TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0014549-73.2019.8.18.0001
RECORRENTE: JOSE AIRTON MEDEIROS DE SOUSA
Advogado(s) do reclamante: JONILTON SANTOS LEMOS JUNIOR, MARIA CLARA LEAL DE MELO MEDEIROS
RECORRIDO: ESTADO DO PIAUI
REPRESENTANTE: ESTADO DO PIAUI
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
PROCESSO CIVIL. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. OMISSÃO DO ESTADO. NÃO NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA DE CHAGAS. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. NEXO CAUSAL. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. DEVER DE INDENIZAÇÃO. PROCEDÊNCIA DA DEMANDA. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0014549-73.2019.8.18.0001 Vistos. Trata-se de AÇÃO DE INDENIZAÇÃO na qual a parte autora aduz omissão do Estado em não notifica-lo a tempo e modo, através do HEMOPI, de que possuía doença de chagas quando se submeteu a doação de sangue, o que lhe provocou danos e prejuízos no tratamento de sua saúde. Sobreveio sentença que julgou procedente em parte a demanda para condenar o Estado do Piauí a pagar ao autor, a título de danos morais, a quantia total de R$ 8.000,00 (oito mil reais), com juros e correção monetária na forma da lei. Inconformada com a sentença proferida, a parte requerida interpôs o presente recurso inominado, aduzindo, em síntese, a inexistência de responsabilidade do estado no caso concreto e a improcedência da demanda. Contrarrazões nos autos. É o relatório sucinto.
Origem:
RECORRENTE: JOSE AIRTON MEDEIROS DE SOUSA
Advogados do(a) RECORRENTE: JONILTON SANTOS LEMOS JUNIOR - MA6070-S, MARIA CLARA LEAL DE MELO MEDEIROS - PI19502-A
RECORRIDO: ESTADO DO PIAUI
REPRESENTANTE: ESTADO DO PIAUI
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente no processo, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto dos arts. 27 da Lei n. 12.153/2009 e 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão. Lei nº 12.153/2009: Art. 27. Aplica-se subsidiariamente o disposto nas Leis nos 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, 9.099, de 26 de setembro de 1995, e 10.259, de 12 de julho de 2001. Lei nº 9.099/1995: Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão. Diante do exposto, conheço do recurso e nego-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos. Ônus de sucumbência pela parte recorrente, no percentual de 10% sobre o valor da condenação atualizado. É como voto. Teresina (PI), assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 12/08/2024
0014549-73.2019.8.18.0001
Órgão Julgador2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)JOAO HENRIQUE SOUSA GOMES
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalPerdas e Danos
AutorJOSE AIRTON MEDEIROS DE SOUSA
RéuESTADO DO PIAUI
Publicação12/08/2024