TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800339-18.2023.8.18.0009
RECORRENTE: LEONARDO FERREIRA MACHADO
Advogado(s) do reclamante: CARLOS AUGUSTO SERRA NETO
RECORRIDO: VIA VAREJO S/A
Advogado(s) do reclamado: ENY ANGE SOLEDADE BITTENCOURT DE ARAUJO, MARIANA SANDES VIEIRA LEITE
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. RECURSO INOMINADO. COMPRA DE UM APARELHO DE TV POR CONSUMIDOR EM LOJA FÍSICA DO FORNECEDOR DEMANDADO. VÍCIOS NO PRODUTO E EQUIPAMENTOS QUE NÃO CORRESPONDEM AO ORIGINAL. PRODUTO DE MOSTRUÁRIO. RECLAMAÇÃO ADMINISTRATIVA. DEVOLUÇÃO DO PRODUTO E ESTORNO DO VALOR PAGO. PROPAGANDA ENGANOSA E INADIMPLEMENTO CONTRATUAL QUE NÃO SÃO CAPAZES DE PROVOCAR, POR SI SÓ, DANOS MORAIS. AUSÊNCIA DE PROVA DOS DANOS ALEGADOS NA INICIAL.SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800339-18.2023.8.18.0009
Origem:
RECORRENTE: LEONARDO FERREIRA MACHADO
Advogado do(a) RECORRENTE: CARLOS AUGUSTO SERRA NETO - MT16397-A
RECORRIDO: VIA VAREJO S/A
Advogados do(a) RECORRIDO: ENY ANGE SOLEDADE BITTENCOURT DE ARAUJO - BA29442-A, MARIANA SANDES VIEIRA LEITE - SE9126-A
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Trata-se de Ação Judicial na qual a parte autora aduz que comprou um aparelho de TV junto ao requerido, VIA VAREJO (CASAS BAHIA), e foi surpreendido no momento da abertura da caixa com a existência de vícios no produto e que alguns equipamentos que o acompanharam não eram originais, pois não tinham compatibilidade com a TV.
Requer, assim, a condenação da demandada no pagamento de indenização pelos morais sofridos.
Sobreveio sentença que julgou totalmente improcedente a demanda, sob o fundamento de que os fatos narrados consistiram em mero aborrecimento, sem comprovação dos danos alegados.
Inconformada, a parte autora interpôs recurso inominado aduzindo, em síntese, a teoria do desvio produtivo e a existência de danos morais.
Contrarrazões nos autos.
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após a análise dos autos, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Condeno a parte recorrente no pagamento de custas processuais e honorários advocatícios de 15% do valor da causa atualizado. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus de sucumbência, nos termos do artigo 98, §3º, do CPC.
É como voto.
Teresina – PI, assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 03/05/2024
0800339-18.2023.8.18.0009
Órgão Julgador2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)JOAO HENRIQUE SOUSA GOMES
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalPerdas e Danos
AutorLEONARDO FERREIRA MACHADO
RéuVIA VAREJO S/A
Publicação06/05/2024