TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0010638-27.2018.8.18.0118
RECORRENTE: BANCO DO BRASIL SA
Advogado(s) do reclamante: JOSE ARNALDO JANSSEN NOGUEIRA REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO JOSE ARNALDO JANSSEN NOGUEIRA, KARINA DE ALMEIDA BATISTUCI
RECORRIDO: DAVID RODRIGUES DO ROSARIO
Advogado(s) do reclamado: AGOSTINHO DE JESUS MOREIRA JUNIOR REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO AGOSTINHO DE JESUS MOREIRA JUNIOR
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
JUIZADOS ESPECIAIS. RECURSO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL C/C PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA DE URGENCIA. SPC. SERASA. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. ACORDO FEITO. PROVA DO ACORDO. PROVA DO CADASTRO DE INADIMPLÊNCIA. VALOR NEGOCIADO E PAGO. CONTESTAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NÃO PAGAMENTO. SENTENÇA PARCIALMENTE PROCEDENTE. RECURSO INOMINADO. ALEGAÇÃO DE EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO. CONTRARRAZÕES. RECURSO CONHECIDO. RECURSO IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA.
RELATÓRIO
Trata-se de recurso inominado interposto por BANCO DO BRASIL S/A em face da sentença de primeiro grau que declarou inexistente o débito especificado na inicial e condenou a parte requerida no pagamento de indenização à parte requerente no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), a título de danos morais.
O Banco do Brasil impetrou RI alegando que não restou demonstrado qualquer irregularidade que reflita algum resquício de abuso por parte do Banco, uma vez que a inserção do nome da autora no cadastro de inadimplente foi feito no exercício regular do direito do banco. Ademais insiste na ausência de provas concretas que demonstrem o dano que o autor sofreu e questiona o valor arbitrado à título de dano moral, uma vez que o considera exorbitante. Por fim, requer que tal sentença do juízo de primeiro grau seja reformada para que os pedidos sejam julgados improcedentes.
Em sede de CR, o recorrido alega que o Banco tem sim responsabilidade objetiva acerca da ação que praticou contra o autor da lide, uma vez que tinha plena convicção de que o contrato já havia sido quitado. Requer que a sentença seja mantida
VOTO
II - VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, há de se conhecer do recurso.
Trata-se de AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL C/C PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA DE URGENCIA em que a parte autora alega estar com o nome cadastrado em cadastro de inadimplência por conta de um contrato cujo valor já foi negociado e pago. Em sede de contestação, a ré arguiu que o contrato de empréstimo foi realizado por ela, e não foi quitado. Assevera que não há necessidade de dano moral e nem matéria, uma vez que não há qualquer prova de que a ré causou dano ao autor. Em sede de sentença, o juízo de primeiro grau entendeu que realmente houve inserção indevida do nome do autor no cadastro de inadimplentes, uma vez que o contrato em comento está liquidado desde 29/12/2016. Deste modo, mesmo assim houve a irregular inserção do nome do autor no cadastro de inadimplentes em decorrência de parcela já quitada em data até mesmo antes do vencimento. Assim julgou a demanda parcialmente procedente para indenizar à título de dano moral o autor da lide.
Nesse sentido, após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.
III - DISPOSITIVO
Ante o exposto, conheço do recurso para negar-lhe provimento.
Condenação da Recorrente em custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado.
Intimem-se.
Teresina (PI), datado eletronicamente
Juíz Relator
Teresina, 29/07/2024
0010638-27.2018.8.18.0118
Órgão Julgador3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)SEBASTIAO FIRMINO LIMA FILHO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
Competência Assunto PrincipalInclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
AutorBANCO DO BRASIL SA
RéuDAVID RODRIGUES DO ROSARIO
Publicação14/08/2024