Acórdão de 2º Grau

Direito de Imagem 0801218-43.2021.8.18.0155


Ementa

JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. AUTORA ABORDADA PELA RÉ EM AMBIENTE DE TRABALHO. AGRESSÃO COMPROVADA POR MEIO DE IMAGENS E VÍDEO. RESPONSABILIDADE CIVIL DA REQUERIDA. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM INDENIZATÓRIO ADEQUADO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0801218-43.2021.8.18.0155 - Relator: ANTONIO LOPES DE OLIVEIRA - 3ª Turma Recursal - Data 27/05/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801218-43.2021.8.18.0155

RECORRENTE: JAQUELINE DE SOUSA DAMASCENO

Advogado(s) do reclamante: JULIANA DARAH CAMPOS CANSANCAO

RECORRIDO: ZILMAR FERREIRA DE SOUSA
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 3ª Turma Recursal

 


EMENTA


JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. AUTORA ABORDADA PELA RÉ EM AMBIENTE DE TRABALHO. AGRESSÃO COMPROVADA POR MEIO DE IMAGENS E VÍDEO. RESPONSABILIDADE CIVIL DA REQUERIDA. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM INDENIZATÓRIO ADEQUADO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.


RELATÓRIO


RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0801218-43.2021.8.18.0155
Origem: 
RECORRENTE: JAQUELINE DE SOUSA DAMASCENO 
Advogado do(a) RECORRENTE: JULIANA DARAH CAMPOS CANSANCAO - PI19391-A

RECORRIDO: ZILMAR FERREIRA DE SOUSA
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI


RELATOR(A): 1ª Cadeira da 3ª Turma Recursal

Trata-se de AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS em que a parte autora alega que estava em seu local de trabalho quando foi surpreendida pela requerida ao qual passou a lhe deferir palavras de baixo calão, bem como lhe agrediu fisicamente e filmou tal ato expondo nas redes sociais com o fim de denegrir a imagem da autora. Ao final, pleiteou a condenação da requerida a indenização por danos morais em virtude do infortúnio.

Sobreveio sentença que julgou parcialmente procedente o pedido deduzido na inicial para condenar a ré, ZILMAR FERREIRA DE SOUSA ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) em favor da autora, JAQUELINE DE SOUSA DAMASCENO. Sobre o montante indenizatório relativo aos danos morais, deverão ser aplicados unicamente juros de mora de 1% ao mês simples desde a data do evento danoso até a data desta sentença, a partir de quando incidirá a SELIC como juros de mora e correção monetária (súmulas 54 e 362 do STJ e arts. 398 e 406 do CC, combinados com Lei nº 9.250/95). Deferiu às partes o benefício da justiça gratuita. Sem condenação em custas e honorários, nos termos dos arts. 54 e 55 da Lei nº 9.099/95.

A parte ré interpôs recurso inominado alegando, em síntese: error in judicando, danos morais não comprovados; e por fim, requerendo o provimento do recurso para julgar improcedente o pedido inicial.

Contrarrazões da recorrida pugnando pela manutenção da sentença.

É o relatório sucinto.

       


VOTO


        Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto.

Compulsando os autos, constato a comprovação pela autora que de fato foi lesionada, pois, conforme imagens e vídeo juntados aos autos, verifica-se as lesões sofridas em razão das agressões proferidas pela requerida, tendo desincumbindo-se de seu ônus de provar o fato constitutivo de seu direito.

 No que toca ao valor da indenização, é entendimento do Superior Tribunal de Justiça que há a possibilidade de majorar ou reduzir, quando irrisório ou absurdo, o valor das verbas fixadas a título de dano moral, por se tratar de matéria de direito e não de reexame fático-probatório. No caso em questão entendo que o valor fixado atende aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, devendo ser mantido.

Desse modo, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto do art. 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.

 

Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

 

Diante do exposto, voto pelo conhecimento do recurso para negar-lhe provimento, mantendo a sentença a quo por seus próprios e jurídicos fundamentos.

Ônus de sucumbência pela parte recorrente nos honorários advocatícios, estes em 20 % sobre o valor da condenação atualizado, no entanto, suspensa a exigibilidade da condenação pelo prazo de 05 anos, nos termos do art. 98, §3º, do CPC.

 

Teresina (PI), datado e assinado eletronicamente.

 



Teresina, 22/05/2024

Detalhes

Processo

0801218-43.2021.8.18.0155

Órgão Julgador

1ª Cadeira da 3ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

3ª Turma Recursal

Relator(a)

ANTONIO LOPES DE OLIVEIRA

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Direito de Imagem

Autor

JAQUELINE DE SOUSA DAMASCENO

Réu

ZILMAR FERREIRA DE SOUSA

Publicação

27/05/2024