TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0011144-57.2019.8.18.0024
RECORRENTE: FRANCISCA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
Advogado(s) do reclamante: ERASMO PEREIRA DE OLIVEIRA JUNIOR
RECORRIDO: CENTRAIS ELETRICAS BRASILEIRAS SA
Advogado(s) do reclamado: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. ENERGIA ELÉTRICA. ALEGAÇÃO DE INTERRUPÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR DIAS. GENERALIDADE DOS FATOS ALEGADOS. INEXISTÊNCIA DE ESPECIFICAÇÃO E INDIVIDUALIZAÇÃO DOS DANOS ALEGADAMENTE SOFRIDOS. AUSÊNCIA DE PROVAS SOBRE A INTERRUPÇÃO RECLAMADA NA INICIAL. INEXISTÊNCIA DE PROVAS DOS DANOS MATERIAIS ALEGADOS. CONDUTA ILÍCITA DA CONCESSIONÁRIA NÃO DEMONSTRADA. DANOS NÃO COMPROVADOS. IMPROCEDÊNCIA DA DEMANDA. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se de Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais na qual a parte autora aduziu sofrer com a constante falta de energia e má qualidade do serviço prestado pela ré e ainda que, no dia 14/03/2019, o transformador da sua residência queimou e lhe causou a perda de vários produtos perecíveis e de seu refrigerador. Sustentou que somente após longos dias a requerida restabeleceu o fornecimento de energia elétrica em sua comunidade Assentamento Sapucaial II, Zona Rural do município de Sigefredo Pacheco, apontando o comportamento temerário da requerida em não dar continuidade na prestação de serviço público. Sobreveio sentença que julgou totalmente improcedente a demanda. Inconformada com a sentença proferida, a parte autora interpôs o presente recurso inominado, aduzindo, em síntese, que a ré deve ser responsabilizada em razão da responsabilidade objetiva por ser concessionária de serviço público e pelo flagrante desrespeito a norma consumerista deve indenizá-la por danos morais e materiais. Contrarrazões nos autos. É a sinopse dos fatos.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão. “Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”. Ante o exposto, conheço do recurso e nego-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos. Ônus de sucumbência pela recorrente, o qual condeno no pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais no percentual de 15% sobre o valor da causa atualizado. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus da sucumbência, nos termos do artigo 98, §3º, do CPC, em razão da gratuidade de justiça. É como voto. Teresina - PI, assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 14/08/2024
0011144-57.2019.8.18.0024
Órgão Julgador2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)JOAO HENRIQUE SOUSA GOMES
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalPerdas e Danos
AutorFRANCISCA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
RéuCENTRAIS ELETRICAS BRASILEIRAS SA
Publicação15/08/2024