Acórdão de 2º Grau

Pagamento Atrasado / Correção Monetária 0001114-06.2017.8.18.0000


Ementa

EMENTA JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C COBRANÇA DE PAGAMENTOS DE SALÁRIOS ATRASADOS E ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO DE FORMA LIMINAR. RETENÇÃO INDEVIDAS DE VALORES. JUNTADA INTEMPESTIVA DE DOCUMENTOS. INCIDÊNCIA DE DANOS MORAIS. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0001114-06.2017.8.18.0000 - Relator: JOAO ANTONIO BITTENCOURT BRAGA NETO - 1ª Turma Recursal - Data 10/05/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0001114-06.2017.8.18.0000

RECORRENTE: MUNICIPIO DE PORTO

Advogado(s) do reclamante: SUSANA HELEM FERNANDES DO NASCIMENTO, VICENTE REIS REGO JUNIOR, MESSIAS RODRIGUES DA SILVA REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO MESSIAS RODRIGUES DA SILVA, DAVID ALVES DE ARAUJO

RECORRIDO: ELZA MARIA ALVES MERGELINO

Advogado(s) do reclamado: KERLON DO REGO FEITOSA

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal



EMENTA


 


JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C COBRANÇA DE PAGAMENTOS DE SALÁRIOS ATRASADOS E ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO DE FORMA LIMINAR. RETENÇÃO INDEVIDAS DE VALORES. JUNTADA INTEMPESTIVA DE DOCUMENTOS. INCIDÊNCIA DE DANOS MORAIS. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.



RELATÓRIO


 

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0001114-06.2017.8.18.0000
Origem: 
RECORRENTE: MUNICIPIO DE PORTO 
Advogados do(a) RECORRENTE: DAVID ALVES DE ARAUJO - PI13265-A, MESSIAS RODRIGUES DA SILVA - PI11713-A, SUSANA HELEM FERNANDES DO NASCIMENTO - PI10335-A, VICENTE REIS REGO JUNIOR - PI10766-A

RECORRIDO: ELZA MARIA ALVES MERGELINO
Advogado do(a) RECORRIDO: KERLON DO REGO FEITOSA - PI13112-A

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal - Dr. João Antônio Bittencourt Braga Neto


Trata-se de demanda judicial, na qual a autora alega: Exerce função de professor na escola municipal e que por razões diversas não vinha recebendo regularmente, nem seu salário, nem outras verbas trabalhistas, como o adicional por tempo de serviço, as quais alega ter direito. Nesse sentido requereu: Benefício da justiça gratuita, a inversão do ônus da prova, os salários atrasados de novembro e dezembro de 2012, o abono de férias, e o 13° salário de 2012 e o adicional por tempo de serviço dos 5 anos anteriores ao ingresso da ação. 

Em defesa, o requerido suscitou preliminar de de incompetência do juizado especial da fazenda pública por motivo da ação ser conexa, e junto a elas somarem cerca de trinta ações, ultrapassando o teto do juizado.

Sobreveio a sentença, resumidamente, nos termos que se seguem: Em verdade, os fatos constitutivos do direito da parte autora foi devidamente por ela comprovada nos autos, pois o contracheque demonstra que a parte autora desempenhavam as funções supra descritas junto ao Município réu, durante o período relatado na exordial. Por sua vez, o Réu não comprovou em nenhum momento a existência de algum fato desconstitutivo do direito da parte autora, nem impeditivo ou extintivo, limitando-se a levantar meras argumentações jurídicas destituídas de sustentação jurídica, deixando de juntar qualquer documentação para provar o alegado. Merece, pois, procedência a cobrança requerida na exordial.”. E concluiu da seguinte forma: “Pelo exposto, julgo parcialmente procedente o pedido formulado na inicial e condeno o MUNICIPIO DE PORTO (PI) a pagar a parte autora: a) salário de novembro de 2012, no importe de R$ 1.567,00;b) salário de dezembro de 2012, no importe de R$ 1.567,00 c) abono de férias, no importe de R$ 522,33 d) 13º salário de 2012, no importe de R$ 1.567,00 e) adicional por tempo se serviço dos últimos cinco anos (5%), no importe de R$ 4.701,00, totalizando a quantia de R$ 9.924,33, acrescidos de juros e correção monetária a incidirem sobre o débito a partir do momento em que os salários deveriam ter sido pagos até a data do efetivo pagamento (...)”. 

Inconformado, o recorrente alegou em suas razões recursais que: Que a recorrida recebeu as contraprestações pleiteadas referente ao mês de dezembro de 2012, que a recorrida agiu de má-fé e deixou de comprovar que não recebia as parcelas pleiteadas dos 5 anos anteriores ao ingresso da ação, e ainda que não possuía orçamento disponível para arcar com as custas da condenação, devendo a recorrida aguardar orçamento superveniente de futuros exercícios para receber as verbas pleiteadas.

Contrarrazões refutando as razões do recurso e pedindo a manutenção da sentença, nos exatos fundamentos em que se encontra, além do pedido de condenação do recorrido em honorários sucumbenciais.

É o relatório.

 

VOTO

                 Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.

Após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.

Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.



Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso, mantendo a sentença a quo em todos os seus termos.

Condenação do Recorrente em custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado. 

É como voto.




Teresina, 10/05/2024

Detalhes

Processo

0001114-06.2017.8.18.0000

Órgão Julgador

1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

1ª Turma Recursal

Relator(a)

JOAO ANTONIO BITTENCOURT BRAGA NETO

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Pagamento Atrasado / Correção Monetária

Autor

MUNICIPIO DE PORTO

Réu

ELZA MARIA ALVES MERGELINO

Publicação

10/05/2024