TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800106-54.2022.8.18.0171
RECORRENTE: EDVALDO PEREIRA DE MIRANDA
Advogado(s) do reclamante: MATHEUS BRUNO DA SILVA SOUSA, SAULLO LOPES AMORIM ALVES DA SILVA
RECORRIDO: BANCO BRADESCO SA
Advogado(s) do reclamado: FREDERICO NUNES MENDES DE CARVALHO FILHO REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO FREDERICO NUNES MENDES DE CARVALHO FILHO
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. RECURSO INOMINADO. RELAÇÃO DE CONSUMO. PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS C/C REPETIÇÃO DO INDÉBITO. ALEGAÇÃO DE DESCONTO EM CONTA CORRENTE APÓS FORMULAÇÃO DE ACORDO COM A EMPRESA COBRADORA. ACORDO NÃO ACOSTADO AOS AUTOS. AUSÊNCIA DE ESPECIFICAÇÃO DAS PARCELAS QUE FORAM INDEVIDAMENTE COBRADAS A FIM DE APURAR A SUPOSTA DUPLICIDADE DA COBRANÇA. ART. 373, I DO CPC. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
- In casu, a parte autora aduz que possuía um débito com o banco recorrido, tornando-se inadimplente, por sua vez, a segunda requerida identificando-se como cobradora do banco fez proposta de acordo que foi aceita pelo consumidor. Alega ainda, que após formalização do acordo o banco recorrido efetivou os descontos, razão pela qual entende que a empresa cobradora não repassou o acordo ao banco.
- Observa-se que o autor em sua inicial informa genericamente que o a empresa cobradora propôs um acordo para que este pagasse o débito que estava inadimplente dando uma entrada e dividindo o restante, todavia, não detalha quanto aos valores pagos, e não comprova o referido pagamento do acordo entabulado.
- Assim, a parte autora não logrou êxito em produzir as provas necessárias para demonstrar o fato constitutivo do seu direito, vez que inexiste nos autos elementos probatórios para provar o alegado, afrontando o art. 373, I do CPC.
- Sentença de improcedência mantida pelos seus próprios fundamentos.
- Recurso conhecido não provido.
RELATÓRIO
Vistos.
Trata-se de recurso inominado contra sentença, que julgou improcedentes os pedidos iniciais, nos termos do art. 487, I do CPC (ID 11219972).
A parte autora inconformada com o decisum interpôs recurso inominado alegando em suas razões que ficou configurada a falha na prestação do serviço realizado pelos requeridos, razão pela qual é cabível a condenação destas aos danos materiais e morais sofridos; requer a aplicação do Código de Defesa do Consumidor com a inversão do ônus da prova. Por fim, requer o provimento do recurso para julgar procedentes os pedidos iniciais (ID 10500458).
O banco recorrido apresentou contrarrazões refutando as alegações do recorrente pugnando pela manutenção da sentença (ID 11219982).
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, passo à análise do recurso.
A sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
Ônus de sucumbência pela recorrente nas custas e honorários advocatícios, sendo estes em 15% sobre o valor da causa, no entanto suspensa a exigibilidade pelo prazo de 05 (cinco) anos nos termo do art. 98, §3º do CPC.
Teresina, datado e assinado eletronicamente.
0800106-54.2022.8.18.0171
Órgão Julgador1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)EDSON ALVES DA SILVA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalContratos Bancários
AutorEDVALDO PEREIRA DE MIRANDA
RéuBANCO BRADESCO SA
Publicação04/07/2024