TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801593-72.2023.8.18.0026
RECORRENTE: JUDITE RODRIGUES DE ARAGAO
Advogado(s) do reclamante: LEONIDAS DA PAZ E SILVA, ERIALDO DA LUZ SOARES
RECORRIDO: BANCO DO BRASIL SA
REPRESENTANTE: BANCO DO BRASIL SA
Advogado(s) do reclamado: KARINA DE ALMEIDA BATISTUCI
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE REVISÃO CONTRATUAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. ALEGAÇÃO DE JUROS EXCESSIVOS EM OPERAÇÃO DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO MEDIANTE DESCONTO EM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. AUSÊNCIA DE INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0801593-72.2023.8.18.0026 Trata-se AÇÃO DE REVISÃO CONTRATUAL na qual a parte autora alega: abusividade dos encargos contratuais, em razão da exorbitância dos juros cobrados no contrato de empréstimo nº 943197603, os quais estariam em patamar superior à média divulgada pelo Banco Central. Em contestação a Recorrida aduziu: necessidade de emenda da inicial; conexão; legalidade da contratação: do cumprimento de todos os requisitos de existência, validade e eficácia do negócio jurídico; ausência de requisito autorizador da revisão contratual; da matéria pacificada nos tribunais superiores: taxa de juros aplicada ao contrato, capitalização de juros em período inferior ao anual, comissão de permanência e outros encargos; da ausência de responsabilidade civil - inaplicabilidade do art. 940 do cc; inexistência dos danos materiais – devolução de valores. Após instrução processual, sobreveio sentença que julgou IMPROCEDENTES o pedido autoral: “Pelo exposto, com fundamento no art. 487, I, do Código de Processo Civil, julgam-se improcedentes os pedidos contidos na inicial, pondo fim ao presente processo com resolução do seu mérito. Sem custas e sem arbitramento de honorários advocatícios, em face do rito adotado.” Em suas razões, a parte recorrente alega: que considera-se desarrazoada a taxa de juros sempre que ela estiver acima da média praticada no mercado para a mesma espécie de contrato. Por fim, requereu o provimento do recurso para reformar a r. sentença de primeira instância, para julgar procedentes os pedidos da inicial. Contrarrazões apresentadas pela parte recorrida. É o relatório.
Origem:
RECORRENTE: JUDITE RODRIGUES DE ARAGAO
Advogados do(a) RECORRENTE: ERIALDO DA LUZ SOARES - PI16528-A, LEONIDAS DA PAZ E SILVA - PI11160-A
RECORRIDO: BANCO DO BRASIL SA
REPRESENTANTE: BANCO DO BRASIL SA
Advogado do(a) RECORRIDO: KARINA DE ALMEIDA BATISTUCI - PI7197-A
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. Após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão. “Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso, mantendo a sentença a quo em todos os seus termos. Condenação das custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado. A exigibilidade dos honorários de sucumbência deve ser suspensa, nos moldes do art. 98, §3º, CPC. É como voto.
Teresina, 03/05/2024
0801593-72.2023.8.18.0026
Órgão Julgador3ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)LEONARDO LUCIO FREIRE TRIGUEIRO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalPerdas e Danos
AutorJUDITE RODRIGUES DE ARAGAO
RéuBANCO DO BRASIL SA
Publicação07/05/2024