TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0010397-40.2019.8.18.0111
RECORRENTE: TEREZINHA FERNANDES DA SILVA PEREIRA
Advogado(s) do reclamante: PEDRO RIBEIRO MENDES
RECORRIDO: BANCO BRADESCO SA
Advogado(s) do reclamado: WILSON SALES BELCHIOR
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
JUIZADOS ESPECIAIS. CONSUMIDOR. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. DESCONTOS INDEVIDOS.SEGURO. PEDIDO DE DANOS MORAIS E REPETIÇÃO DO INDÉBITO. SENTENÇA PARCIALMENTE PROCEDENTE. DEFERIMENTO DE DANOS MORAIS COM REPETIÇÃO DO INDÉBITO. RECURSO INOMINADO. RECURSO CONHECIDO. RECURSO IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA.
RELATÓRIO
Trata-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS na qual a parte autora afirma que está sofrendo descontos indevidos advindos de um seguro em seu benefício.
Visa o RECURSO INOMINADO para reformar a sentença de primeiro grau que julgou parcialmente procedentes seus pedidos lhe concedendo o indébito em dobro dos valores indevidamente descontados de sua conta corrente.
Em suas razões a parte recorrente, TEREZINHA FERNANDES DA SILVA PEREIRA aduz a necessidade de indenização por danos morais pelo dano que sofreu ao ter tido descontos indevidos em sua conta corrente.
Em sede de contrarrazões, a recorrida aduz a inexistência de dano moral, pois o ocorrido não passou de mero aborrecimento. Porém, caso fossem concedidos os danos morais, pede para que seja um valor proporcional e razoável.
É o breve relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, há de se conhecer do recurso.
In casu, trata-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS na qual afirma a parte autora que está sofrendo descontos indevidos advindos de um seguro em seu benefício.
Em sede de contestação, a ré afirma que o aludido seguro é item opcional, nesse sentido, diferentemente do que relata o Autor, não é devida a devolução dos valores pagos referentes ao título, até pelo motivo dele ter usufruído dos benefícios deles decorrentes. Afirma que o contrato é válido e que não foi constatado nenhum pedido de cancelamento da conta corrente da parte Autora.
Na sentença do juízo de primeiro grau entendeu por julgar parcialmente procedente a lide, uma vez que de fato não há comprovação da realização do seguro, portanto, é necessário reconhecer a irregularidade, aparente, do negócio jurídico, e deste modo as parcelas descontadas indevidamente, devem ser restituídas em dobro.
Diante o exposto, entendo que o juízo de primeiro grau está correto no seu julgamento. Quanto aos demais pedidos, após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95:
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Ante o exposto, conheço do recurso para negar-lhe provimento.
Ônus de sucumbência pela recorrente nas custas e honorários advocatícios, estes em 10% sobre o valor corrigido da causa, com exigibilidade suspensa pelo prazo de 5 anos, nos termos do art. 98 § 3º do CPC, em razão da concessão da justiça gratuita.
Teresina (PI), datado eletronicamente
Teresina, 02/07/2024
0010397-40.2019.8.18.0111
Órgão Julgador3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)SEBASTIAO FIRMINO LIMA FILHO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
Competência Assunto PrincipalEmpréstimo consignado
AutorTEREZINHA FERNANDES DA SILVA PEREIRA
RéuBANCO BRADESCO SA
Publicação10/07/2024