Acórdão de 2º Grau

Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes 0010638-27.2018.8.18.0118


Ementa

EMENTA JUIZADOS ESPECIAIS. RECURSO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL C/C PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA DE URGENCIA. SPC. SERASA. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. ACORDO FEITO. PROVA DO ACORDO. PROVA DO CADASTRO DE INADIMPLÊNCIA. VALOR NEGOCIADO E PAGO. CONTESTAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NÃO PAGAMENTO. SENTENÇA PARCIALMENTE PROCEDENTE. RECURSO INOMINADO. ALEGAÇÃO DE EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO. CONTRARRAZÕES. RECURSO CONHECIDO. RECURSO IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0010638-27.2018.8.18.0118 - Relator: SEBASTIAO FIRMINO LIMA FILHO - 2ª Turma Recursal - Data 14/08/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0010638-27.2018.8.18.0118

RECORRENTE: BANCO DO BRASIL SA

Advogado(s) do reclamante: JOSE ARNALDO JANSSEN NOGUEIRA REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO JOSE ARNALDO JANSSEN NOGUEIRA, KARINA DE ALMEIDA BATISTUCI

RECORRIDO: DAVID RODRIGUES DO ROSARIO

Advogado(s) do reclamado: AGOSTINHO DE JESUS MOREIRA JUNIOR REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO AGOSTINHO DE JESUS MOREIRA JUNIOR

RELATOR(A): 3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

 


EMENTA


 

 

JUIZADOS ESPECIAIS. RECURSO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL C/C PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA DE URGENCIA. SPC. SERASA. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. ACORDO FEITO. PROVA DO ACORDO. PROVA DO CADASTRO DE INADIMPLÊNCIA. VALOR NEGOCIADO E PAGO. CONTESTAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NÃO PAGAMENTO. SENTENÇA PARCIALMENTE PROCEDENTE. RECURSO INOMINADO. ALEGAÇÃO DE EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO. CONTRARRAZÕES. RECURSO CONHECIDO. RECURSO IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA.

 


 

 

 

RELATÓRIO

 

Trata-se de recurso inominado interposto por BANCO DO BRASIL S/A em face da sentença de primeiro grau que declarou inexistente o débito especificado na inicial e condenou a parte requerida no pagamento de indenização à parte requerente no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), a título de danos morais.

 O Banco do Brasil impetrou RI alegando que não restou demonstrado qualquer irregularidade que reflita algum resquício de abuso por parte do Banco, uma vez que a inserção do nome da autora no cadastro de inadimplente foi feito no exercício regular do direito do banco. Ademais insiste na ausência de provas concretas que demonstrem o dano que o autor sofreu e questiona o valor arbitrado à título de dano moral, uma vez que o considera exorbitante. Por fim, requer que tal sentença do juízo de primeiro grau seja reformada para que os pedidos sejam julgados improcedentes.

 Em sede de CR, o recorrido alega que o Banco tem sim responsabilidade objetiva acerca da ação que praticou contra o autor da lide, uma vez que tinha plena convicção de que o contrato já havia sido quitado. Requer que a sentença seja mantida


 


VOTO


 

II - VOTO

Presentes os pressupostos de admissibilidade, há de se conhecer do recurso.

Trata-se de AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL C/C PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA DE URGENCIA em que a parte autora alega estar com o nome cadastrado em cadastro de inadimplência por conta de um contrato cujo valor já foi negociado e pago. Em sede de contestação, a ré arguiu que o contrato de empréstimo foi realizado por ela, e não foi quitado. Assevera que não há necessidade de dano moral e nem matéria, uma vez que não há qualquer prova de que a ré causou dano ao autor. Em sede de sentença, o juízo de primeiro grau entendeu que realmente houve inserção indevida do nome do autor no cadastro de inadimplentes, uma vez que o contrato em comento está liquidado desde 29/12/2016. Deste modo, mesmo assim houve a irregular inserção do nome do autor no cadastro de inadimplentes em decorrência de parcela já quitada em data até mesmo antes do vencimento. Assim julgou a demanda parcialmente procedente para indenizar à título de dano moral o autor da lide.


Nesse sentido, após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.


Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.


III - DISPOSITIVO

Ante o exposto, conheço do recurso para negar-lhe provimento.

Condenação da Recorrente em custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado. 

Intimem-se.

Teresina (PI), datado eletronicamente


Juíz Relator

 


 



Teresina, 29/07/2024

Detalhes

Processo

0010638-27.2018.8.18.0118

Órgão Julgador

3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

2ª Turma Recursal

Relator(a)

SEBASTIAO FIRMINO LIMA FILHO

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Assunto Principal

Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes

Autor

BANCO DO BRASIL SA

Réu

DAVID RODRIGUES DO ROSARIO

Publicação

14/08/2024