TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0803776-74.2018.8.18.0031
RECORRENTE: VANIA SOUZA NASCIMENTO
Advogado(s) do reclamante: VICTOR DE AGUIAR PIRES
RECORRIDO: BANCO LOSANGO S.A. - BANCO MULTIPLO
Advogado(s) do reclamado: KARINA DE ALMEIDA BATISTUCI
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
EMENTA
RECURSO INOMINADO. DIREITO DO CONSUMIDOR. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. PARTE AUTORA NEGA A EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA. RECORRENTE NÃO APRESENTOU CONTRATO E NÃO COMPROVOU TRANSFERÊNCIA DE VALOR PARA PARTE RECORRIDA. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
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RELATÓRIO RECURSO INOMINADO Nº 0803776-74.2018.8.18.0031 ORIGEM: PARNAÍBA-PI RECORRENTE: BANCO LOSANGO S.A. - BANCO MULTIPLO ADVOGADO(A): KARINA DE ALMEIDA BATISTUCI - OAB PI 7197 RECORRIDO(A): VANIA SOUZA NASCIMENTO ADVOGADO: VICTOR DE AGUIAR PIRES - OAB PI 8931 JUIZ-RELATOR: DR. REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR - 2ª CADEIRA DA 3ª TURMA RECURSAL Trata-se de AÇÃO ANULATÓRIA DE DEBITO C/C COBRANÇA INDEVIDA, DANOS MORAIS E PEDIDO DE LIMINAR, ajuizada por VANIA PEREIRA SOUZA em face do BANCO LOZANGO S.A. - BANCO MULTIPLO. A parte autora alega que seu nome foi inserido no cadastro do SERASA, com existência de um registro de débito no valor de R$ 381,99 (trezentos e oitenta e um reais e noventa e nove centavos), em 10 de março de 2018. Afirma ainda que não realizou nenhum contrato com a parte requerida e pugnou pela inexistência de débito. Ao final, requer a inversão do ônus da prova, a tutela antecipada e danos morais. Em contestação, a parte requerida afirmou que retirou o nome da parte autora do registro do SERASA, que houve fraude contratual e que os danos morais são abusivos. Ao final, requereu a improcedência dos pedidos da parte autora. Após instrução processual, sobreveio sentença (Id. n° 1040407) que julgou PROCEDENTE os pedidos da parte autora, a seguir: Ante o exposto, resolve-se o mérito, na forma do art. 487, inciso I, do CPC, para: A) Obrigar a parte ré, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas e sob pena de multa diária de R$ 100,00 (cem reais), limitada a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), a excluir, caso ainda não tenha excluído, o nome da parte autora de todo e qualquer cadastro de inadimplentes referente ao suposto contrato objeto da presente lide.
B) Declarar a inexistência do suposto contrato/fatura de nº 0030200880292317 gerador de um suposto débito no valor de R$ 381,99 (trezentos e oitenta e um reais e noventa e nove centavos). C) Condenar a parte ré a pagar à parte autora a importância de R$ 8.000,00 (oito mil reais) a título de danos morais, valor esse a ser acrescido de juros de 1% ao mês e corrigido monetariamente a partir da data do arbitramento (art. 407 do CC e Súmula nº 362 do STJ). Sem custas e honorários advocatícios a teor do art. 55 da Lei nº 9.099/95. Publique-se, registre-se, intimem-se. O BANCO recorrente alega em suas razões: que retirou o nome da parte recorrida do registro do SERASA; que não assiste razão de ser condenada aos danos morais ou que o valor da indenização deve ser reduzido e que a parte recorrida está se enriquecendo ilicitamente. Ao final requereu efeitos devolutivos e suspensivos ao recurso e que a sentença a quo fosse reformada. A parte recorrida não apresentou contrarrazões. Houve petição de proposta de acordo pela parte recorrente, porém, a parte recorrida não apresentou resposta, apesar de intimada em ID 1546217. É o relatório.
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VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Ante o exposto, conheço do recurso e nego-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Condeno a parte recorrente no pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, estes últimos arbitrados em 10% do valor da condenação.
É como voto.
Teresina, assinado e datado eletronicamente.
DR. REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR
2ª CADEIRA DA 3ª TURMA RECURSAL
Teresina, 13/06/2024
0803776-74.2018.8.18.0031
Órgão Julgador2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalCartão de Crédito
AutorVANIA SOUZA NASCIMENTO
RéuBANCO LOSANGO S.A. - BANCO MULTIPLO
Publicação26/07/2024