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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0805136-25.2019.8.18.0123
RECORRENTE: FERNANDO LUIS LOPES DE FARIAS
Advogado(s) do reclamante: ARIANE MELO REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO ARIANE CAIANE MELO MOTA, RAFAEL ALEXANDRO DA SILVA AZEVEDO
RECORRIDO: RITHAN CHARLE ARAUJO DE OLIVEIRA
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS - DIREITO DE VIZINHANÇA - PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO - DIREITO À PAZ E À TRANQUILIDADE QUE DEVE RESPEITADO A QUALQUER HORA DO DIA OU DA NOITE. COMPROVAÇÃO DE RUÍDO EXCESSIVO, ANTE AS DEMAIS PROVAS DOS AUTOS - DANO MORAL CONFIGURADO - VALOR DA INDENIZAÇÃO.
- O mau uso reiterado da propriedade, ao ponto de impedir o repouso noturno dos vizinhos, extrapola os meros aborrecimentos, gerando danos morais, passíveis de serem indenizados
- Ao estabelecer o valor da indenização por danos morais, o julgador deve atentar para o caráter dúplice da indenização (punitivo e compensatório), bem como às circunstâncias do caso concreto, sem perder de vista os princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da vedação ao enriquecimento sem causa -
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0805136-25.2019.8.18.0123
Origem:
RECORRENTE: FERNANDO LUIS LOPES DE FARIAS
Advogados do(a) RECORRENTE: ARIANE CAIANE MELO MOTA - PI14196-A, RAFAEL ALEXANDRO DA SILVA AZEVEDO - PI12190-A
RECORRIDO: RITHAN CHARLE ARAUJO DE OLIVEIRA
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Trata-se de AÇÃO DE PRECEITO COMINATÓRIO DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA C/C COM DADOS MORAIS E MATERIAIS na qual o autor alega que vem sofrendo danos causados pela perturbação do sossego, decorrente da realização de barulho excessivo causado pelo recorrente.
Sobreveio sentença que julgou procedente o pedido inicial, in verbis:
DO EXPOSTO, resolvo acolher parcialmente a pretensão autoral, para determinar a extinção do processo com resolução do mérito, nos termos do art. 487, inciso I do CPC para CONDENAR o requerido:
a) a pagar à parte demandante compensação pelos DANOS MORAIS no montante de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), com juros e correção monetária desde o arbitramento;
b) a se ABSTER de utilizar som em altura elevada ou produzir quaisquer tipos de ruídos sonoros que ultrapassem os limites de sua residência, sob pena de multa no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), por ocorrência, até o limite de R$ 10.000,00 (dez mil reais).
Sem custas e honorários, ex vi do art. 55 da Lei nº 9.099/95.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
O recorrente interpôs recurso inominado requerendo em síntese, o provimento do recurso para reformar a decisum recorrida e por fim, julgar improcedente os pedidos contidos na exordial, ante a ausência de provas de conduta ilícita do recorrente.
A recorrida apresentou contrarrazões pugnando pela manutenção da sentença
É o relatório sucinto.
VOTO
Presente os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que não merece reparos a sentença proferida na origem, devendo ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso, mantendo a sentença por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Ônus de sucumbência pela parte recorrente nos honorários advocatícios, estes em 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado. A exigibilidade dos honorários de sucumbência deve ser suspensa, nos moldes do art. 98, §3º, CPC.
Teresina, 08/08/2024
0805136-25.2019.8.18.0123
Órgão Julgador3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)LEONARDO LUCIO FREIRE TRIGUEIRO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalObrigação de Fazer / Não Fazer
AutorFERNANDO LUIS LOPES DE FARIAS
RéuRITHAN CHARLE ARAUJO DE OLIVEIRA
Publicação09/08/2024