Acórdão de 2º Grau

Abatimento proporcional do preço 0801572-32.2021.8.18.0167


Ementa

JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS C/C PEDIDO LIMINAR. DIREITO DO CONSUMIDOR. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. QUEDA DE ENERGIA QUE PROVOCOU DANOS EM EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS E GEROU OUTRAS DESPESAS. DANO MATERIAL NÃO COMPROVADO. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. SENTENÇA MANTIDA. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0801572-32.2021.8.18.0167 - Relator: JOAO ANTONIO BITTENCOURT BRAGA NETO - 1ª Turma Recursal - Data 10/05/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801572-32.2021.8.18.0167

RECORRENTE: CONDOMINIO GUANABARA

Advogado(s) do reclamante: ELIONES SILVA DO CARMO

RECORRIDO: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
REPRESENTANTE: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A

Advogado(s) do reclamado: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

 


EMENTA


 

 

JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS C/C PEDIDO LIMINAR. DIREITO DO CONSUMIDOR. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. QUEDA DE ENERGIA QUE PROVOCOU DANOS EM EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS E GEROU OUTRAS DESPESAS. DANO MATERIAL NÃO COMPROVADO. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. SENTENÇA MANTIDA.

 


RELATÓRIO


 

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0801572-32.2021.8.18.0167
Origem: 
RECORRENTE: CONDOMINIO GUANABARA 
Advogado do(a) RECORRENTE: ELIONES SILVA DO CARMO - PI17298-A
RECORRIDO: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
REPRESENTANTE: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Advogado do(a) RECORRIDO: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA - PI3387-A

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal - Juiz João Antônio Bittencourt Braga Neto


Trata-se de AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS C/C PEDIDO LIMINAR, na qual a parte autora alega: que houve uma queda de energia no bairro que provocou danos ao sistema de câmeras e interfones do condomínio; que teve que realizar plantões noturnos por causa do dano ao sistema de segurança eletrônica; que a Requerida reconheceu os danos provocados pela queda de energia mas não realizou o ressarcimento devido. Por esta razão, requereu: a procedência do pedido para o fim de condenar a Requerida ao ressarcimento dos danos com equipamentos elétricos e despesas com plantões noturnos. Anexou documentos, dentre eles, recibos de pagamento do condomínio em favor do próprio síndico referente a plantões noturnos.

A Requerida apresentou contestação na qual arguiu, em suma: que houve perda do objeto em razão do ressarcimento administrativo ao Autor quanto aos danos nos equipamentos elétricos; que não há prova nos autos quanto aos danos alegados. Ao final requereu pela improcedência dos pedidos formulados na inicial.

Sobreveio sentença, resumidamente, nos termos que se seguem:


Porém, a parte requerente, efetivamente não demonstrou nos autos nenhuma prova legítima sobre o prejuízo sofrido decorrente de ação da parte requerida, em que pese o alegado na inicial, pois, segundo documentos anexados estes referem-se:  comprovantes de pagamentos que  traduzem a transferência da conta do síndico da requerente, advogado da presente causa e ao mesmo tempo prestador dos serviços de vigilância do requerente para sua própria conta poupança, ou seja, o síndico da requerente é ao mesmo tempo advogado , e prestador de serviço para si mesmo , pois, as transferências expostas e não compatíveis com os valores pleiteados , referem -se a transferência de  sua conta corrente para sua conta poupança, o que não comprovam a verdade dos fatos alegados. Razão pela qual julgo improcedente o pedido de indenização por danos materiais pleiteado na exordial. [...]

Pelo exposto, JULGO TOTALMENTE IMPROCEDENTE os pedidos constantes na inicial, com fulcro no art. 487, inciso I, do NCPC.

Após o trânsito em julgado, dê-se baixa e arquive-se.

Sem custas e sem honorários de advogado, conforme o art. 55 da Lei nº 9.0.

 

Inconformado, o Autor interpôs Recurso Inominado no qual alegou, em suma: que era devida a inversão do ônus da prova em favor do Autor; que o síndico do condomínio é o responsável por todos os pagamentos do condomínio e o faz por meio de sua conta bancária pessoal, assim como o fez em relação aos plantões noturnos; que não há óbice para que o síndico também realize pessoalmente os plantões noturnos, sendo devida a remuneração para tanto. Pugnou, ao fim, pela reforma da sentença para o fim de julgar procedentes os pedidos formulados na inicial.

Contrarrazões refutando as razões do recurso e pedindo a manutenção da sentença.

É o relatório.

 

 


VOTO


 

 

Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.

Após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.

 

Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.

 

Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso, mantendo a sentença a quo em todos os seus termos.

Condenação da Recorrente em custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação.

É como voto.

 



Teresina, 25/04/2024

Detalhes

Processo

0801572-32.2021.8.18.0167

Órgão Julgador

1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

1ª Turma Recursal

Relator(a)

JOAO ANTONIO BITTENCOURT BRAGA NETO

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Abatimento proporcional do preço

Autor

CONDOMINIO GUANABARA

Réu

EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A

Publicação

10/05/2024