Acórdão de 2º Grau

Obrigação de Fazer / Não Fazer 0805136-25.2019.8.18.0123


Ementa

RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS - DIREITO DE VIZINHANÇA - PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO - DIREITO À PAZ E À TRANQUILIDADE QUE DEVE RESPEITADO A QUALQUER HORA DO DIA OU DA NOITE. COMPROVAÇÃO DE RUÍDO EXCESSIVO, ANTE AS DEMAIS PROVAS DOS AUTOS - DANO MORAL CONFIGURADO - VALOR DA INDENIZAÇÃO. - O mau uso reiterado da propriedade, ao ponto de impedir o repouso noturno dos vizinhos, extrapola os meros aborrecimentos, gerando danos morais, passíveis de serem indenizados - Ao estabelecer o valor da indenização por danos morais, o julgador deve atentar para o caráter dúplice da indenização (punitivo e compensatório), bem como às circunstâncias do caso concreto, sem perder de vista os princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da vedação ao enriquecimento sem causa - (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0805136-25.2019.8.18.0123 - Relator: LEONARDO LUCIO FREIRE TRIGUEIRO - 1ª Turma Recursal - Data 09/08/2024 )

Acórdão

23239


ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0805136-25.2019.8.18.0123

RECORRENTE: FERNANDO LUIS LOPES DE FARIAS

Advogado(s) do reclamante: ARIANE MELO REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO ARIANE CAIANE MELO MOTA, RAFAEL ALEXANDRO DA SILVA AZEVEDO

RECORRIDO: RITHAN CHARLE ARAUJO DE OLIVEIRA
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI

 

RELATOR(A): 3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

 


EMENTA


 

RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS - DIREITO DE VIZINHANÇA - PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO - DIREITO À PAZ E À TRANQUILIDADE QUE DEVE RESPEITADO A QUALQUER HORA DO DIA OU DA NOITE. COMPROVAÇÃO DE RUÍDO EXCESSIVO, ANTE AS DEMAIS PROVAS DOS AUTOS - DANO MORAL CONFIGURADO - VALOR DA INDENIZAÇÃO.

 - O mau uso reiterado da propriedade, ao ponto de impedir o repouso noturno dos vizinhos, extrapola os meros aborrecimentos, gerando danos morais, passíveis de serem indenizados

- Ao estabelecer o valor da indenização por danos morais, o julgador deve atentar para o caráter dúplice da indenização (punitivo e compensatório), bem como às circunstâncias do caso concreto, sem perder de vista os princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da vedação ao enriquecimento sem causa -

 

 


RELATÓRIO


 

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0805136-25.2019.8.18.0123
Origem: 
RECORRENTE: FERNANDO LUIS LOPES DE FARIAS 
Advogados do(a) RECORRENTE: ARIANE CAIANE MELO MOTA - PI14196-A, RAFAEL ALEXANDRO DA SILVA AZEVEDO - PI12190-A

RECORRIDO: RITHAN CHARLE ARAUJO DE OLIVEIRA
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI


RELATOR(A): 3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

 

Trata-se de AÇÃO DE PRECEITO COMINATÓRIO DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA C/C COM DADOS MORAIS E MATERIAIS na qual o autor alega que vem sofrendo danos causados pela perturbação do sossego, decorrente da realização de barulho excessivo causado pelo recorrente.

Sobreveio sentença que julgou procedente o pedido inicial, in verbis:

DO EXPOSTO, resolvo acolher parcialmente a pretensão autoral, para determinar a extinção do processo com resolução do mérito, nos termos do art. 487, inciso I do CPC para CONDENAR o requerido:

a) a pagar à parte demandante compensação pelos DANOS MORAIS no montante de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), com juros e correção monetária desde o arbitramento;

b) a se ABSTER de utilizar som em altura elevada ou produzir quaisquer tipos de ruídos sonoros que ultrapassem os limites de sua residência, sob pena de multa no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), por ocorrência, até o limite de R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Sem custas e honorários, ex vi do art. 55 da Lei nº 9.099/95.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

O recorrente interpôs recurso inominado requerendo em síntese, o provimento do recurso para reformar a decisum recorrida e por fim, julgar improcedente os pedidos contidos na exordial, ante a ausência de provas de conduta ilícita do recorrente.

A recorrida apresentou contrarrazões pugnando pela manutenção da sentença

É o relatório sucinto. 

 


VOTO


 

Presente os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.

Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que não merece reparos a sentença proferida na origem, devendo ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.



“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.



Ante o exposto, nego provimento ao recurso, mantendo a sentença por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.

Ônus de sucumbência pela parte recorrente nos honorários advocatícios, estes em 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado. A exigibilidade dos honorários de sucumbência deve ser suspensa, nos moldes do art. 98, §3º, CPC.

 

 

 

 



Teresina, 08/08/2024

Detalhes

Processo

0805136-25.2019.8.18.0123

Órgão Julgador

3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

1ª Turma Recursal

Relator(a)

LEONARDO LUCIO FREIRE TRIGUEIRO

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Obrigação de Fazer / Não Fazer

Autor

FERNANDO LUIS LOPES DE FARIAS

Réu

RITHAN CHARLE ARAUJO DE OLIVEIRA

Publicação

09/08/2024