Acórdão de 2º Grau

Contratos Bancários 0800712-81.2019.8.18.0076


Ementa

JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS E REPETIÇÃO DE INDÉBITO. EMPRÉSTIMO BANCÁRIO. RELAÇÃO JURÍDICA COMPROVADA. CONTRATO E TED EXISTENTES. ALTERAÇÃO DA VERDADE DOS FATOS. DANO MORAL NÃO DEMONSTRADO. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0800712-81.2019.8.18.0076 - Relator: JOAO ANTONIO BITTENCOURT BRAGA NETO - 1ª Turma Recursal - Data 20/06/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800712-81.2019.8.18.0076

RECORRENTE: JOSE LUIZ NASCIMENTO

Advogado(s) do reclamante: VITOR GUILHERME DE MELO PEREIRA, JOSE CASTELO BRANCO ROCHA SOARES FILHO, EDUARDO FURTADO CASTELO BRANCO SOARES

RECORRIDO: BANCO ITAU CONSIGNADO S/A
REPRESENTANTE: BANCO ITAU S/A

Advogado(s) do reclamado: ENY ANGE SOLEDADE BITTENCOURT DE ARAUJO, RAMINE CORDEIRO SOARES SIQUEIRA

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

 


EMENTA


 

JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS E REPETIÇÃO DE INDÉBITO. EMPRÉSTIMO BANCÁRIO. RELAÇÃO JURÍDICA COMPROVADA. CONTRATO E TED EXISTENTES. ALTERAÇÃO DA VERDADE DOS FATOS. DANO MORAL NÃO DEMONSTRADO. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.

 

 


RELATÓRIO


 

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800712-81.2019.8.18.0076
Origem: 
RECORRENTE: JOSE LUIZ NASCIMENTO 
Advogados do(a) RECORRENTE: EDUARDO FURTADO CASTELO BRANCO SOARES - PI11723-A, JOSE CASTELO BRANCO ROCHA SOARES FILHO - PI7482-A, VITOR GUILHERME DE MELO PEREIRA - PI7562-A

RECORRIDO: BANCO ITAU CONSIGNADO S/A
REPRESENTANTE: BANCO ITAU S/A

Advogados do(a) RECORRIDO: ENY ANGE SOLEDADE BITTENCOURT DE ARAUJO - BA29442-A, RAMINE CORDEIRO SOARES SIQUEIRA - AL16110-A

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal - Juiz João Antônio Bittencourt Braga Neto


Trata-se ação judicial, na qual a parte autora alega: que é aposentado, sendo titular de benefício junto a Previdência Social; que foi surpreendido com descontos indevidos em seu benefício; que a origem dos descontos é um empréstimo fraudulento realizado pelo Banco Requerido e que não reconhece a validade da contratação. Por esta razão, requereu: a concessão dos benefícios da justiça gratuita; a inversão do ônus da prova; a condenação do requerido por danos morais; a suspensão dos descontos eu seu benefícios e a devolução em dobro da quantia descontada indevidamente.


Em contestação o Requerido aduziu: ausência de pretensão resistida; regularidade na contratação; que a parte autora se beneficiou dos valores decorrentes do empréstimo; que o autor é um litigante habitual e que agiu de má-fé por não ter informado que recebeu o valor do empréstimo.

 

Sobreveio sentença, resumidamente, nos termos que se seguem: No presente caso, tendo em vista que a autora tentou desistir da ação, constata-se tentativa de descaracterizar o ingresso da presente lide temerária, no entanto, insuficiente para afastar a litigância de má-fé, isso porque, o modo de demanda escolhido pelo patrono enreda as instituições financeiras no direito de defesa por muitas vezes, fazendo com que diante das diversas demandas propostas, apenas uma ou outra garante o sucesso da propositura temerária. Dessa forma, a multa por litigância de má-fé deverá ser fixada. Ante o exposto, julgo EXTINTO O PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO, o que faço nos termos do artigo 51, I da Lei 9099/95, e CONDENO a parte autora nas custas processuais e honorários advocatícios no valor de 10% sobre o valor da causa, e ainda, ao pagamento de multa por litigância de má-fé, que fixo em 2,0% sobre o valor da causa, conforme prevê o art. 81 do CPC. 

Inconformado, o autor, ora Recorrente, alegou em suas razões: que o Recorrido não trouxe aos autos documentação que comprovasse a realização do negócio jurídico; que não comprou a transferência de qualquer valor para o Recorrente; que não praticou qualquer ato que configure litigância de má-fé e que é parte vulnerável no mercado de consumo.


Contrarrazões refutando as razões do recurso e pedindo a manutenção da sentença, nos exatos fundamentos em que se encontra.


É o relatório.


 


VOTO


 

Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.

Após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.



Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.



Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso, mantendo a sentença a quo em todos os seus termos.


Condenação da Recorrente em custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado. A exigibilidade dos honorários de sucumbência deve ser suspensa, nos moldes do art. 98, §3º, CPC.


É como voto.

 

 




Detalhes

Processo

0800712-81.2019.8.18.0076

Órgão Julgador

1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

1ª Turma Recursal

Relator(a)

JOAO ANTONIO BITTENCOURT BRAGA NETO

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Contratos Bancários

Autor

JOSE LUIZ NASCIMENTO

Réu

BANCO ITAU CONSIGNADO S/A

Publicação

20/06/2024