TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801424-22.2022.8.18.0026
RECORRENTE: RAYANA HELEN BRITO DE SANTANA
Advogado(s) do reclamante: LETICIA GOMES PAIXAO
RECORRIDO: CLARO S.A.
Advogado(s) do reclamado: PAULA MALTZ NAHON, RAFAEL GONCALVES ROCHA
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
JUIZADOS ESPECIAIS. RECURSO INOMINADO. DIREITO CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ESTELIONATO. INVASÃO A REDE SOCIAL. HACKER. ALEGAÇÃO DE CLONAGEM DE CHIP. AUSÊNCIA DE PROVA DA MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PELA REQUERIDA. RESPONSABILIDADE NÃO COMPROVADA. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se de AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS ajuizada por RAYANA HELEN BRITO DE SANTANA em face do CLARO S.A.
Narra a parte autora que fora vítima de estelionato, o que se deu por meio de clonagem do seu chip de celular. Aduziu que, em virtude disso, a sua conta no Instagram fora hackeada, passando um estelionatário a postar anúncios de venda produtos eletrônicos. Afirmou que, além disso, não estava recebendo ligações no seu celular. Por essas razões ingressou em juízo buscando reparação moral diante dos danos alegadamente sofridos.
Sobreveio sentença que julgou, em síntese, da seguinte maneira: “Pelo exposto, com fundamento no art. 487, I, do NCPC, julgo totalmente improcedente o pedido contido na inicial, pondo fim ao presente processo com resolução do seu mérito. Sem custas e sem arbitramento de honorários advocatícios, em face do rito adotado. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Cumpra-se”.
Inconformada com a sentença proferida, a parte requerente interpôs o presente recurso inominado aduzindo, em síntese: seja o recurso acolhido e provido para modificar a sentença de primeira instância, julgando procedentes os pleitos autorais, especialmente no que diz respeito a condenação da requerida em danos morais. Por fim, requer o conhecimento e provimento do recurso, a fim de reformar a sentença.
Contrarrazões nos autos pugnando pela manutenção da sentença.
É sucinto o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conhece-se do recurso e passa-se à sua análise.
A sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no art. 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.
Diante do exposto, conhece-se do recurso, mas para negar-lhe provimento, mantendo-se a sentença a quo em todos os seus termos.
Ônus de sucumbência pela parte Recorrente nas custas e horários advocatícios, estes em 10% sobre o valor corrigido da causa, considerando os parâmetros previstos no artigo 85, §2º, do CPC. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus da sucumbência, nos termos do disposto no artigo 98, §3º, do CPC, em virtude do benefício da justiça gratuita.
É o voto.
Teresina, datado e assinado eletronicamente.
Teresina, 23/05/2024
0801424-22.2022.8.18.0026
Órgão Julgador2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalInclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
AutorRAYANA HELEN BRITO DE SANTANA
RéuCLARO S.A.
Publicação03/06/2024