TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0010016-95.2014.8.18.0082
RECORRENTE: SERASA S.A.
Advogado(s) do reclamante: MARIA DO PERPETUO SOCORRO MAIA GOMES REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO MARIA DO PERPETUO SOCORRO MAIA GOMES
RECORRIDO: MARIA MADALENA DE LIMA RODRIGUES
Advogado(s) do reclamado: AGAMENON LIMA BATISTA FILHO
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
EMENTA
JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. RECURSO INOMINADO. RELAÇÃO DE CONSUMO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS C/C OBRIGAÇÃO DE FAZER. NEGATIVAÇÃO INDEVIDA. INSCRIÇÃO NO SERASA SEM A DEVIDA NOTIFICAÇÃO. INSCRIÇÃO INDEVIDA NOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. ATO ILÍCITO. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se de AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS C/C OBRIGAÇÃO DE FAZER em que a parte autora narra que a parte ré negativou seu nome mesmo sema devida notificação. Assim, pugna que a parte ré tome as providências necessárias para a imediata exclusão do nome da requerente de cadastros de inadimplentes; que seja aplicada a inversão do ônus probatórios; indenizar a requerente a título de danos morais.
Em sede de contestação, a parte requerida alega que agiu dentro dos parâmetros legais; inexistência de danos morais e a improcedência dos pedidos da parte autora.
Sobreveio sentença nos termos do artigo 487, I do Código de Processo Civil/15, in verbis:
Ante o exposto, nos termos do art. 487, I, do novo Código de Processo Civil, JULGO PROCEDENTE o pedido deduzido na inicial para condenar o réu ao pagamento de indenização no montante de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), sobre a qual deverão incidir juros de mora de 1% ao mês desde a prática do ato lesivo, bem como correção monetária (INPC) a partir da prolação da sentença.
A parte recorrente, inconformada, interpôs embargos de declaração o qual foram rejeitados. Em decorrência da rejeição dos embargos, interpôs Recurso inominado, requerendo a esse C. Colégio Recursal o recebimento do presente recurso e seu provimento, a fim de que seja reformada a r. sentença, julgando improcedentes os pedidos do Recorrido em face da Serasa, tendo em vista o total cumprimento ao disposto em lei.
A parte recorrida apresentou contrarrazões.
É o relatório.
VOTO
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, há de se conhecer do recurso.
Entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Ante o exposto, CONHEÇO do recurso, mas para NEGAR provimento. Mantida a sentença pelos seus próprios e jurídicos fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei nº 9.099/95.
Ônus de sucumbência pelas partes recorrentes em honorários advocatícios, estes fixados em 10% do valor da condenação atualizado.
É como voto.
Teresina, datado e assinado eletronicamente
Teresina, 20/06/2024
0010016-95.2014.8.18.0082
Órgão Julgador3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)SEBASTIAO FIRMINO LIMA FILHO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
Competência Assunto PrincipalContratos Bancários
AutorSERASA S.A.
RéuMARIA MADALENA DE LIMA RODRIGUES
Publicação25/06/2024