TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800435-98.2019.8.18.0162
RECORRENTE: RAFAEL DE SOUSA DOS SANTOS
Advogado(s) do reclamante: JOSE PAULO VIEIRA MAGALHAES JUNIOR REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO JOSE PAULO VIEIRA MAGALHAES JUNIOR
RECORRIDO: VIP - GESTAO E LOGISTICA LTDA - EPP
Advogado(s) do reclamado: MARIA BEATRIZ RODRIGUES DIAS
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA ANTECIPADA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800435-98.2019.8.18.0162 Trata-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA ANTECIPADA, na qual a parte autora, ora recorrente, requereu condenação das demandadas STRANS e VIP Leilões a reparação civil, para devolver a moto HONDA CB 300R ano 2012 RENAVAN 00491888350 placa PFX-7651, ou, caso seja inviável, reparação pecuniária no valor da moto atualizada; requereu ainda a condenação das demandadas a indenização por danos morais no valor de R$ 14.000,00 (dez mil reais).
Sobreveio sentença que julgou extinto o processo, sem resolução de mérito, com base no art. 51, IV, da Lei nº 9.099/95 c/c art. 485, IV, do CPC , in verbis: “Verifica-se que a petição inicial foi endereçada ao “EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS VARAS DO JUIZADOS CÍVEIS dos feitos da fazenda pública DA COMARCA DE TERESINA – PI” em face da SUPERINTENDÊNCIA MUNICIPAL DE TRANSPORTES E TRÂNSITO e da VIP Leilões – VIP Gestão e Logística S.A. O autor requereu a exclusão do polo passivo do réu SUPERINTENDÊNCIA MUNICIPAL DE TRANSPORTES E TRÂNSITO e o prosseguimento do feito com relação ao réu VIP Leilões – VIP Gestão e Logística S.A. (id nº 8076893). Porém, analisando a exordial, verifica-se que o processo não pode ser julgado sem a participação da ré SUPERINTENDÊNCIA MUNICIPAL DE TRANSPORTES E TRÂNSITO, pessoa jurídica de direito público, uma vez que foi esta quem determinou a apreensão do veículo do autor. Sendo assim, evidencia-se que a presente ação não pode prosseguir no Juizado Especial Cível e Criminal. Por disposição expressa na Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, impõe-se o reconhecimento da incompetência absoluta para o processamento do feito. Art. 8º Não poderão ser partes, no processo instituído por esta Lei (9.099/95), o incapaz, o preso, as pessoas jurídicas de direito público, as empresas públicas da União, a massa falida e o insolvente civil. Assim sendo, declaro a incompetência absoluta deste Juizado Especial, e, consequentemente, julgo extinto o processo, sem resolução de mérito, com base no art. 51, IV, da Lei nº 9.099/95 c/c art. 485, IV, do CPC. Considerando a gratuidade da justiça em primeiro grau, deixo para analisar o pedido de concessão do benefício de justiça gratuita em eventual recurso. Sem custas e honorários.” Razões da recorrente, alegando, em suma: da responsabilidade solidária; da revelia da recorrida; da responsabilidade solidária da recorrida e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito; e, por fim, requerendo o conhecimento e provimento do recurso a fim de reformar a sentença. Contrarrazões da recorrida foram apresentadas. É o relatório.
Origem:
RECORRENTE: RAFAEL DE SOUSA DOS SANTOS
Advogado do(a) RECORRENTE: JOSE PAULO VIEIRA MAGALHAES JUNIOR - PI16564-A
RECORRIDO: VIP - GESTAO E LOGISTICA LTDA - EPP
Advogado do(a) RECORRIDO: MARIA BEATRIZ RODRIGUES DIAS - MA16884-A
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. Após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão. “Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”. Ante o exposto, voto pelo conhecimento do recurso, para, no mérito, negar-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão. Condeno a parte recorrente em custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado. Porém, a exigibilidade do referido ônus deve ser suspensa, nos termos do disposto no artigo 98, §3º, do CPC, ante a concessão do benefício da gratuidade de justiça.
Teresina, 06/09/2024
0800435-98.2019.8.18.0162
Órgão Julgador3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)LEONARDO LUCIO FREIRE TRIGUEIRO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalDireito de Imagem
AutorRAFAEL DE SOUSA DOS SANTOS
RéuVIP - GESTAO E LOGISTICA LTDA - EPP
Publicação09/09/2024