÇÃO DE DESCONSIDERAÇÃO DE VERBAS PERMANENTES NA BASE DE CÁLCULO. REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS REGULAMENTADAS PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 13/94. INEXISTÊNCIA DE ILICITUDE PRATICADA PELA ADMINISTRAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA DOS PEDIDOS AUTORAIS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se de AÇÃO DE COBRANÇA DE ATRASADOS COM TUTELA DE URGÊNCIA na qual a parte autora pleiteia a incidência de gratificações sobre a parcela do terço constitucional de férias e da gratificação natalina, inclusive sobre eventuais diferenças pretéritas às quais faça jus.
Sobreveio sentença (ID 15528443) que julgou improcedentes os pedidos formulados por Marcos Antônio De Sousa Barroso em face da Estado Do Piauí e Fundação Piauí Previdência, resolvendo o mérito da demanda, a teor do artigo 487, I, do CPC.
Inconformada com a sentença proferida, a parte autora interpôs o presente recurso inominado (ID 15528446) pleiteando, em síntese, a reforma da sentença para julgar procedente os pedidos autorais.
Contrarrazões nos autos (ID 15528452).
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Compulsando os autos, da análise das provas e argumentos, verifico que as gratificações descritas na peça vestibular, embora pagas com habitualidade, devem ser consideradas verbas indenizatórias e, por derivativo lógico, não integram os vencimentos ou remunerações de forma automática.
Assim, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto dos arts. 27 da Lei n. 12.153/2009 e 46 da Lei no 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Lei no 12.153/2009:
Art. 27. Aplica-se subsidiariamente o disposto nas Leis nos 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, 9.099, de 26 de setembro de 1995, e 10.259, de 12 de julho de 2001.
Lei no 9.099/1995:
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, conheço do recurso, mas para negar-lhe provimento, mantendo-se a sentença a quo em todos os seus termos.
Ônus de sucumbência pela parte recorrente, nas custas e honorários, estes em 15% sobre o valor da causa, no entanto, suspensa a exigibilidade nos termos do art. 98, §3o do CPC.
Teresina-PI, datado e assinado eletronicamente.
0803976-70.2021.8.18.0033
Órgão Julgador1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)EDSON ALVES DA SILVA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalObrigação de Fazer / Não Fazer
AutorMARCOS ANTONIO DE SOUSA BARROSO
RéuESTADO DO PIAUI
Publicação06/08/2024